O conhecimento é a base da própria vida. A sabedoria abre caminhos
novos para que possamos sentir e mesmo desfrutar da felicidade. Não poderá
existir civilização sem que a inteligência ocupe algum lugar na pauta dos
confortos. Não pode existir progresso sem a intervenção da sabedoria.
Entretanto, ela se divide em duas forças altamente dignas, com duas dinâmicas
opostas: o conhecimento exterior e o autoconhecimento. A sapiência externa nos
faz investir à procura de valores até certo ponto perecíveis, mas necessários
ao nosso equilíbrio. Passamos por perigos inúmeros, sujeitos às investidas do
orgulho em sintonia com o egoísmo e sob o domínio da vaidade. Entrementes, se
vencermos essas condições na altura em que elas se nos apresentam, sairemos
livres, para novos conhecimentos que, podemos crer, serão a maior verdade, que
é o conhecimento de nós mesmos, é o estudo do universo interno,
aprofundando-nos dentro dele como se fora o nosso próprio mundo. Este
conhecimento se chama Sabedoria-Amor.
Há quem diga que o amor não é sabedoria. Está completamente
enganado.
Quem ama nas linhas ensinadas por Nosso Senhor Jesus Cristo é um
verdadeiro sábio. Ao conhecermos as nossas deficiências, abrimos portas de luz
nas esferas da consciência, de sorte a nos enriquecermos, em todos os rumos,
dos valores eternos, de talentos que Deus depositou em nossos corações, para a
garantia de nós mesmos.
