É de senso comum das criaturas iluminadas, que devemos ter dois
tipos de conduta, para que possamos estar bem com nós mesmos, copiando, às
vezes, certas áreas da política mundana: a ditadura e a democracia.
A ditadura deve ser usada na determinação diante de nós mesmos.
Dar ordens severas na correção das nossas atitudes, para que se corrija o que
não deve ser feito, aprimorando o Bem em todas as latitudes em que o Amor e a
Caridade sejam o ponto sagrado das atenções. Avançar no campo onde o desleixo
invadiu a ordem e fez desaparecer a harmonia; revestir-se de coragem para
estabelecer a brandura onde a exigência polui os sentimentos de fraternidade e
nunca se esquecer de alimentar o respeito em todos os departamentos em que a
educação deve instalar-se; definir, no campo imenso da mente, as linhas das
atitudes, e não deixar que pensamentos sem disciplina invadam os corredores da
fala; policiar permanentemente todos os gestos e manter guarda no que deve ser
feito? Essa é a audácia de que deves ser dotado para com o teu mundo interno.
A democracia deve ser ampliada no que tange ao exterior,
observando os direitos alheios e capacitando todos os entendimentos para que
saibas até onde não deves interferir na vida dos outros, enriquecendo o
respeito às criaturas, sabendo ouvir os irmãos em caminho, ajudando-os naquilo
que estiver ao teu alcance. Democracia é fraternidade, é entender os direitos
dos semelhantes; é, quando falamos, sentirmo-nos na qualidade de ouvintes,
dando tempo para que o outro também fale, mostrando sua opinião e, certamente,
suas experiências.
