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sexta-feira, 31 de julho de 2015

SÚPLICA



É difícil delimitar, mesmo na profundeza racional, onde começa e termina, em qualquer escrito nobre, a súplica. Achamos que toda a palavra construtiva e letras ordenadas pelos bons princípios são orações, que se vinculam â faixa divina, pela vontade humana mais ou menos educada, para que se materialize na Terra, o ideal do Bem.
No entanto, percebemos a sutileza da prece, pois ela difere um pouco das conversações comuns e, pelos contextos dos livros, é como se estivéssemos falando a alguém que somente nos ouve e registra os nossos pedidos na mais alta justiça, computando para nós somente o que nos faz bem.
O místico ou o santo vive em completa oração. Não no fanatismo constrangedor, com repetições alérgicas ao bom senso, mas no exame profundo do que deve ou não fazer, como se estivesse falando frente a frente com o Pai Celestial, ouvindo, e fazendo a Sua magnânima vontade. O homem que ora, conhecendo a importância da oração entra em estado de graça, sente o ambiente divino a pulsar no seu mundo humano.
Cultivai a prece, companheiros de ideal, que ela vos ajudará a compreender a vida e a ter paciência nas lutas, a aprimorar a alegria e a respirar, com todo o contentamento, o perfume embriagador do amor.



Vamos à súplica:



"Grande Arquiteto Universal:
Agradecemos pela Vossa paternidade sem fronteiras, pela Vossa beneficência sem limites, pelo Vosso amor sem exigências. Pedimo-Vos que nos abençoe, porque acordamos mais uma f ração da nossa consciência, porque abrimos os olhos para mais um ângulo da visão, porque andamos mais um passo na rodovia evolutiva.
Este livro, para nós, é a resposta de uma súplica. É de se notar o quanto vale a oração, o quanto nos faz bem a prece, o quanto nos desperta o entendimento mais direto com as forças do Bem.
Senhor! Ainda temos muito que aprender acerca da rogativa, das emoções que ela favorece, das irradiações que se sucedem em estado de êxtase, da felicidade que poderemos perceber na humildade da prece.