(…) A melhor maneira, portanto, de compartilhar
conscientemente da grande transição é através da consciência de
responsabilidade pessoal, realizando as mudanças íntimas que se tornem próprias
para a harmonia do conjunto.
Nenhuma conquista exterior será lograda se não
proceder das paisagens íntimas, nas quais estão instalados os hábitos. Esses,
de natureza perniciosa, devem ser substituídos por aqueles que são saudáveis,
portanto, propiciatórios de bem-estar e de harmonia emocional.
Na mente está a chave para que seja operada a grande
mudança. Quando se tem domínio sobre ela, os pensamentos podem ser canalizados
em sentido edificante, dando lugar a palavras corretas e atos dignos.
O indivíduo, que se renova moralmente, contribui de
forma segura para as alterações que se vêm operando no planeta.
Não é necessário que o turbilhão dos sofrimentos
gerais o sensibilize, a fim de que possa contribuir eficazmente com os
espíritos que operam em favor da grande transição.
Dispondo das ferramentas morais do enobrecimento,
torna-se cooperador eficiente, em razão de trabalhar junto a seu próximo pela
mudança de convicção em torno dos objetivos existenciais, ao tempo em que se
transforma num exemplo de alegria e de felicidade para todos.
