PERGUNTA:
- Mas se o homem foi feito "à imagem de Deus" e possui em si mesmo
"o reino divino", por que ele comete equívocos, revela defeitos e até
precisa ser corrigido? Qual o motivo dessa precariedade divina na criatura?
RAMATÍS:
- Qual seria o valor do homem, criado por Deus para ser feliz por toda
a eternidade, caso ele mesmo não fosse o autor de sua própria
"conscientização"?
Apesar
do protesto justificável, de que não há mérito, nem valor na criatura sofrer,
para depois ser venturosa, muito pior seria se ela fosse um produto
automatizado e elaborado mecanicamente em série. É a auto-realização, a
transformação preliminar, garantia de um futuro venturoso, quando o espírito
sentir, conscientemente, os seus poderes criativos e a possibilidade de plasmar
nas formas do mundo toda a intuição superior, como poesia, arte e imaginação
sublime. Não importa se o homem, em princípio, confunde as quinquilharias dos
mundos físicos transitórios com valores autênticos de sua futura felicidade. O certo
é que ele jamais se perderá nos labirintos educativos das vidas materiais,
porque o seu destino glorioso é a angelitude e a luz que o guia queima no
próprio combustível de sua centelha interna. Sem dúvida, precisa crer e confiar
na pedagogia traçada pelo Criador, cujo resumo o ser possui em sua própria
intimidade espiritual, na síntese microcósmica do "reino divino".
