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terça-feira, 18 de julho de 2017

QUEM NÃO VÊ O VALOR DOS OUTROS NÃO O RECONHECE EM SI MESMO.





O tema é espinhoso e deve ser entendido como uma forma de convidar o leitor amigo, à reflexão honesta e desprovida de julgamentos negativos.

É muito comum o choque de opiniões, as dificuldades de convívio entre familiares e colegas de trabalho, justamente por causa do orgulho nauseabundo que só adoece, assim como a teimosia e a arrogância que é sui generis e fazem estragos em nossa vida de espíritos ainda infantis.

Não reconhecer o valor alheio implica em não o reconhecer em si mesmo. Temos como parâmetro nós mesmos e sempre enxergamos a vida do nosso ponto de vista e não do ponto de vista alheio, isto é fato. Se não vemos beleza na vida, não a vemos dentro nós. Se não compreendemos o nosso parceiro de caminhada evolutiva com suas ideias próprias, significa que somos muito duros  para conosco, que há uma cobrança excessiva e desequilibrada para com nós mesmos.

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

O HOMEM À CAMINHO DA CONSCIENTIZAÇÃO



PERGUNTA: - Mas se o homem foi feito "à imagem de Deus" e possui em si mesmo "o reino divino", por que ele comete equívocos, revela defeitos e até precisa ser corrigido? Qual o motivo dessa precariedade divina na criatura?

RAMATÍS: - Qual seria o valor do homem, criado por Deus para ser feliz por toda a eternidade, caso ele mesmo não fosse o autor de sua própria "conscientização"?
Apesar do protesto justificável, de que não há mérito, nem valor na criatura sofrer, para depois ser venturosa, muito pior seria se ela fosse um produto automatizado e elaborado mecanicamente em série. É a auto-realização, a transformação preliminar, garantia de um futuro venturoso, quando o espírito sentir, conscientemente, os seus poderes criativos e a possibilidade de plasmar nas formas do mundo toda a intuição superior, como poesia, arte e imaginação sublime. Não importa se o homem, em princípio, confunde as quinquilharias dos mundos físicos transitórios com valores autênticos de sua futura felicidade. O certo é que ele jamais se perderá nos labirintos educativos das vidas materiais, porque o seu destino glorioso é a angelitude e a luz que o guia queima no próprio combustível de sua centelha interna. Sem dúvida, precisa crer e confiar na pedagogia traçada pelo Criador, cujo resumo o ser possui em sua própria intimidade espiritual, na síntese microcósmica do "reino divino".

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Valor da Alegria

A alegria sustenta o bem-estar físico e propõe um entusiasmo na mesma dinâmica. Não obstante, carece de ser purificada dia a dia, para não nos trazer aborrecimentos. Ela converge de pontos sensíveis, de alta sintonia com coisas e fatos que apreciamos. A temática da nossa conversa será júbilo cristão, se nos esforçarmos para que ele floresça com toda a sua gama de bem-estar no coração dos homens. A satisfação natural e pura nasce na alma, sob as mesmas leis da lavoura no mundo.
A semente tem de ser entregue à terra fértil e tratada nos momentos adequados. A irrigação requer cuidados permanentes da vigilância, companheira inseparável. Assim, os bons pensamentos somente despontam nos horizontes da mente, no regime de grandes esforços e ingentes sacrifícios, porém, compensam o trabalho de saneamento, pois luta nenhuma, principalmente no bem, ficará em vão. A natureza nos responderá com as qualidades de frutas inerentes às sementes que plantamos, obedecendo à lei da justiça.
O amor é como um presente de Deus às criaturas, é uma luz inextinguível que interliga todos os espíritos, senão mundos e fluidos em um cântico de alegria. A mente é a matriz que dá forma aos sentimentos em um plano mais rarefeito. Depois, a razão aprovará ou não as ideias que deverão ser executadas, materializadas no mundo das formas concretas. As que não são aprovadas pelo senso são jogadas em canais excretores, ou marginalizadas em alguma área mental desprevenida. esperando oportunidades de ressurgir. Foi nesses termos que Jesus aconselhou seus discípulos a orar. mas que também não se esquecessem de vigiar.
O homem inteligente, na expressão reta da palavra, mesmo que cometa alguns enganos, ou que seja influenciado por sugestões inferiores, incompatíveis com o ambiente evangélico, nunca deixa de se esforçar para sair dessas amarras da ignorância, pois é nesses impulsos santos que lhe vem a ajuda dos benfeitores maiores. A mente é uma caneta divina, com substâncias superiores em um automatismo sem precedentes, regida pela alma, que escreve, sem cessar, no livro da consciência. Se escrevemos coisas fora da lei, somente a borracha, talvez de milénios, tem o poder mágico de limpar.

O aprazimento puro do espírito depende da sua conexão com as normas do Criador, pois não existe alegria verdadeira sem paz na consciência. Não podemos enflorar ninguém com os dignos ideais, se não harmonizarmos, primeiramente, nossos sentimentos e obras. A educação da mente é a nota chave que devemos tirar na harpa do instrumento sagrado. Ainda poderemos comparar nossos sentimentos a potros bravios que devem ser adestrados, e o trabalho é nosso.