1. Vivemos, pensamos e operamos — eis o que é positivo. E que
morremos, não é menos certo.
Mas, deixando a Terra, para onde vamos? Que
seremos após a morte? Estaremos melhor ou pior? Existiremos ou não? Ser ou não ser, tal a alternativa. Para sempre ou para nunca
mais; ou tudo ou nada: Viveremos eternamente, ou tudo se aniquilará de vez? É
uma tese, essa, que se impõe.
Todo homem experimenta a necessidade de viver,
de gozar, de amar e ser feliz. Dizei ao moribundo
que ele viverá ainda; que a sua hora é retardada; dizei-lhe sobretudo que será
mais feliz do que porventura o tenha sido, e o seu coração rejubilará. Mas, de que serviriam essas aspirações de
felicidade, se um leve sopro pudesse dissipá-las?
