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segunda-feira, 5 de setembro de 2016

O PORVIR E O NADA





1. Vivemos, pensamos e operamos — eis o que é positivo. E que morremos, não é menos certo.
Mas, deixando a Terra, para onde vamos? Que seremos após a morte? Estaremos melhor ou pior? Existiremos ou não? Ser ou não ser, tal a alternativa. Para sempre ou para nunca mais; ou tudo ou nada: Viveremos eternamente, ou tudo se aniquilará de vez? É uma tese, essa, que se impõe.
Todo homem experimenta a necessidade de viver, de gozar, de amar e ser feliz. Dizei ao moribundo que ele viverá ainda; que a sua hora é retardada; dizei-lhe sobretudo que será mais feliz do que porventura o tenha sido, e o seu coração rejubilará. Mas, de que serviriam essas aspirações de felicidade, se um leve sopro pudesse dissipá-las?

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

O Homem, Ser Psiquico




O homem, já o vimos, é um ser complexo. Nele se combinam três elementos para formar uma unidade viva, a saber:
•O corpo, envoltório material temporário, que abandonamos na morte como vestuário usado;
•O perispírito, invólucro fluídico permanente, invisível aos nossos sentidos naturais, que acompanha a alma em sua evolução infinita e com ela se melhora e purifica;
•A alma, princípio inteligente, centro da força, foco da consciência e da personalidade.
Esses três elementos – matéria, fluido e inteligência –, estreitamente ligados em nós para constituírem a vida, encontram-se na base da ordem universal, da qual são as substâncias fundamentais, os termos componentes. Fazem do homem uma miniatura do Universo, um microcosmo submetido às mesmas leis e encerrando as mesmas potências que este. Pode-se crer que o conhecimento perfeito do nosso ser conduzir-nos-ia, por analogia, à compreensão das leis superiores do Universo; mas o conhecimento absoluto do homem escapa ainda aos mais adiantados.