Ao contrário do que muitos pensam, a diversidade do universo umbandista permite um mínimo de unidade doutrinária, de ritos, usos e costumes uniformes que caracterizam a maioria das práticas umbandistas. Pode-se afirmar, sem exclusões traumáticas, que isso ocorre ao natural na maior parte dos centros por este Brasil afora, cada dia se fortalecendo mais, desde o advento histórico do Caboclo das Sete Encruzilhadas. Ei-las, como já havíamos ditado em outra obra:
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segunda-feira, 9 de dezembro de 2019
domingo, 27 de setembro de 2015
“Umbanda no solo dessa pátria chamada Brasil”.
PERGUNTA: A Umbanda, enquanto expressão de
religiosidade, como espiritualismo em que se pratica o intercâmbio mediúnico com
desencarnados, só existe em solo brasileiro. Qual o motivo desse exclusivismo?
VOVÓ MARIA CONGA:
Essa situação é condizente com o carma coletivo do Brasil, pátria que abrigou
em seu fértil solo grande parte dos espíritos ligados à Inquisição. Inquisidores
vieram como escravos, e suas vítimas de outrora como" donos" da
terra, como se retomassem a posse dos bens confiscados. Aliado a isso, o fato
de a população indígena aqui presente, que também foi escravizada e
"catequizada" pelo homem branco, juntamente com os ritos africanistas
e a cultura católica dos colonizadores portugueses e espanhóis, e mais recentemente
o Espiritismo provindo da França de Kardec, terem demarcado o sentimento de religiosidade
dos brasileiros como se fosse uma grande colcha de retalhos.
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