Ao contrário do que muitos pensam, a diversidade do universo umbandista permite um mínimo de unidade doutrinária, de ritos, usos e costumes uniformes que caracterizam a maioria das práticas umbandistas. Pode-se afirmar, sem exclusões traumáticas, que isso ocorre ao natural na maior parte dos centros por este Brasil afora, cada dia se fortalecendo mais, desde o advento histórico do Caboclo das Sete Encruzilhadas. Ei-las, como já havíamos ditado em outra obra:
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segunda-feira, 9 de dezembro de 2019
quinta-feira, 13 de setembro de 2018
A SIMPLICIDADE E A SABEDORIA DOS PRETOS VELHOS
Quem
nunca se encantou com a simplicidade de um Preto velho ou Preta velha?
Muitas
pessoas pensam que essas RESPEITÁVEIS entidades de luz, são espíritos que só
viveram no tempo da escravidão e que até hoje apresentam-se nessa
"forma" e com as características da fala, gestual e “vestimentas” características,
porque estão presas a um tempo que já se foi ou que ainda não evoluíram o
bastante. De fato isso realmente aconteceu, pois muitos espíritos que hoje
servem com Jesus, já foram na carne escravos negros em encarnações pretéritas,
vivendo em senzalas, sofrendo com o açoite e com os maus tratos e humilhações
de seus senhores brancos.
Gostaríamos
de esclarecer que em sua maioria as entidades que tomam a forma dos pretos
velhos na vertente umbandista e através de seus médiuns, são espíritos da mais
alta hierarquia espiritual...
terça-feira, 7 de julho de 2015
MEDIUNIDADE GRATUITA
7. Os médiuns atuais – pois que também os apóstolos tinham mediunidade
– igualmente receberam de Deus um dom gratuito: o de serem intérpretes dos
Espíritos, para instrução dos homens, para lhes mostrar o caminho do bem e
conduzi-los à fé, não para lhes vender palavras que não lhes pertencem, a eles
médiuns, visto que não são fruto de suas concepções, nem de suas pesquisas, nem de seus trabalhos pessoais. Deus quer que a luz chegue a todos; não quer que o mais pobre fique
dela privado e possa dizer: não tenho fé, porque não a pude pagar; não tive o
consolo de receber os encorajamentos e os testemunhos de afeição dos que
pranteio, porque sou pobre. Tal a razão por que a mediunidade não constitui privilégio
e se encontra por toda parte. Fazê-la paga seria, pois, desviá-la do seu
providencial objetivo.
8. Quem conhece as condições em que os bons Espíritos se comunicam,
a repulsão que sentem por tudo o que é de interesse egoístico, e sabe quão
pouca coisa se faz mister para que eles se afastem, jamais poderá admitir que
os Espíritos superiores estejam à disposição do primeiro que apareça e os
convoque a tanto por sessão. O simples bom-senso repele semelhante idéia. Não
seria também uma profanação evocarmos, por dinheiro, os seres que respeitamos,
ou que nos são caros? É fora de dúvida que se podem assim obter manifestações; mas,
quem lhes poderia garantir a sinceridade?
Os Espíritos levianos, mentirosos, brincalhões e toda a caterva dos Espíritos inferiores, nada escrupulosos, sempre acorrem, prontos a responder ao que se lhes pergunte, sem se preocuparem com a verdade. Quem, pois, deseje comunicações sérias deve, antes de tudo, pedi-las seriamente e, em seguida, inteirar-se da natureza das simpatias do médium com os seres do mundo espiritual. Ora, a primeira condição para se granjear a benevolência dos bons Espíritos é a humildade, o devotamento, a abnegação, o mais absoluto desinteresse moral e material.
Os Espíritos levianos, mentirosos, brincalhões e toda a caterva dos Espíritos inferiores, nada escrupulosos, sempre acorrem, prontos a responder ao que se lhes pergunte, sem se preocuparem com a verdade. Quem, pois, deseje comunicações sérias deve, antes de tudo, pedi-las seriamente e, em seguida, inteirar-se da natureza das simpatias do médium com os seres do mundo espiritual. Ora, a primeira condição para se granjear a benevolência dos bons Espíritos é a humildade, o devotamento, a abnegação, o mais absoluto desinteresse moral e material.
9. A par da questão moral, apresenta-se uma consideração efetiva
não menos importante, que entende com a natureza mesma da faculdade. A mediunidade
séria não pode ser e não o será nunca uma profissão, não só porque se desacreditaria
moralmente, identificada para logo com a dos ledores da boa sorte, como também
porque um obstáculo a isso se opõe. É que se trata de uma faculdade
essencialmente móvel, fugidia e mutável, com cuja perenidade, pois, ninguém pode
contar. Constituiria, portanto, para o explorador, uma fonte absolutamente incerta
de receitas, de natureza a po- der faltar-lhe no momento exato em que mais
necessária lhe fosse. Coisa diversa é o talento adquirido pelo estudo, pelo
trabalho e que, por essa razão mesma, representa uma propriedade da qual
naturalmente lícito é, ao seu possuidor, tirar partido. A mediunidade, porém,
não é uma arte, nem um talento, pelo que não pode tornar-se uma profissão.
domingo, 28 de setembro de 2014
FAZER O BEM SEM OSTENTAÇÃO
1. Tende cuidado em não praticar as boas obras diante
dos homens, para serem vistas, pois, do contrário, não recebereis recompensa de
vosso Pai que está nos céus. – Assim, quando derdes esmola, não trombeteeis,
como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem louvados pelos
homens. Digo-vos, em verdade, que eles já receberam sua recompensa. – Quando derdes esmola, não saiba a vossa
mão esquerda o que faz a vossa mão direita; – a fim de que a esmola fique em segredo, e
vosso Pai, que vê o que se passa em segredo, vos recompensará. (S. MATEUS, 6:1 a 4.)
2. Tendo Jesus descido do monte, grande multidão o seguiu. – Ao
mesmo tempo, um leproso veio ao seu encontro e o adorou, dizendo: Senhor, se quiseres,
poderás curar-me. – Jesus, estendendo a mão, o tocou e disse: Quero-o, fica
curado; no mesmo instante desapareceu a lepra. – Disse- lhe então Jesus: abstém-te de falar disto a quem quer que seja; mas, vai mostrar-te aos sacerdotes e oferece o dom prescrito por
Moisés, a
fim de que lhes sirva de prova. (S. MATEUS, 8:1 a 4.)
3. Em fazer o bem sem ostentação há grande mérito; ainda mais meritório é ocultar a mão que dá; constitui
marca incontestável de grande superioridade moral, porquanto, para encarar as
coisas de mais alto do que o faz o vulgo, mister se torna abstrair da vida
presente e identificar-se com a vida futura; numa palavra, colocar-se acima da
Humanidade, para renunciar à satisfação que advém do testemunho dos homens e
esperar a aprovação de Deus. Aquele que prefere ao de Deus o sufrágio dos
homens prova que mais fé deposita nestes do que na Divindade e que mais valor
dá à vida presente do que à futura. Se diz o contrário, procede como se não
cresse no que diz.
Quantos há que só dão na esperança de que o que recebe
irá bradar por toda a parte o benefício recebido!
Quantos os que, de público, dão grandes somas e
que, entretanto, às ocultas, não dariam uma só moeda! Foi por
isso que Jesus declarou: “Os que fazem o bem
ostentosamente já receberam sua recompensa.” Com efeito, aquele que procura a
sua própria glorificação na Terra, pelo bem que pratica, já se pagou a si
mesmo; Deus nada mais lhe deve; só lhe resta receber a punição do seu orgulho.
sábado, 26 de julho de 2014
MÉDIUNS NO FIO DA NAVALHA - I
Este é um tema que não
se esgota e, estudando o livro, “Diálogo com as sombras” de Hermínio C. Miranda –
Editora Feb, percebi que esse tema precisa ser mais e mais disseminado, até que
possa chegar àqueles médiuns que ainda têm bem lá no fundo, um pouco de dúvida.
Formar um grupo socorrista, com médiuns dispostos a auxiliar aqueles que estão psiquicamente debilitados, é um ato nobre, porém, é preciso estudo sério, disciplina, desejo verdadeiro e desinteressado de servir, boa instrução e não só boa vontade como muitos pensam. Para que tudo ocorra dentro do esperado é preciso que estes grupos tenham o amparo dos mentores espirituais do bem, espíritos de alto teor vibratório e é aí, que em muitos grupos a “coisa” pega.
Vejamos primeiro como tudo acontece; isso é combinado antes da encarnação, ou seja, ainda no mundo espiritual, os grupos se formam ali, prometem se encontrar no momento certo e dedicar-se ao trabalho caritativo sério, que salva a si e aos outros no propósito do bem. Também existem ligações antigas entre os membros encarnados que formam as equipes socorristas no plano terreno, porque nada é por acaso, então... se trabalhamos juntos em prol dos que sofrem, hoje estamos plantando flores em campos onde outrora jogamos a semente da discórdia!. Depois é preciso aqui no plano terreno, uma vida de sacrifícios e incansáveis reformas íntimas. É preciso ser antes de tudo, bom! Esse desejo de ajudar minimizando a dor alheia deve nascer das próprias dores de cada um de nós, porque se não conhecermos a fundo o sofrimento, como poderemos entender a dor do outro? Mesmo que não estejamos no mesmo patamar de desequilíbrio daquele a quem socorremos (é preciso saúde psíquica para ajudar) através dos estudos, das literaturas espíritas, cujos autores são respeitáveis e conhecidos do grande público espiritualista, porque sem boas referências não dá, né, pessoal?!
O discernimento e o autoconhecimento faz com que estejamos melhor preparados para servir. Se não nos conhecermos (nossas fraquezas morais) fatalmente cairemos nas garras dos espíritos trevosos. Vejam bem, não estamos dizendo que é preciso sejamos perfeitos para o trabalho mediúnico, mas que busquemos sempre olhar nossas imperfeições e trata-las a contento.
A maioria dos que fazem parte dos grupos, por exemplo, de apômetras, estão através da caridade resgatando dívidas antigas. Então se estamos a resgatar através do amor dívidas, significa que não somos perfeitos.
Como sabemos, os agentes das trevas estudam minuciosamente nossos hábitos, manias, defeitos, medos, virtudes... investigam nosso passado remoto e a grande maioria está ligada a um grupo de espíritos trevosos, muito bem organizado.
Formar um grupo socorrista, com médiuns dispostos a auxiliar aqueles que estão psiquicamente debilitados, é um ato nobre, porém, é preciso estudo sério, disciplina, desejo verdadeiro e desinteressado de servir, boa instrução e não só boa vontade como muitos pensam. Para que tudo ocorra dentro do esperado é preciso que estes grupos tenham o amparo dos mentores espirituais do bem, espíritos de alto teor vibratório e é aí, que em muitos grupos a “coisa” pega.
Vejamos primeiro como tudo acontece; isso é combinado antes da encarnação, ou seja, ainda no mundo espiritual, os grupos se formam ali, prometem se encontrar no momento certo e dedicar-se ao trabalho caritativo sério, que salva a si e aos outros no propósito do bem. Também existem ligações antigas entre os membros encarnados que formam as equipes socorristas no plano terreno, porque nada é por acaso, então... se trabalhamos juntos em prol dos que sofrem, hoje estamos plantando flores em campos onde outrora jogamos a semente da discórdia!. Depois é preciso aqui no plano terreno, uma vida de sacrifícios e incansáveis reformas íntimas. É preciso ser antes de tudo, bom! Esse desejo de ajudar minimizando a dor alheia deve nascer das próprias dores de cada um de nós, porque se não conhecermos a fundo o sofrimento, como poderemos entender a dor do outro? Mesmo que não estejamos no mesmo patamar de desequilíbrio daquele a quem socorremos (é preciso saúde psíquica para ajudar) através dos estudos, das literaturas espíritas, cujos autores são respeitáveis e conhecidos do grande público espiritualista, porque sem boas referências não dá, né, pessoal?!
O discernimento e o autoconhecimento faz com que estejamos melhor preparados para servir. Se não nos conhecermos (nossas fraquezas morais) fatalmente cairemos nas garras dos espíritos trevosos. Vejam bem, não estamos dizendo que é preciso sejamos perfeitos para o trabalho mediúnico, mas que busquemos sempre olhar nossas imperfeições e trata-las a contento.
A maioria dos que fazem parte dos grupos, por exemplo, de apômetras, estão através da caridade resgatando dívidas antigas. Então se estamos a resgatar através do amor dívidas, significa que não somos perfeitos.
Como sabemos, os agentes das trevas estudam minuciosamente nossos hábitos, manias, defeitos, medos, virtudes... investigam nosso passado remoto e a grande maioria está ligada a um grupo de espíritos trevosos, muito bem organizado.
sexta-feira, 11 de julho de 2014
O axé através da mediunidade.
Axé é o fluido cósmico universal. Tudo tem axé: os minerais, as matas,
as folhas, os frutos, a terra, os rios, os mares, o ar, o fogo. Todos
nós, seres vivos, animamos um corpo físico que é energia condensada, e
que também pode ser definido como "uma usina de fluido animal" (um tipo
específico de axé), pois estamos em constante metabolismo energético
para a sustentação biológica da vida, que é amparada por um emaranhado
de órgãos, nervos e músculos, os quais liberam, durante o
trabalho de quebra de proteína realizado no interior de suas células,
uma substância etéreo-física de que os mentores espirituais se utilizam
em forma de ectoplasma.
Durante a manifestação mediúnica no terreiro, são liberadas grandes
quantidades de ectoplasma, decorrentes do próprio metabolismo orgânico
dos médiuns e da multiplicação celular realizada em nível de plasma
sanguíneo (na verdade, uma variedade de axé). Portanto, estamos sempre
produzindo novas matrizes celulares, e a cada sete anos, em média, temos
um corpo físico "novo". Nossa fisiologia é sensível à produção de um
manancial fluídico consistente e necessário, uma espécie de
"combustível" indispensável às curas, desmanchos de magias e outras
atividades espirituais que ocorrem nas sessões mediúnicas, inclusive as
cirurgias astrais.
Essa força fluídica que em tudo está é da natureza universal,
independentemente do nome que queiramos designá-la. Os orientais a
definem como prana (Palavra de origem sânscrita. Traduzida textualmente
quer dizer "sopro de vida", ou energia cósmica e dinâmica que vitaliza
todas as coisas e todos os planos de atividade do espírito imortal. Onde
se manifesta a vida, aí existe prana. Na matéria, o prana é a energia
que edifica e coordena as moléculas físicas, ajustando-as de modo a
compor as formas em todos os reinos (mineral, vegetal, animal e
hominal). Sem prana, não haveria coesão molecular nem formação de um
todo definido. Texto extraído da obra Elucidações do Além, do autor
espiritual Ramatís, psicografado por Hercílio Maes, 11ª edição, cap. 18,
Editora do Conhecimento. Limeira, SP, 2007).
Numa linguagem mais esotérica, é fruto de variações, no plano
etéreo-físico, da energia primordial que sustenta o Cosmo, em maior ou
menor nível de condensação, para se manifestar no meio materializado
afim. Existe uma natural, permanente e constante permuta de axé entre os
planos vibratórios e as dimensões. Liberam axé processos químicos do
tipo: decomposição orgânica, evaporação, volatização e corrosão de
certos elementos. É possível a liberação de axé do plano físico para o
éter espiritual intencionalmente, por meio da queima de ervas e
macerações, ou nas oferendas rituais com frutas, perfumes, água, bebidas
e folhas.
O axé é importantíssimo para a realização de todos os trabalhos
mediúnicos. Na umbanda, o método de movimentação dessa substância difere
dos utilizados em outros cultos aos orixás, já que a mediunidade é sua
ferramenta propulsora e condutora. É por meio da força mental do médium,
potencializada pelos espíritos-guias, que são feitos os deslocamentos
de axé-fluido-energia. Os elementos materiais também podem ser
utilizados, e então funcionam como potentes condensadores energéticos.
Mas não são indispensáveis, pois deve prevalecer o mediunismo, e
precisam ser encarados como importantes elementos de apoio, sem que
deles criemos uma dependência psicológica ritualística.
Entendemos que o equilíbrio na movimentação de axé se deve ao fato de
que são utilizadas quantidades precisas e necessárias à caridade, não
existindo excesso ou carência. Sejam os fluidos liberados pelos
elementos materiais manipulados, ou pelo axé trazido pelos guias das
matas e do plano astral, associado ao fornecido pelos médiuns, não há
nenhum excesso. Há de se considerar que uma parcela da assistência é
doadora natural de axé positivo, o que se dá em virtude da fé, da
veneração e da confiança no congá e nos guias espirituais. Toda a
movimentação de axé é potencializada pelos espíritos que atuam na
umbanda, falangeiros dos orixás que têm o poder mental para deslocar o
axé relacionado com cada orixá e seu sítio vibracional correspondente na
natureza. Todos esses procedimentos de atração e movimentação de axé
não são baseados em trocas, obrigações, barganhas, "toma lá da cá", e
sim na caridade desinteressada. Falar em movimentação de axé sem citar
exu é como andar de sapatos sem solas: um faz parte do outro. É exu,
enquanto vibração, que desloca o axé entre os planos vibratórios; ele é o
elemento dinâmico de comunicação dos orixás que se expressa quando o
canal mediunidade é ativado.
segunda-feira, 19 de maio de 2014
PORQUE O PERDÃO
O perdão é um fato,
sem que a discussão se apodere do assunto, pois se fundamenta no amor e é
sustentado pela caridade, sem ultrajar a lei da justiça. As susceptibilidades
inflamadas perguntam: por que o perdão? Não é justo que defendamos nossa moral,
nossos interesses, como fazemos com nosso próprio corpo? A displicência foge à
regra. Não negamos que sejamos defendidos, e que a razão se ocupe com a
vigilância e forme métodos de defesa, que haveremos de usar. Esta é a nossa
posição diante do ofensor.
Se usarmos o revide
para com aqueles que nos atacam, entramos na mesma sintonia da agressão e
respiramos o mesmo magnetismo toldado pelo ódio e pela vingança. Perdoar as
ofensas e isolar-se dos fluídos inferiores projetados em nós, sem dúvida, é ter
serenidade na consciência, pela confiança adquirida através das qualidades
conquistadas; é ter certeza, na lei universal, de que somente recebemos o que
damos.
O perdão anunciado
pelo verbo, sem que o coração participe, não deixa de ser o prenúncio da
desculpa. Porém, o mundo interior não sente os efeitos desejados no enervante
estado psíquico, pela apropriação da maldade na alma. A limpeza interna só é
feita com recursos íntimos, que a verdade fornece, e carece de muito exercício
para que o hábito se solidifique.
A glândula que
controla as emoções, serenando ou agitando o sangue, inflama-se com
determinados pensamentos, vicia-se, e começa automaticamente a perturbar o
organismo, ou a colocá-lo na mais elevada serenidade. Se alimentamos ideias de
ódio e de vingança, elas, primeiramente, com vibrações sutilíssimas, vasculham
todo o nosso cosmo celular, queimando a força vital, desnutrindo-nos e, ao
passar pelos centros energéticos, desencadeiam um mundo de distúrbios, de modo
a fazer a alma sofrer as consequências daquilo que provocou.
quarta-feira, 14 de maio de 2014
Refletindo sobre a Presunção
Meus queridos irmãos, convido-lhes a refletir
comigo sobre as armadilhas do espiritismo, isto é, sobre as armadilhas que
pegam os médiuns presunçosos e orgulhosos, aqueles que se acham importantes
demais para a humanidade, cujo serviço redentor da caridade ficaria mais pobre
sem seus préstimos! São os que acreditam ser imprescindíveis para a
espiritualidade, que estão acima e em melhores condições de “servir” do que os
milhares de médiuns existentes no planeta.
Infelizmente esses irmãos já estão a serviço dos espíritos inferiores, estão obsidiados e iludidos, afundados em sua vaidade.
Longe de fazer desse texto um amontoado de críticas antifraternas aos irmãos citados acima, o que desejamos é mostrar os perigos a que todos estamos sujeitos, quando não nos investigamos diariamente e quando não buscamos uma filosofia de vida mais saudável, simples e desprovida dos falsos brilhos do orgulho e da vaidade.
Fiz parte de um grupo de “apômetras” há anos e foi a pior experiência da minha vida. Quando entrei para esse grupo, confesso que não sabia nada sobre apometria, estudava com afinco, mas estava longe de compreender a seriedade e o conhecimento, o autocontrole que esta ciência exige.
Graças a Deus há anos não faço mais parte desse grupo, só sobraram lembranças desagradáveis. O certo é que quando não nos sentimos bem nos grupos religiosos que escolhemos fazer parte devemos buscar por outros caminhos, saindo da melhor forma possível.
De lá levei comigo uma pasta (que me foi dada), espécie de formulário contendo “fórmulas matemáticas” com indicações de cores, entre outros para o “tratamento” dos corpos sutis durante o atendimento “apométrico”. Me disseram na época que essas fórmulas foram dadas pelos espíritos de “Escol” que cuidavam da segurança daquelas pessoas que intitulavam-se apômetras. E tem mais, esses mesmos espíritos “protetores” disseram a esses irmãos que entre eles estavam os que vieram de um “orbe evoluído” para missionar aqui na Terra...
Meus irmãos, muito cuidado com os excessos, com a vaidade e com os orgulhos camuflados pelo ego. Cuidado com as certezas absolutas, pois elas são o oposto da prudência. Mais atenção ainda com a ideia de que as pessoas (consulentes) não precisam saber que estão sendo tratadas espiritualmente, o respeito ao livre arbítrio é um dos requisitos para que os verdadeiros espíritos benevolentes possam dar cobertura aos médiuns trabalhadores.
Infelizmente esses irmãos já estão a serviço dos espíritos inferiores, estão obsidiados e iludidos, afundados em sua vaidade.
Longe de fazer desse texto um amontoado de críticas antifraternas aos irmãos citados acima, o que desejamos é mostrar os perigos a que todos estamos sujeitos, quando não nos investigamos diariamente e quando não buscamos uma filosofia de vida mais saudável, simples e desprovida dos falsos brilhos do orgulho e da vaidade.
Fiz parte de um grupo de “apômetras” há anos e foi a pior experiência da minha vida. Quando entrei para esse grupo, confesso que não sabia nada sobre apometria, estudava com afinco, mas estava longe de compreender a seriedade e o conhecimento, o autocontrole que esta ciência exige.
Graças a Deus há anos não faço mais parte desse grupo, só sobraram lembranças desagradáveis. O certo é que quando não nos sentimos bem nos grupos religiosos que escolhemos fazer parte devemos buscar por outros caminhos, saindo da melhor forma possível.
De lá levei comigo uma pasta (que me foi dada), espécie de formulário contendo “fórmulas matemáticas” com indicações de cores, entre outros para o “tratamento” dos corpos sutis durante o atendimento “apométrico”. Me disseram na época que essas fórmulas foram dadas pelos espíritos de “Escol” que cuidavam da segurança daquelas pessoas que intitulavam-se apômetras. E tem mais, esses mesmos espíritos “protetores” disseram a esses irmãos que entre eles estavam os que vieram de um “orbe evoluído” para missionar aqui na Terra...
Meus irmãos, muito cuidado com os excessos, com a vaidade e com os orgulhos camuflados pelo ego. Cuidado com as certezas absolutas, pois elas são o oposto da prudência. Mais atenção ainda com a ideia de que as pessoas (consulentes) não precisam saber que estão sendo tratadas espiritualmente, o respeito ao livre arbítrio é um dos requisitos para que os verdadeiros espíritos benevolentes possam dar cobertura aos médiuns trabalhadores.
sexta-feira, 11 de abril de 2014
Causos de umbanda – Um pedido muito especial
Margarida toda sexta-feira
vai para a casa de umbanda receber o axé das entidades espirituais. É
frequentadora há dez anos e ultimamente, por causa dos problemas familiares tem
ido com assiduidade.
É mãe do Pedro, um rapagão saudável que segundo ela, não quer nada com a vida. É esposa do Jorge que vê no próprio filho seu fracasso como pai.
Margarida esperava sua vez de ser atendida. Aquela era a sessão dos pretos velhos e ela estava ansiosa como de costume, para receber as orientações.
Diante do médium que recebia vibrações do guia espiritual, Margarida falava entre aflita e nervosa sobre o problema que lhe apoquentava. Reclamava do filho e do marido, da vida, dos vizinhos, porém o que mais lhe doía era a situação de seu filho único, pois os desentendimentos familiares sempre se davam por causa dele.
O marido sempre entrava em atrito com o próprio filho por causa de sua rebeldia e do seu modo “tanquilo” de ser. As brigas eram diárias e essa situação causava em todos um mal estar daqueles!
Preto velho: _Deus te abençoe, minha filha! Que mal te acomete?
Margarida: _É que o Pedrinho, meu filho passou dos limites! Não quer ter responsabilidades, já está com vinte e quatro anos de idade e não para em emprego algum. Fuma demais, dorme até tarde, fica no boteco jogando até tarde da noite e já é até pai solteiro! Ah! Lá em casa tem briga todo dia, pai velho! O meu Jorge não aceita mais os abusos do nosso filho, fica nervoso e por isso o maltrata e o meu filho, infelizmente não o respeita mais.
A entidade e seu médium ouviam com atenção as lamentações da consulente que não parou por aí...
É mãe do Pedro, um rapagão saudável que segundo ela, não quer nada com a vida. É esposa do Jorge que vê no próprio filho seu fracasso como pai.
Margarida esperava sua vez de ser atendida. Aquela era a sessão dos pretos velhos e ela estava ansiosa como de costume, para receber as orientações.
Diante do médium que recebia vibrações do guia espiritual, Margarida falava entre aflita e nervosa sobre o problema que lhe apoquentava. Reclamava do filho e do marido, da vida, dos vizinhos, porém o que mais lhe doía era a situação de seu filho único, pois os desentendimentos familiares sempre se davam por causa dele.
O marido sempre entrava em atrito com o próprio filho por causa de sua rebeldia e do seu modo “tanquilo” de ser. As brigas eram diárias e essa situação causava em todos um mal estar daqueles!
Preto velho: _Deus te abençoe, minha filha! Que mal te acomete?
Margarida: _É que o Pedrinho, meu filho passou dos limites! Não quer ter responsabilidades, já está com vinte e quatro anos de idade e não para em emprego algum. Fuma demais, dorme até tarde, fica no boteco jogando até tarde da noite e já é até pai solteiro! Ah! Lá em casa tem briga todo dia, pai velho! O meu Jorge não aceita mais os abusos do nosso filho, fica nervoso e por isso o maltrata e o meu filho, infelizmente não o respeita mais.
A entidade e seu médium ouviam com atenção as lamentações da consulente que não parou por aí...
Margarida: _Eu hoje vim decidida a pedir pelos
dois... na verdade por todos nós lá de casa, sabe? Mas hoje eu quero lhe pedir,
pai velho, uma ajudinha muito especial para meu filho Pedro... será que não tem
um “jeito” do senhor fazer ele mudar? Digo assim... será que o senhor poderia
fazer “algo” para ele se arrumar na vida? Um sacudimento ou trabalho forte...
sei lá! Algo que o faça ficar responsável... na verdade não sei bem o que o
senhor pode fazer, o que quero é que ele tome jeito de homem, pois já passou da
hora! – Dizia ela mais agitada ainda. - Então, pai velho, o que o senhor me diz?
quarta-feira, 11 de dezembro de 2013
MAZELAS MORAIS
"Morremos e nascemos muitas vezes trazendo conosco a “marca digital”
em nossa alma, que traça nossa personalidade por séculos. E o tempo, “medicamento”
eficaz que cura as nossas mazelas morais, age como poderosa ferramenta em mão
de Escultor hábil que vai retirando arestas e dando forma ao espírito, até que
um dia, já exausto das trevas interiores, ele busca a luz do conhecimento e,
pouco a pouco, livra-se das sombras que jazem petrificadas em sua alma."
Desde o início dos tempos a humanidade sempre foi prisioneira das próprias
paixões provenientes dos vícios morais e dos desregramentos de toda ordem, que
são inerentes ao ser humano.
Em todos os tempos houve guerra por algum ideal egoísta e desumano.
Trucidamos, exterminamos, pilhamos e assassinamos nossos semelhantes, deixando marcas
indeléveis e marcando nossos personagens pela história do planeta.
Morremos e nascemos muitas vezes trazendo conosco a “marca digital”
em nossa alma, que traça nossa personalidade por séculos. E o tempo, “medicamento”
eficaz que cura as nossas mazelas morais, age como poderosa ferramenta em mão
de Escultor hábil que vai retirando arestas e dando forma ao espírito, até que
um dia, já exausto das trevas interiores, ele busca a luz do conhecimento e,
pouco a pouco, livra-se das sombras que jazem petrificadas em sua alma.
Hoje em dia o que vemos em todo o mundo, sem medo de pecar nessa
afirmação, são pessoas descontroladas, irascíveis e indisciplinadíssimas.
Espalham o pânico e a indignação por onde passam, com suas
atitudes antissociais, desumanas e egoístas.
Infiltram-se nas multidões, mascaram-se e destroem o que veem pela
frente, numa atitude lastimável e incompreensível.
sábado, 30 de novembro de 2013
NÃO JULGUEIS, PARA NÃO SERDES JULGADOS. – ATIRE A PRIMEIRA PEDRA AQUELE QUE ESTIVER SEM PECADO
11. Não julgueis, a
fim de não serdes julgados; – porquanto sereis julgados conforme houverdes julgado
os outros; empregar-se convosco a mesma medida de que vos tenhais servido
para com os outros. (S. MATEUS, 7:1 e 2.)
12. Então, os escribas
e os fariseus lhe trouxeram uma mulher que fora surpreendida em adultério e,
pondo-a de pé no meio do povo, – disseram a Jesus: “Mestre, esta mulher acaba
de ser surpreendida em adultério; – ora, Moisés, pela lei, ordena que se
lapidem as adúlteras. Qual sobre isso a tua opinião?” – Diziam isto para o tentarem
e terem de que o acusar. Jesus, porém, abaixando-se, entrou a escrever na terra
com o dedo. – Como continuassem a interrogá-lo, ele se levantou e disse: “Aquele dentre vós que estiver sem pecado, atire a primeira pedra.” – Em seguida, abaixando-se de novo, continuou a escrever no
chão. – Quanto aos que o interrogavam, esses, ouvindo-o falar daquele modo, se retiraram,
um após outro, afastando-se primeiro os velhos. Ficou, pois, Jesus a sós com a
mulher, colocada no meio da praça.
Então, levantando-se, perguntou-lhe Jesus: “Mulher, onde estão
os que te acusavam? Ninguém te condenou?” – Ela respondeu: “Não, Senhor.” Disse-lhe
Jesus: “Também eu não te condenarei. Vai-te e de futuro não tornes a pecar.” (S. JOÃO, 8:3 a 11.)
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