PERGUNTA: - Como explicar as defumações, o fumo
usado em baforadas pelas entidades, a queima de pólvora e as ponteiras de aço
cravadas no solo, sob a ótica "cientificista" dos atos mágicos da umbanda?
RAMATÍS: - Observai
que nas sessões de caridade a assistência os consulentes apresentam pesada
atmosfera psicoastral, carregada de fluidos deletérios. O prana vital mantém
sua vitalidade astromagnética comprimida nas ervas e folhas do fumo. Quando
espargido nas golfadas esfumaçadas dos caboclos e cachimbadas dos pais velhos,
o fumo se desacondiciona, liberando princípios ativos fármaco-cinéticos
altamente benfeitores ao ambiente, desagregando as partículas densas em
suspensão no éter. Essa teorização é amplamente comprovada em vossos laboratórios:
a utilização da queima de ervas específicas mantém um sistema constituído por
um meio gasoso, em que estão dispersos elementos contidos no sólido que o
originou, caracterizando um método físico-químico com duas fases: a dispersa (fumaça),
que está extremamente subdividida e é antecedida pela outra, a fase dispersora
(queima). Popularmente, as entidades da umbanda referem-se a isso como
"destruir os fluidos ruins com um bom e favorável".


