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quarta-feira, 11 de setembro de 2019

SÚPLICA



É difícil delimitar, mesmo na profundeza racional, onde começa e termina, em qualquer escrito nobre, a súplica. Achamos que toda a palavra construtiva e letras ordenadas pelos bons princípios são orações, que se vinculam a faixa divina, pela vontade humana mais ou menos educada, para que se materialize na Terra, p ideal do Bem. No entanto, percebemos a sutileza da prece, pois ela difere um pouco das conversações comuns e, pelos contextos dos livros, é como se estivéssemos falando a alguém que somente nos ouve e registra os nossos pedidos na mais alta justiça, computando para nós somente o que nos faz bem. O místico ou o santo vive em completa oração.

terça-feira, 6 de agosto de 2013

O ANJO, O SANTO E O PECADOR





O Pecador escutava a orientação de um Santo, que vivia, genuflexo, à porta de templo antigo, quando, junto aos dois, um Anjo surgiu na forma de homem, travando-se breve conversação entre eles.
O ANJO – Amigos, Deus seja louvado!
O SANTO – Louvado seja Deus!
O PECADOR – Louvado seja!
O ANJO (Dirigindo-se ao Santo) – Vejo que permaneceis em oração e animo-me a solicitarvos apoio fraternal.
O SANTO – Espero o Altíssimo em adoração, dia e noite.
O ANJO – Em nome d’Ele, rogo o socorro de alguém para uma criança que agoniza num lupanar.
O SANTO – Não posso abeirar-me de lugares impuros...
O PECADOR – Sou um pobre penitente e posso ajudar-vos, senhor.
O ANJO – Igualmente, agora, desencarnou infortunado homicida, entre as paredes do cárcere... Quem me emprestará mãos amigas para dar-lhe sepulcro
O SANTO – Tenho horror aos criminosos...
O PECADOR – Senhor, disponde de mim.
O ANJO – Infeliz mulher embriagou–se num bar próximo. Precisamos removê-la, antes que a morte prematura lhe arrebate o tesouro da existência.
O SANTO – Altos princípios não me permitem respirar no clima das prostitutas...

O PECADOR – Dai vossas ordens, senhor!
O ANJO – Não longe daqui, triste menina, abandonada pelo companheiro a quem se confiou, pretende afogar-se... É imperioso lhe estenda alguém braços fortes para que se recupere, salvando-se-lhe também o pequenino em vias de nascer.
O SANTO – Não me compete buscar os delinqüentes senão para corrigi-los.