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quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

A amplidão do simbolismo da semente (o semeador) como identificação da mensagem espiritual transmitida por Jesus

Evidentemente, ao referir-se à configuração, vitalidade e ao poder da semente, Jesus ainda a comparava ao próprio movimento evangélico de libertação do homem terrícola. O Cristianismo, alicerçado nos preceitos definitivos do Evangelho, significava a messe de conforto e salvação dos homens na luta pela libertação das algemas da animalidade. Ele era um dos semeadores laboriosos no campo da alma humana, enquanto a semente identificava o símbolo mais perfeito da mensagem crística em elaboração no árido e heterogêneo solo da existência física.
O Cristianismo, qual amostra sutilíssima do "reino de Deus", pode ser cultivado pelo espírito apesar da matéria, assim como a semente em solo fértil cresce e transforma-se no arvoredo majestoso. A doutrina do Cristo diz mais respeito aos enfermos cármicos e desventurados, assim como a árvore gerada pela semente também é capaz de amparar à sua sombra amena, tanto os seres santificados como os perversos. A pequenina semente que foi lançada no solo físico pela generosidade e o estoicismo do Divino Semeador germinou, emitiu raízes de sua segurança física, cresceu, floresceu e transformou-se na planta generosa, cujos ramos benfeitores estendem-se até o vosso século, amparando as criaturas mais heterogêneas e dos mais contraditórios estados espirituais. 
Sem dúvida, a árvore do Cristianismo, hoje desenvolvida, oferece generosa galharia bem enfolhada e protetora, mas também apresenta as parasitas indesejáveis no seu tronco benfeitor, como são os movimentos religiosos personalizados e politizados, e de pouca semelhança com o potencial e a qualidade original da semente primitiva.