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terça-feira, 6 de agosto de 2019

APOMETRIA X TERAPIA DE VIDAS PASSADAS



PERGUNTA: - Supomos que os grupos de Apometria também façam terapia de vidas passadas? 

RAMATÍS: - Supondes inadequadamente. Se assim os há, grupos de Apometria que estão fazendo terapia de vidas passadas, é misturar alhos com bugalhos, ou querer fazer uma salada de pepino com jabuticaba.
A terapia de vida passada parte do interesse do paciente em esclarecer traumas que o perturbam, sedimentados em existências anteriores, e que fluem para a vida presente, como gatilhos que se soltam sem explicação racional à luz de outras terapêuticas, inclusive da própria medicina. 

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Revivendo o passado



 
Era madrugada, chovia fraco, uma chuva suave, mas contínua caía sobre aquele bairro. A temperatura havia caído bruscamente, mas Sophie dormia quentinha, envolvida em macias e perfumadas cobertas.
Nossa personagem tem exatos vinte e três anos, somente estuda cursando o terceiro período de medicina. É uma mulher inteligente e otimista, mas ainda tão distante das questões espirituais...
De manhã cedinho ao despertar, levantou-se e após os primeiros cuidados com o corpo fez uma rápida alimentação para depois sair em disparada rumo à faculdade, atrasou-se como sempre e por causa da correria tropeçou e caiu. Na queda Sophie bateu a cabeça no chão ficando um pouco tonta, mas por sorte conseguiu apenas machucar-se superficialmente. Foi acudida pelos universitários que transitavam pelo local e após alguns minutos, sentada e consolada pelos circunstantes, refez-se do susto observando que havia ganhado apenas algumas leves escoriações nas mãos e nos joelhos e por isso resolveu sacudir a poeira e seguir em frente. Mais tarde em sala de aula percebeu que não conseguia se concentrar na matéria, pois uma dor de cabeça inesperada tirou-lhe toda a energia. Tentou em vão prestar atenção na palestra do professor e até vencer aquela cefaleia que se intensificava mais, através do poder positivo do pensamento e deu certo! A dor diminuiu de intensidade, entretanto Sophie não conseguiu livrar-se dela nem depois de tomar um analgésico que conseguiu na farmácia da faculdade.
O dia não foi dos melhores, muita correria depois da faculdade, o trânsito estava daquele jeitinho que os brasileiros “adoram”... ninguém saía do lugar, as buzinas eram usadas nervosamente pelos motoristas e sem piedade! E “eita” que a dor de cabeça da nossa personagem retorna com tudo e diante de todo aquele estardalhaço.
Enfim, Sophie chegou em casa e seguiu agitada para o seu quarto, jogou a bolsa com os livros para um lado e caiu na cama, ali permaneceu de bruços por um tempo segurando a cabeça, comprimindo-a com as mãos como se quisesse conter a dor, lembrava que batera a cabeça no chão durante a queda  -será que preciso de um médico? Pensava ela.
Não havia ninguém em casa e ela já havia tomado três drágeas medicamentosas e nada! Entretanto num misto de alucinação e dor, lembrou-se do seu anjo protetor e em preces lhe pediu ajuda... Segundos depois viu seus pés pisando por sobre cascalhos numa estrada de terra em direção a um enorme lago.