domingo, 16 de março de 2014
sexta-feira, 14 de março de 2014
O Perispírito ou Corpo Espiritual
Os
materialistas, em sua negação da existência da alma, muitas vezes têm apelado
para a dificuldade de conceberem um ser privado de forma. Os próprios espiritualistas
não sabem explicar como a alma imaterial, imponderável, poderia presidir e
unir-se estreitamente ao corpo material, de natureza essencialmente diferente.
Essas dificuldades encontram solução nas experiências do Espiritismo.
Como
precedentemente já o dissemos, a alma está, durante a vida material, assim como
depois da morte, revestida constantemente de um envoltório fluídico, mais ou
menos sutil e etéreo, que Allan Kardec denominou perispírito ou corpo espiritual.
Como participa simultaneamente da alma e do corpo material, o perispírito serve
de intermediário a ambos: transmite à alma as impressões dos sentidos e
comunica ao corpo as vontades do Espírito. No momento da morte, destaca-se da
matéria tangível, abandona o corpo às decomposições do túmulo;
porém,
inseparável da alma, conserva a forma exterior da personalidade desta. O perispírito
é, pois, um organismo fluídico; é a forma preexistente e sobrevivente do ser
humano, sobre a qual se modela o envoltório carnal, como uma veste dupla e invisível,
constituída de matéria quintessenciada, que atravessa todos os corpos por mais
impenetráveis que estes nos pareçam.
A matéria grosseira, incessantemente renovada pela
circulação vital, não é a parte estável e permanente do homem. É o perispírito
que garante a manutenção da estrutura humana e dos traços fisionômicos, e isto
em todas as épocas da vida, desde o nascimento até à morte. Exerce, assim, a
ação de uma forma, de um molde contrátil e expansível sobre o qual as moléculas
vão incorporar-se. Esse corpo fluídico não é, entretanto, imutável; depura-se e
enobrece-se com a alma; segue-a através das suas inumeráveis encarnações; com
ela sobe os
degraus da escada hierárquica, torna-se cada vez mais
diáfano e brilhante para, em algum dia, resplandecer com essa luz radiante de
que falam as Bíblias (antigas) e os testemunhos da História a respeito de
certas aparições. É no cérebro desse corpo espiritual que os conhecimentos se
armazenam e se imprimem em linhas fosforescentes, e é sobre essas linhas que,
na reencarnação, se modela e forma o cérebro da criança. Assim, o intelecto e o
moral do Espírito, longe de se perderem, capitalizam-se e se acrescem com as
existências deste. Daí as aptidões extraordinárias que trazem, ao nascer,
certos seres precoces, particularmente favorecidos.
quarta-feira, 12 de março de 2014
Os Fluidos - O Magnetismo
Esse
mundo dos fluidos, que se entrevê além do estado radiante, reserva bastantes
surpresas e descobertas à Ciência. Inumeráveis são as variedades de formas que
a matéria, tornando-se sutil, pode revestir para as necessidades de uma vida
superior.
Já
muitos observadores sabem que, fora das nossas percepções, além do véu opaco
que nossa espessa constituição apresenta, existe um outro mundo, não mais o dos
infinitamente pequenos, porém um Universo fluídico completamente povoado de
multidões invisíveis.
Seres
sobre-humanos, mas não sobrenaturais, vivem junto de nós, testemunhas mudas dos
nossos atos, e só manifestando a sua existência em condições determinadas, sob
a ação de leis naturais, exatas, rigorosas. Importa penetrar o segredo dessas
leis, porque de seu conhecimento decorrerá para o homem a posse de forças
consideráveis, cuja utilização prática pode transformar a face da Terra e a
ordem das sociedades. É esse o domínio da Psicologia experimental; outros
diriam o das ciências ocultas. Essas
ciências são tão velhas quanto o mundo. Já falamos dos prodígios efetuados nos
lugares sagrados da Índia, do Egito e da Grécia. Não está em nosso programa nos
estendermos demasiado sobre esta ordem de fatos, mas há uma questão conexa que
não devemos deixar passar em silêncio: é a do Magnetismo.
O
Magnetismo, estudado e praticado secretamente em todas as épocas da História,
vulgarizou-se sobretudo nos fins do século XVIII. As academias ainda o encaram
como suspeito, e foi sob o novo nome de Hipnotismo que os mestres da Ciência
resolveram-se a admiti-lo, um século depois do seu aparecimento.
segunda-feira, 10 de março de 2014
VÊ QUEM ESTÁ AO TEU LADO
Vê quem está ao teu lado, ajudando-te a compreender os movimentos
da Vida. Nunca estás sós nos campos do aprendizado. As tuas companhias andam
contigo em todos os lances que empreendes, em todos os sentidos que,
porventura, seguires. E essas companhias são espirituais e físicas. Vê a
responsabilidade que tens diante delas: umas de receber o teu exemplo, outras
de te instruir nas linhas da evolução a quem pretendes atingir.
Devemos afirmar, quantas vezes forem necessárias, que ninguém vive
sozinho, nem anda sem companhias. Quem pretender isolar-se, atrofia as suas
próprias faculdades.
A lei nos recomenda viver
em grupos e nunca nos esquecermos daqueles que nos cercam. A gratidão é força
nova em novos entendimentos. Não fazemos nada escondido.
Muitos olhos estão a nos observar, sem faltar uma fração de
segundo, registrando e nos ajudando a registrar tudo o que ocorre conosco. Quem
se conscientiza desta verdade, procura em toda a área em que opera, errar
menos, usando todos os meios possíveis para acertar mais.
Devemos ainda visualizar o Cristo andando conosco, essa Companhia
Invisível que nos dá força para trilhar caminhos mais seguros e compreender,
com mais eficiência, aqueles que nos acompanham.
A educação nos concita,
do lar à escola e desta ao trabalho, a um procedimento que não nos deixa
exteriorizar a nossa inferioridade, sendo disciplina que, quando
permanentemente limpa desobstrui todos os remanescentes das antigas condições
de inferioridade, colocando-nos como almas que desejam e começam a conhecer a
Verdade. Não é necessário que conheças todos os países do mundo, principalmente
aqueles a que chamas mais civilizados, para que possas iniciar-te na
civilização. Se observas os que andam contigo, todos os dias, as tuas reações,
em todos os momentos, podes deduzir, sem anunciar, o que deve ser melhor para
ti.
sábado, 8 de março de 2014
ASSIM ESTAVA ESCRITO – Parte final
...Marilda
e Sônia desceram à carne para cumprir uma prova de desventuras esquematizadas
pelas imprudências de outrora. Sem dúvida, a Lei Cármica marcou-as com a orfandade,
sem o direito do lar amigo, que já haviam conspurcado ou desprezado antes.
Planificaram
a atual existência conforme linhas de forças espirituais geradas carmicamente, que
não lhes davam o direito ao berço quente e amigo. Graças aos sentimentos
generosos de criaturas bondosas, elas foram ternamente acolhidas na 'Casa Madalena"
e passaram a usufruir de conforto, prazeres e estima ou favores, a que ainda
não tinham direito. Todavia, a Lei Espiritual, que não é punitiva, porém
educativa, aguardou a regeneração de ambas nessa oportunidade e só voltou a
agir, quando verificou que elas, incautas, continuaram a repetir os erros
passados, cedendo novamente aos impulsos animais inferiores. Almas primárias, reagiram
iradas e insatisfeitas contra a primeira advertência justa e disciplina
corretiva.
Embora
materialmente amparadas não estavam suficientemente esclarecidas para enfrentar
as dificuldades e os
sofrimentos próprios da vida cotidiana e
foram atraídas para a prostituição, pelas tendências
ancestrais pregressas. Lavínia mostrou-se inquieta e nervosa, interpelando o
guia:
— Porventura,
irmão Abelardo, ainda fomos insuficientes a essas órfãs?
— Em
verdade, não faltou amor nem proteção às jovens frustradas, porém, esclarecimento
de modo a superar as ciladas da vida profana. — Insistiu Abelardo cordialmente.
— Não se pode culpar os integrantes da "Casa Madalena" por essa
omissão involuntária, quando os seus servidores mal conseguem atender às
necessidades materiais das internas.
E
Abelardo completou, num sorriso fraterno:
— Aliás,
isso já aconteceu a todos nós!
— Não
compreendo! — redarguiu Lavínia, algo confusa.
— Criaturas
como Sônia e Marilda, ainda não conseguem dominar 'os desejos, as tentações e
dificuldades da vida humana, enquanto não forem convenientemente educadas espiritualmente.
Até as almas de melhor padrão espiritual, por vezes fracassam no intercâmbio
com as paixões humanas. Espíritos primários,
reagem voluntariamente ante a primeira
contrariedade, magoam-se pela diferença de tratamento alheio e revoltam-se
quando lhes impedem a realização imediata dos seus desejos.
— Mas
isso é suficiente para justificar-lhes a prostituição? — insistiu Lavínia, inconformada.
— Cinjo-me
apenas aos fatos já ocorridos, sem examinar sentimentos ou tecer críticas à
vossa boa intenção. Embora a ternura, o devotamento e a renúncia sejam virtudes
que vos glorificam perante Deus, nem por isso elas modificam a aplicação
correta e educativa da Lei do Carma sobre os espíritos falidos. Examinamos
"friamente" a vida agradável e sem obrigação onerosa de Marilda e
Sônia transcorrida na "Casa Madalena" até os dezessete anos de idade,
em comparação com os contrastes que ambas defrontaram no trabalho penoso de
mulheres casadas com homens pobres.
Na
"Casa Madalena" elas andavam sobre assoalhos de "parquete"
encerado, repousavam em poltronas fofas e aveludadas, dormiam em colchões de
molas, macios e confortáveis, guarnecidos de lençóis alvíssimos e cálidos
acolchoados. Viviam despreocupadas e alegres, assistindo filmes cinematográficos
e programas de televisão. Aos domingos excursionavam às praias e outros lugares
pitorescos. Durante o Inverno eram protegidas pelos aquecedores e no Verão
dormiam tranquilamente em aposentos amplos e de boa ventilação. Em suas dores e
incômodos, sempre tiveram assistência médica carinhosa.
Cumpriam
as tarefas escolares entre jardins floridos e alimentavam-se fartamente,
acrescidas de gostosas sobremesas. Durante o Natal e a Páscoa, os espíritas
ofereciam-lhes presentes e bombons de chocolate, ou então festejavam-lhes os
aniversários em comemorações joviais em torno dos simbólicos bolos de velas.
Infelizmente, devido ao seu
primarismo espiritual e cegas pelo egoísmo e amor-próprio, elas atingiram a
mocidade sem desenvolver a paciência, resignação, coragem e estoicismo, virtudes
necessárias às mulheres oneradas com a pobreza. Sem dúvida, julgando vingar-se
dos benfeitores, terminaram cavando a própria ruína na rebeldia contra a
disciplina e os estatutos da "Casa Madalena", e depois não puderam
superar os "contrastes violentos" e óbices imprevistos encontrados no
mundo.
terça-feira, 4 de março de 2014
Você sabe o que é ser um bom médium?
“Não são os que gozam saúde que precisam de médico.” (S. Mateus, 9:10 a 12.)
“O bom médium, pois, não é aquele que comunica
facilmente, mas aquele que é simpático aos bons Espíritos e somente deles tem
assistência.”
Allan Kardec
Esse tema é difícil e polêmico, já que os médiuns são na verdade
pessoas comuns com defeitos, dificuldades e limitações das mais diversas.
Entretanto, o caminho para o êxito moral e espiritual sempre nos é apontado
pelos espíritos benevolentes, por isso vamos com respeito e sinceridade expor
nossa opinião sobre o assunto.
Dizem os bons entendedores do Espiritismo que “mediunidade é coisa séria”, mas são muitos os empecilhos para que o médium seja respeitado. Um deles é a sua vaidade, outro é o melindre.
As pessoas dotadas de faculdades mediúnicas, não são especiais ou melhores que ninguém.
Allan Kardec, no livro “O Evangelho Segundo O Espiritismo” nos diz que: “...a mediunidade é inerente a uma disposição orgânica, de que qualquer homem pode ser dotado.” (pág. 400, segundo parágrafo). Ou seja, Deus não privilegia uns em detrimento de outros, ou não seria Perfeito. Somos nós que por causa de nossa incúria nos prejudicamos. A mediunidade por si não faz de ninguém um ser melhor, é o bom caráter e o correto uso que fazemos das nossas faculdades mediúnicas em nome da caridade com Jesus, que nos tornam criaturas mais equilibradas, respeitadas como medianeiros e felizes.
O médium precisa estudar e conhecer a si mesmo para reformar-se moralmente ao longo da vida, o que já é extremamente difícil, pois como somos seres ainda imperfeitos, mais tropeçamos em nossas imperfeições morais do que conseguimos andar com desenvoltura “nas” nossas qualidades.
Tem muita gente que pensa que ser um bom médium é ter facilidade em comunicar-se com os desencarnados, como por exemplo, ver, ouvir, incorporar, psicografar, ser instrumento deles através da psicofonia, entre outros. Lá na frente, depois de cairmos feio, tropeçando na nossa própria vaidade, veremos que não é a quantidade, mas sim a qualidade das comunicações e estas só se dão se os bons espíritos forem simpáticos aos médiuns. Lamento dizer, mas para que isto aconteça, é necessário que o encarnado tenha uma boa conduta moral, seja humilde, responsável e estudioso.
Dizem os bons entendedores do Espiritismo que “mediunidade é coisa séria”, mas são muitos os empecilhos para que o médium seja respeitado. Um deles é a sua vaidade, outro é o melindre.
As pessoas dotadas de faculdades mediúnicas, não são especiais ou melhores que ninguém.
Allan Kardec, no livro “O Evangelho Segundo O Espiritismo” nos diz que: “...a mediunidade é inerente a uma disposição orgânica, de que qualquer homem pode ser dotado.” (pág. 400, segundo parágrafo). Ou seja, Deus não privilegia uns em detrimento de outros, ou não seria Perfeito. Somos nós que por causa de nossa incúria nos prejudicamos. A mediunidade por si não faz de ninguém um ser melhor, é o bom caráter e o correto uso que fazemos das nossas faculdades mediúnicas em nome da caridade com Jesus, que nos tornam criaturas mais equilibradas, respeitadas como medianeiros e felizes.
O médium precisa estudar e conhecer a si mesmo para reformar-se moralmente ao longo da vida, o que já é extremamente difícil, pois como somos seres ainda imperfeitos, mais tropeçamos em nossas imperfeições morais do que conseguimos andar com desenvoltura “nas” nossas qualidades.
Tem muita gente que pensa que ser um bom médium é ter facilidade em comunicar-se com os desencarnados, como por exemplo, ver, ouvir, incorporar, psicografar, ser instrumento deles através da psicofonia, entre outros. Lá na frente, depois de cairmos feio, tropeçando na nossa própria vaidade, veremos que não é a quantidade, mas sim a qualidade das comunicações e estas só se dão se os bons espíritos forem simpáticos aos médiuns. Lamento dizer, mas para que isto aconteça, é necessário que o encarnado tenha uma boa conduta moral, seja humilde, responsável e estudioso.
segunda-feira, 3 de março de 2014
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