"Neste texto referimo-nos única
e exclusivamente aos irmãos adeptos do espiritualismo ou espiritismo, que
pregam a paz e incentivam as pessoas a educarem-se interiormente, mas não
abandonaram os vícios, próprios dos que ainda dormem preguiçosos."
A maioria dos que se dizem espiritualizados
passam longe do homem equilibrado, pois esquecem-se de que a transformação interior
deve ser total e verdadeira e livre dos equívocos e das máscaras.
O homem espiritualizado está consciente de sua passagem
rápida pelo cenário físico. Toma ciência de sua posição no universo e
transforma-se mesmo encarnado, em criatura livre. Significa que esta liberdade
está associada à forma de ver o mundo, ou seja, como irá lidar com as
inferioridades oferecidas no campo terrestre e as hostilidades tão próprias dos
mundos inferiores, a que estamos todos sujeitos.
Sua índole moral é como se fosse a “roupa de couro”
confeccionada para poder andar sobre o espinheiro, seria o mesmo que afirmar
que o homem de moral elevada não pode ser atingido pelas impurezas deste orbe,
em sua contextura espiritual.
Os encarnados que o digam, pois ligados ao mundo da matéria, têm
dificuldades justamente em envergar o fardo físico e de libertar-se dos vícios.
Em todos os aspectos poderemos encontrar dificuldades, mas ao que tudo indica,
estas dificuldades são mentais e não físicas, pois tudo acontece primeiro em
nossa mente. É ela que pode ser ou não influenciada tanto pelos aspectos
positivos quanto pelos negativos, a adesão a certas ideias só se dará pela
nossa simpatia em maior ou em menor grau.
O ser espiritualizado mesmo de posse momentânea do fardo físico,
afasta-se das inferioridades e dos costumes negativos, defendidos pela
sociedade terrena que ainda dorme. Ele em missão sacrificial abdica das coisas
mundanas e inferiores que em nada podem auxiliá-lo em sua caminhada evolutiva.
Torna-se um indivíduo equilibrado, mas para chegar a este resultado, trabalha e
transforma incessantemente sua índole.