terça-feira, 20 de agosto de 2013

Em tarefa espírita







Reunião pública de 5/2/60
 Questão nº 30

 
Abraçando na Doutrina Espírita o clima da própria fé, lembra-te de Jesus, a frente do povo a que se propunha servir.
Não se localiza o Divino Mestre em tribuna garantida por assessores plenamente identificados com os seus princípios.
Ele e alguém que caminha diante da multidão.
Chama açoitada pela ventania das circunstâncias adversas...
Árvore sublime batida pelas varas da exigência incessante...
Ninguém o vê rodeado de colaboradores completos, mas de problemas a resolver.
E, renteando com os doentes e aflitos que lhe solicitam apoio, todas as personalidades que lhe cruzam a senda representam atitudes diversas, reclamando-lhe paciência.
João Batista duvida.
Natanael questiona.
Nicodemos indaga.
Zaqueu observa.
Califás conspira.
Judas deserta.
Pedro nega.
Pilatos finge.
Antípas escarnece.
Tome desconfia.

Nos caminhos da vida...








Nos caminhos da vida,
Não te esqueças de Deus.
Se o tempo é tranquilo,
Serve e agradece a Deus.
Antes as crises que surjam,
Serve e confia em Deus.
Quando alguém te abandone,
Serve, apoiando-te em Deus.
Ante ofensas e golpes,
Cala-te e serve, pensando em Deus.
Atende ao dever que te cabe
E Deus fará o resto.

Emmanuel

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Obsessores de nós mesmos.









Um dos maiores erros que nós espíritas cometemos ou por desatenção ou por ignorância, é o fato de não prestarmos atenção nos membros de nossa família.
O esposo, a esposa, os filhos, irmãos e os pais, por exemplo, ou são na maioria das vezes, nossos desafetos do passado ou criaturas que nos são simpáticas e afins.
Não falaremos da obsessão de desencarnado para encarnado e sim, da de encarnado para encarnado.
Não nos é obscuro o fato de que milhares de pessoas dentro de seus lares se odeiam, sentem verdadeira aversão uma pela outra.
Em muitos casos os encarnados se toleram quando não podem se largar! Conhecemos casos de irmãos que são verdadeiros obsessores um do outro (brigas e desentendimentos constantes, agressões físicas, verbais, disputas, competições, ciúmes, assassinatos,etc.). Sabemos que existem mães que são verdadeiras obsessoras de suas filhas, são controladoras, ciumentas, possessivas, chantagistas... As educam e as preparam mal para a vida e no final das contas, fogem a toda responsabilidade, “jogando” a culpa de terem sido péssimas mães, muitas vezes, nas próprias filhas.
Muitos de nós não conseguimos admitir que aquele que vive sob o mesmo teto é um inimigo do passado, que está  encarnado, prefererimos crer que as antipatias e os constantes desentendimentos são na verdade, “probleminhas de convivência”.
Fugimos a todo custo de uma meditação mais aprofundada sobre nós mesmos e sobre o nosso próximo mais próximo. Concordemos que é muito difícil nos vermos na pele daquele que obsidia, pois para muitos de nós julgamos erradamente que o outro é que perdeu a razão, ele é quem erra e nós somos suas vítimas”.
Irmãos, na maioria das vezes recebemos em nosso lar como filhos, aqueles que nos obsidiaram do plano espiritual. E não nos iludamos quanto a ideia de que só um de nós é o devedor, pois todos de certa forma, já prejudicamos muito aqueles que hoje estão como nossos entes encarnados mais próximos. Façamos uma análise despretensiosa  e honesta sobre este tema olhando para as nossas vidas e logo perceberemos que somos devedores daqueles com quem temos dificuldades de convivência, por isso tão necessário se faz o perdão, mais importante ainda é o entendimento do que seja perdoar!

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Obaluayê - Orixá regente de 2013 e seu poder Transformador





Obaluayê é o orixá que traz o corpo coberto por chagas, o que é um simbolismo. Considerado o senhor do carma e do desencarne, conduz-nos a profunda transformação sempre de dentro para fora.
Orixá responsável pela nossa passagem para a outra dimensão através do desencarne, sendo os cemitérios o seu ponto de força. Desejamos fazer uma análise despretensiosa de acordo com nosso modo próprio de interpretação. Jamais discordando do que já foi dito alhures, pelos sérios e estudiosos irmãos umbandistas. Esmiuçando um pouco mais os
estudos anteriores de outros autores, quisemos trazer para este blog uma interpretação própria, como já dissemos e que tem como único intuito fazer pensar.
Obaluayê, o orixá regente do ano de 2013, vibrará em nós no próximo ano, a necessidade da transformação interior e esta se dará pela vivência do carma com mais intensidade. 2013 será para muitos o ano decisivo, difícil, pois proporcionará a nós transformações internas (espírito) e atuará também nas transformações da natureza. Serão mudanças que poderão mexer com nossas estruturas, convidando-nos a abalar e expulsar de nós o homem velho e deixando nascer o homem novo. Estas mudanças nos conduzirão à necessidade de construirmos um novo “chão”, isto é, a busca pelo equilíbrio, pela segurança, pela sensatez e pela calma. Referimo-nos a transformação e modificação espiritual e moral, que requererá os abalos específicos, onde o velho se quebrará para que o novo possa ser construído.
Como um pai severo, disciplinador, porém justo e misericordioso, Obaluayê nos conduzirá a um melhor estágio consciencial, levando-nos a reflexão sobre nossas mazelas ou se melhor nos fizermos compreender, sobre nossas chagas, as que estão ocultas e que precisam ser extirpadas. As transformações que este orixá nos proporcionará em 2013, serão as mudanças necessárias à nossa evolução. Os tais abalos serão sentidos através da desatenção e do pouco esforço para enxergar a necessidade da evangelização, dos sérios estudos e da urgente reforma íntima.

A um passo de 2013!






Como em todo fim de ano, nos últimos momentos, em todo o mundo e como não poderia deixar de ser, a maior expectativa é pela contagem regressiva.
Comemora-se o fim de um ciclo, como se quiséssemos fechar com “chave de ouro” os doze meses vividos por nós. Vale tudo para acreditar que algo mudará... Pulamos as sete ondas e fazemos os pedidos, pedidos estes que continuam a alimentar o lúdico, o sobrenatural, o mágico, como se estes rituais fossem levar de nós para sempre nossas falhas. Quantas flores e perfumes são jogados ao mar para enfeitar Yemanjá no desejo sincero de que este Orixá nos oferte de volta a realização de nossos sonhos mais especiais?
Quantas velas são acesas nas areias das praias com milhares de pedidos despejados no ar? Pedidos de proteção, de um bom emprego, de um novo amor ou do retorno do antigo, quantos?
Ok! Saltaremos por cima das sete ondas, acenderemos as velas na praia, cantaremos e dançaremos, tomaremos a meia noite o banho de mar, ofertaremos para Yemanjá os mimos em troca da proteção, vestiremos o branco, o amarelo, o vermelho, o dourado e usaremos a peça íntima de acordo com  desejo, para o novo ou para o velho amor. Mas e onde em nós guardaremos espaço para a vontade mental? Onde guardaremos em nós o espaço para a fé inteligente e para o “mãos a obra”?
De que nos valerá todo o ritual na passagem do ano, se depois não trabalharmos em prol da nossa reforma íntima?