terça-feira, 8 de outubro de 2013

A Grande Transição (Trecho)







 
(…) A melhor maneira, portanto, de compartilhar conscientemente da grande transição é através da consciência de responsabilidade pessoal, realizando as mudanças íntimas que se tornem próprias para a harmonia do conjunto.
Nenhuma conquista exterior será lograda se não proceder das paisagens íntimas, nas quais estão instalados os hábitos. Esses, de natureza perniciosa, devem ser substituídos por aqueles que são saudáveis, portanto, propiciatórios de bem-estar e de harmonia emocional.
Na mente está a chave para que seja operada a grande mudança. Quando se tem domínio sobre ela, os pensamentos podem ser canalizados em sentido edificante, dando lugar a palavras corretas e atos dignos.
O indivíduo, que se renova moralmente, contribui de forma segura para as alterações que se vêm operando no planeta.
Não é necessário que o turbilhão dos sofrimentos gerais o sensibilize, a fim de que possa contribuir eficazmente com os espíritos que operam em favor da grande transição.
Dispondo das ferramentas morais do enobrecimento, torna-se cooperador eficiente, em razão de trabalhar junto a seu próximo pela mudança de convicção em torno dos objetivos existenciais, ao tempo em que se transforma num exemplo de alegria e de felicidade para todos.

No Porvir


Mesmo depois que passar a grande tempestade, o coração augusto do Cristo sangrará de dor, porque não será sem uma profunda e divina melancolia que verá partir, para rudes degredos reeducativos, os afilhados ingratos e rebeldes que não lhe quiseram aceitar a doce proteção...
Os filhos da iniquidade, empedernidos no crime e cristalizados no orgulho, deixarão as fronteiras fisiomagnéticas da Terra, em demanda das novas experiências a que fizeram jus; mas aqui, no orbe aliviado e repleto de escombros, uma nova idade de trabalho e de esperança nascerá, ao Sol da Regeneração e da Graça.
Nesse mundo renovado, a paz inalterável instituirá um progresso sem temores e uma civilização sem maldades. Os habitantes do planeta estarão muito longe da angelitude, mas serão operosos e sinceros, um tanto sofredores e endividados para com a Eterna Justiça, mas fraternos e dóceis à inspiração superior.
A subsistência exigirá esforços titânicos, na agricultura dignificada e no trato exaustivo das águas despoluídas, mas não haverá penúria nem fome.
Por algum tempo, muitos corações sangrarão no sacrifício de missões ásperas, na solidão e no silêncio dos sentimentos em penitência; mas não existirá desespero nem prostituição, viciações letais ou mendicância, infância carente ou velhice abandonada.
A morte fisiológica continuará enlutando, na amargura de separações indesejadas, mas o merecimento e a intercessão poderão proporcionar periódicos reencontros das almas amantes e saudosas, em fraternizações de fenomenologia sublimal.

domingo, 6 de outubro de 2013

EMISSÃO DOS PENSAMENTOS



Toda mente tem um transmissor incomparável estruturado para emitir ondas longas ou curtas, metragem e microformas, com a sua linguagem específica, de acordo com as necessidades. Mesmo que queiramos, nunca conseguiremos parar de pensar, pois a mente é um dínamo sagrado ligado à suprema inteligência universal, pela qual flui, ininterruptamente, a vontade de Deus.
Procuremos analisar os pensamentos desde os seus princípios mais rudimentares, e notaremos que somente co-participamos, com muita eficiência, na sua engenhosa formação e transmissão de ideias. Contudo, quase somos realistas ao aceitarmos as nossas responsabilidades de ajudar na emissão dos pensamentos em direção aos nossos semelhantes.
Pensar é viver, e viver melhor é pensar conscientemente, fazendo o que nos toca com mais perfeição. A estupenda energia dos pensamentos cria formas admiráveis, alimenta uma gama de coisas sem precedentes, atuando em todas as linhas do metabolismo, harmonizando todos os mundos celulares, se sua formação congénita é o amor e a caridade em suas variadas extensões.
O espírito é o centro energético de atividades imensuráveis, reguladas por leis justas, de modo a manter o corpo na mais perfeita harmonia.

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

A harmonia dos grupos de apometria nos templos espiritualistas. E por falar nisso, como vai a do seu?





"Apômetra, como vai indo o grupo apométrico do qual você faz parte? Você pode afirmar com certeza que nesse grupo os médiuns são unidos? Existe entre eles afinidade e fraternidade? O seu grupo participa dos estudos periódicos? Vocês sabem quais e quem são os espíritos invocados para a proteção do grupo e dos trabalhos de desobsessão? E por fim, no seu grupo existem antipatias entre os médiuns apômetras?"


 


Desejamos abordar despretensiosamente este tema, pois o que vemos nos bastidores de algumas casas espiritualistas é algo com que devemos nos preocupar, principalmente se somos nós os consulentes da vez.
Claro está que, todos os seres, invariavelmente, precisarão um dia de ajuda espiritual sejam médiuns ou não. Obviamente nos referimos aos que conscientemente buscam o espiritismo de uma forma ou de outra, nas várias vertentes existentes, sérias e disponíveis ao público.
Eis um assunto espinhoso e polêmico, pois toca diretamente na ferida que insiste em ser ocultada por alguns.
Hoje podemos afirmar sem sombra de dúvidas que a grande maioria dos templos religiosos que se permitiram uma reforma positiva e engrandecedora, buscaram nos estudos sérios a melhor forma de avançar e evoluir, principalmente com o positivo objetivo de levar para dentro das casas espiritualistas, por exemplo, de Umbanda ou Kardecistas, mais recursos (ferramentas) que visem auxiliar melhor os consulentes e os desencarnados.
Mas e quando nestes grupos ditos apométricos não há harmonia nem o verdadeiro equilíbrio que a espiritualidade do plano Superior exige dos médiuns que trabalham com as desobsessões; aberturas de frequência, formação de campos de força, desdobramentos conscientes, cirurgias astrais, retirada de aparelhos parasitas, etc., e tal?
Meus irmãos, o mínimo que é pedido por parte dos irmãos do plano Superior é o estudo, a reforma íntima e a boa vontade dos médiuns.
O estudo é prioridade absoluta, é preciso que o médium apômetra tenha conhecimento mínimo em química, matemática, física... e é importante e necessário estudar e aprender sobre anatomia humana... Sem contar que o apômetra precisa ter lido os livros básicos da codificação kardequiana.
Tá bom, tudo bem, mas e quanto ao grupo, quais são as exigências básicas para que os apômetras sejam bons o suficiente para verdadeiramente auxiliar pessoas em sofrimento? É preciso ter em mente que estas pessoas precisam ter verdadeira noção do que estão fazendo e infelizmente a maioria não sabe! É importantíssimo que os médiuns se gostem, se tratem com respeito e estejam unidos de verdade, pois é sabido que os agentes das sombras não deixam por menos, eles buscam uma “lacuna”, uma brecha que seja, procuram incessantemente por um ponto fraco no mais suscetível dos médiuns para que possam desestabilizar todos os outros (efeito dominó), buscando com isso o êxito na extinção dos tais grupos. Não interessando se estes estão atendendo nas casas de umbanda ou em quaisquer outras.
A tão falada REFORMA ÍNTIMA, que todos somos convidados a fazê-la, porém protelamos em grande maioria, é uma aliada poderosa, pois se ainda somos portadores dos piores vícios, das manias mais negativas, do orgulho nauseabundo, da vaidade e dos atavismos que são heranças ressurgidas dos tempos antigos (vivências), fatalmente em algum momento seremos vítimas das armadilhas muito bem arquitetadas pelos obreiros das trevas (líderes do astral inferior, magos negros, obsessores).

terça-feira, 1 de outubro de 2013

PRECONCEITO RELIGIOSO



"Wanderley, o que você acha sobre a opinião anti-fraterna do líder espírita… (eu Wanderley suprimi o nome porque isso não importa) a respeito da ignorância e atraso dos pretos-velhos?"
Meu querido amigo, opinião todos tem a sua e é nosso dever cristão respeitar o que cada um pensa. Isso, porém, não nos obriga a concordar com quem quer seja. Sou um apologista do respeito e do afeto antes de tudo. Isso não nos obriga a aceitar o que ele expôs.
Eu vou ser muito sincero com você que me perguntou: eu compreendo o referido líder. Ele pertence a outra geração de pensadores, muito lúcida por sinal, entretanto, eles estão perdendo o “bonde da história”, estão ficando no tempo. Eu o entendo e respeito. Eu não tenho nenhuma crítica para com ele.
Em verdade, a crítica que eu faço é à comunidade espírita que parece estar na sua infância, quando adota a atitude de aceitar opiniões de médiuns, líderes e organizações como a mais pura expressão da verdade. Enquanto a coletividade espírita não desenvolver sua capacidade de ter uma opinião pessoal e aprender a discordar sem amar menos, ela ficará sob a orientação de meia dúzia de pensadores eleitos como porta vozes da verdade, repetindo um dos mais velhos erros culturais da humanidade.
Eu entendo o referido líder, minha crítica não é para ele que está passando. Todos, aliás, vamos passar. Minha crítica é para o movimento espírita infantil. Se tivéssemos mais pessoas que questionassem com carinho e bom senso a opinião dos líderes, médiuns e organizações, esteja certo de que opiniões como a que ele deu sobre os pretos-velhos já teriam sido esquecidas.
Apesar e acima das diversas opiniões, os pretos-velhos continuam sendo mensageiros do bem e guias da verdade para os homens. Paz e alegria em seu coração.

Por: Wanderley Oliveira Fonte: Cantinho de Francisco

As Provas e a Morte






Estabelecido o alvo da existência, mais alto que a fortuna, mais elevado que a felicidade, uma inteira revolução produz-se em nossos intuitos.

O Universo é uma arena em que a alma luta pelo seu engrandecimento e este só é obtido por seus trabalhos, sacrifícios e sofrimentos. A dor, física ou moral, é um meio poderoso de desenvolvimento e de progresso. As provas auxiliam-nos a conhecer, a dominar as nossas paixões e a amar realmente os outros. No curso que fazemos, o que devemos procurar adquirir é a ciência e o amor alternadamente. Quanto mais soubermos, mais amaremos e mais nos elevaremos.

A fim de podermos combater e vencer o sofrimento, cumpre estudarmos as causas que o produzem e, com o conhecimento dos seus efeitos e a submissão às suas leis, despertar em nós uma simpatia profunda para com aqueles que o suportam. A dor é a purificação suprema, é a escola em que se aprendem a paciência, a resignação e todos os deveres austeros. É a fornalha onde se funde o egoísmo, em que se dissolve o orgulho. Algumas vezes, nas horas sombrias, a alma submetida à prova revolta-se, renega a Deus e sua justiça; depois, passada a tormenta, quando se examina a si mesma, vê que esse mal aparente era um bem; reconhece que a dor tornou-a melhor, mais acessível à piedade, mais caritativa para com os desgraçados.

Todos os males da vida concorrem para o nosso aperfeiçoamento. Pela dor, pela prova, pela humilhação, pelas enfermidades e pelos reveses o melhor desprende-se lentamente do pior. Eis por que neste mundo há mais sofrimento que alegria. A prova retempera os caracteres, apura os sentimentos, doma as almas fogosas ou altivas.