segunda-feira, 23 de março de 2015

A terapêutica exótica dos benzimentos, exorcismos e simpatias.






PERGUNTA: - Mas não lhe parece que a nossa Medicina tem curado satisfatoriamente diversas moléstias da pele?
RAMATÍS: - Certamente, pois a Medicina é uma instituição sacerdotal protegida pelo Alto, a fim de que os médicos - os sacerdotes da saúde - proporcionem ao homem, pelo menos, as condições mínimas de vida capaz de permitir-lhe manter-se equilibrado no ambiente terrícola onde se encontra.

PERGUNTA: - Por que alguns benzedores usam o galho da pimenteira-brava, no ato de efetuar os benzimentos de "cobreiros" ou eczemas?
RAMATÍS:  Apesar de a medicina oficial ironizar o empirismo do benzedor ou do curandeiro, em sua terapêutica exótica, esta chicoteia e desintegra os fluidos virulentos que alimentam os vírus de certas infecções da pele. Inúmeras pessoas podem comprovar-vos que lograram a cura de eczemas e cobreiros renitentes, mediante o processo do benzimento, da simpatia ou do exorcismo.
Aliás, o eczema, o cobreiro e certas infecções características da epiderme, que se alastram de forma eruptiva, também queimam como brasas ou fogo. Assim, consoante a lei de que os "semelhantes atraem os semelhantes", os benzedores usam o galho verde da pimenteira-brava ou de outros vegetais cáusticos, para efetuarem sua tarefa benfeitora. Sob a vontade treinada desses curandeiros, a aura etérica dos vegetais tóxicos e queimantes, como a pimenteira-brava, chicoteiam com violência o fluido mórbido e ardente que sustenta o eczema ou cobreiro, desintegrando-o pelos seus impactos magnéticos.
É óbvio que, depois de extinto o terreno mórbido fluídico, que alimenta os germens infecciosos, estes desaparecem por falta de nutrição apropriada. Aliás, é tradição dos benzedores mandarem os pacientes enterrar o galho da pimenteira que eles usaram nos benzimentos, assegurando que o cobreiro ou o eczema desaparecerá assim que o dito galho secar. Embora essa providência pareça ridícula ou fruto de qualquer superstição tola, trata-se de um processo eficiente de magia oculta, em que a contraparte etérica do galho da pimenteira usado no benzimento ainda continua ligada à aura etérica do eczema ou cobreiro, arremessando-lhes fluidos dispersivos que atacam a sua base morbígena. O galho da pimenteira-brava, à semelhança de um "fio-terra", depois do benzimento, continua a precipitar para a intimidade do solo terráqueo os fluidos tóxicos que alimentam esse tipo de doença eruptiva.

PERGUNTA: - Podeis dar-nos algum exemplo a respeito da predisposição ou imunização do homem quanto aos fenômenos ocultos, responsáveis pelas infecções eczemáticas e que, conforme dizeis, a sua causa reside na matriz ou duplo etérico do paciente?
 
RAMATÍS: - Efetivamente, há criaturas que são propensas às infecções da pele; enquanto outras são refratárias às mesmas. E algumas - embora sejam casos raros - são quase imunes a todo gênero de tais infecções, mesmo até às que resultam de picadas de bichos, insetos ou répteis venenosos. A disparidade do fenômeno, em seus efeitos, tem sua causa ou origem no padrão psíquico das criaturas. Em tais condições, as pessoas muito coléricas, irascíveis, de temperamento exaltado, que vivem sobrecarregadas de fluidos agressivos produzidos pelos seus estados emotivos e violentos, são mais dispostas à infecção dos venenos injetados pelos insetos e répteis; e também ao contágio das moléstias, cujos vírus se afinam com o tipo de toxinas psíquicas de maior carga residual no seu corpo. No entanto, os homens pacíficos, mansos de coração, humildes e resignados, refratários às emoções da violência ou da injúria, são naturalmente mais resguardados ou imunes às afecções cutâneas de caráter rebelde.
Aliás, a respeito da predisposição às infecções da pele, há um fenômeno (no setor vegetal) de efeitos alérgicos singulares. É o seguinte: - Existe uma árvore conhecida pelo nome de "pau-de-bugre", (10) a qual, devido às irradiações magnéticas, deletérias e inflamáveis emanadas do seu "éter físico", causa afecções edemáticas em certas criaturas quando passam debaixo dela. A infecção que ela produz tem sido confundida com o "edema de Quink", doença resultante da ingestão de amendoim, pinhão, chocolate e outros afrodisíacos ofensivos às pessoas alérgicas. Mas a terapêutica de dessensibilização muito usada pelos médicos, no caso do "edema de Quink", principalmente à base de gluconato de cálcio injetável, é de completo insucesso para solucionar a alergia provocada pelo estranho vegetal "pau-de-bugre", em que a pessoa contamina-se ao passar sob sua aura magnética, embora sem tocá-lo.

segunda-feira, 16 de março de 2015

O Duplo Etérico - O Nascimento



O Nascimento



Poderemos agora abordar proveitosamente o estudo do duplo etérico, em relação com o nascimento e a morte do corpo físico.

Quem tenha estudado o mecanismo da reencarnação, sabe que, no caso do corpo etérico, intervém um fator que não atua no caso dos corpos astral e mental. O duplo etérico destinado ao Ego reencarnante é antecipadamente construído por um elemental, que é a forma-pensamento conjunta dos Quatro Devarajas, cada um dos quais governa um dos quatro subplanos etéricos da matéria física. A principal tarefa deste elemental construtor é preparar o molde etérico no qual se formarão as partículas físicas do novo corpo a nascer.

A forma e a cor deste elemental variam nas diferentes fases. Na primeira, ele exprime a forma e

a dimensão do corpo que deve construir. Ao ver esta espécie de pequeno boneco no princípio, ao redor e depois no interior do corpo da mãe, os clarividentes tomaram-no, algumas vezes, erradamente, pela alma da criança; na realidade é o molde de seu futuro corpo físico. Quando o feto encheu completamente o molde e está pronto para nascer, começa o desenvolvimento da forma na nova fase, apresentando as dimensões, o tipo e as condições do corpo, tal como será no momento em que o elemental o deixará, depois de terminada a sua tarefa. Após a partida do elemental, todo o crescimento ulterior do corpo estará a cargo do próprio EGO.

Em ambos os casos o próprio elemental serve de molde. Suas cores representam, em grande parte, as qualidades requeridas no corpo a construir, e sua própria forma é também, em geral, a destinada ao corpo. Ao terminar o seu trabalho, cessa a energia que mantinha a coesão de suas moléculas, e o elemental desagrega-se.

sexta-feira, 13 de março de 2015

Ramatís elucida sobre os sonhos coloridos e em preto e branco.


À noite, quando o espírito abandona o seu corpo adormecido e contempla diretamente as paisagens ou os acontecimentos que se sucedem no mundo astral, a sua percepção psíquica o capacita a fixá-los nas suas cores correspondentes, mas isso não ocorre quando se trata de sonhos produzidos pela emersão da memória astral das vidas passadas ou mesmo das lembranças cotidianas, cujas imagens, então, se apresentam em
preto-branco, mesmo porque são mais comuns as evocações pretéritas e as influências da vida carnal cotidiana quando o espírito se ausenta do corpo físico adormecido.Uma grande parte dos sonhos é apenas conseqüente dos desejos e impulsos instintivos da criatura, que emergem à noite, impulsionados pela própria luta interior que a alma sustenta entre o senso crítico do inconsciente e do consciente. Neste caso, o sonho é quase que só a revivescência dos próprios conflitos da vida física, que se transformam em imagens atropeladas pelas emersões e recalques mentais, e não qualquer visão ou participação direta do espírito no mundo astral. Quando os sonhos são coloridos e acompanhados de impressões vigorosas, nitidamente recordadas ao despertar, em verdade não se trata de sonhos fantasiados, mas de acontecimentos reais que foram vividos pela alma durante a sua saída astral. Por isso, embora fatos ocorridos durante uma vivência íntima fora do corpo físico, deixam a sensação perfeita de coisas objetivas, que são gravadas definitivamente pela alma encarnada. Em sua maior parte, os sonhos coloridos são frutos dessa observação direta da própria alma nos seus fugazes momentos de liberdade astral, pois quando se trata apenas de flutuações do subconsciente ou de reminiscências da vida cotidiana, à noite, se transformam em imagens branco-pretas.
Os sonhos descoloridos não passam, pois, de emersões dos conflitos emotivos ou dos desejos represados pela alma encarnada no estado de vigília, pois quando a consciência comum da matéria adormece, dominam então os dramas, as aventuras e os recalques ou acontecimentos interiores, que se projetam como ecos de angústias e aflições mentais. No entanto, quando se trata de fatos percebidos diretamente no turbilhão incessante das cores do mundo astral, eles ficam gravados na consciência física como lembranças agradáveis, que o espírito conserva com clareza até o despertar, como seqüências reais vividas fora do corpo carnal.