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domingo, 4 de março de 2018

POR QUE NÃO SOU FELIZ NO CASAMENTO?



A infelicidade conjugal é um problema que assola a humanidade. São tantos os pormenores desagradáveis e as dificuldades de relacionar-se com o outro, sem contar a negação da realidade de como o outro realmente é, e de como queremos vê-lo.
As experiências a que estamos sujeitos no campo das relações humanas assim como no campo do amor, do sexo e das emoções, trazem-nos novos desafios e conquistas, mas só quando dispomo-nos a nos conhecer é que passamos a entender e aceitar nosso semelhante com suas fragilidades e limitações.
Esse é um tema desafiador, mas proposto com simplicidade, de forma despretensiosa dentro das limitações de entendimento de cada um de nós e, principalmente, da autora.
A proposta é deixar o julgamento do OUTRO de lado e olharmos para nós mesmos...

terça-feira, 18 de julho de 2017

QUEM NÃO VÊ O VALOR DOS OUTROS NÃO O RECONHECE EM SI MESMO.





O tema é espinhoso e deve ser entendido como uma forma de convidar o leitor amigo, à reflexão honesta e desprovida de julgamentos negativos.

É muito comum o choque de opiniões, as dificuldades de convívio entre familiares e colegas de trabalho, justamente por causa do orgulho nauseabundo que só adoece, assim como a teimosia e a arrogância que é sui generis e fazem estragos em nossa vida de espíritos ainda infantis.

Não reconhecer o valor alheio implica em não o reconhecer em si mesmo. Temos como parâmetro nós mesmos e sempre enxergamos a vida do nosso ponto de vista e não do ponto de vista alheio, isto é fato. Se não vemos beleza na vida, não a vemos dentro nós. Se não compreendemos o nosso parceiro de caminhada evolutiva com suas ideias próprias, significa que somos muito duros  para conosco, que há uma cobrança excessiva e desequilibrada para com nós mesmos.

terça-feira, 18 de março de 2014

O Egoísmo




O egoísmo é irmão do orgulho e procede das mesmas causas. É uma das mais  terríveis enfermidades da alma, o maior obstáculo ao melhoramento social. Por si  só ele neutraliza e torna estéreis quase todos os esforços que o homem faz para  atingir o bem. Por isso, a preocupação constante de todos os amigos do progresso,  de todos os servidores da justiça deve ser a de combatê-lo.
O egoísmo é a persistência em nós desse individualismo feroz que caracteriza  o animal, como vestígio do estado de inferioridade pelo qual todos já passamos.  Mas, antes de tudo, o homem é um ser social. Está destinado a viver com os seus semelhantes; nada pode fazer sem o concurso destes. Abandonado a si mesmo,  ficaria impotente para satisfazer suas necessidades, para desenvolver suas  qualidades.
Depois de Deus, é à sociedade que ele deve todos os benefícios da existência,  todos os proventos da civilização. De tudo aproveita, mas precisamente esse  gozo, essa participação dos frutos da obra comum lhe impõe também o dever de  cooperar nela. Estreita solidariedade liga-o a esta sociedade, como parte  integrante e mutuante. Permanecer inativo, improdutivo, inútil, quando todos  trabalham, seria ultraje à lei moral e quase um roubo; seria o mesmo que lucrar  com o trabalho alheio ou recusar restituir um empréstimo que se tomou.
Como parte integrante da sociedade, o que o atingir também atinge a todos. É  por essa compreensão dos laços sociais, da lei de solidariedade que se mede o  egoísmo que está em nós. Aquele que souber viver em seus semelhantes e por  seus semelhantes não temerá os ataques do egoísmo. Nada fará sem primeiro  saber se aquilo que produz é bom ou mau para os que o rodeiam, sem indagar,  com antecedência, se os seus atos são prejudiciais ou proveitosos à sociedade que  integra. Se parecerem vantajosos para si só e prejudiciais para os outros, sabe que  em realidade eles são maus para todos e por isso se abstém escrupulosamente.
A avareza é uma das mais repugnantes formas do egoísmo, pois demonstra a  baixeza da alma que, monopolizando as riquezas necessárias ao bem comum,  nem mesmo sabe delas aproveitar-se. O avarento, pelo seu amor ao ouro, pelo seu  ardente desejo de adquirir, empobrece os semelhantes e torna-se também  indigente; pois, ainda maior que essa prosperidade aparente, acumulada sem  vantagem para pessoa alguma, é a pobreza que lhe fica, por ser tão lastimável  como a do maior dos desgraçados e merecer a reprovação de todos.
Nenhum sentimento elevado, coisa alguma do que constitui a nobreza da  criatura pode germinar na alma de um avarento. A inveja e a cupidez que o  atormentam sentenciam-lhe uma existência penosa, um futuro mais miserável  ainda. Nada lhe iguala o desespero, quando vê, de além-túmulo, seus tesouros  serem repartidos ou dispersados. Vós que procurais a paz do coração, fugi desse mal repugnante e desprezível.