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quarta-feira, 11 de novembro de 2015

ENFERMO INTELIGENTE





O enfermo no leito se encontra como onerado perante todos, abatido diante da vida. Parece um devedor sem remissão. É, pois, o instante de reagir, como doente inteligente, aceitando os fatos, sem que esses fatos o tornem um covarde. 
Amigo enfermo, colocai-vos na posição de defesa, mas aquela que não entristece, que não reclama, que não revolta, que não inveja. É a luta interna na vossa mente, renovando conceitos na base das recomendações do Cristo de Deus. Se vos sentirdes aniquilado, compactuareis com as forças dessa natureza. Se a angústia vos ronda o coração e cederdes a essa opressão, estareis vos colocando ao lado do desânimo. Se os problemas morais invadem o vosso convívio, ateando fogo em vossos sentimentos, lembrai-vos de que o perdão e o amor saio as melhores defesas, como água divina que apaga todas as investidas inferiores, na qualidade de combustível em chama.

terça-feira, 25 de agosto de 2015

AÇÃO DA PRECE. TRANSMISSÃO DO PENSAMENTO



9. A prece é uma invocação, mediante a qual o homem entra, pelo
pensamento, em comunicação com o ser a quem se dirige. Pode ter por objeto um pedido, um agradecimento, ou uma glorificação. Podemos orar por nós mesmos ou por outrem, pelos vivos ou pelos mortos. As preces feitas a Deus escutam-nas os Espíritos incumbidos da execução de suas vontades; as que se dirigem aos bons Espíritos são reportadas a Deus. Quando alguém ora a outros seres que não a Deus, fá-lo recorrendo a intermediários, a intercessores, porquanto nada sucede sem a vontade de Deus. 
10. O Espiritismo torna compreensível a ação da prece, explicando o modo de transmissão do pensamento, quer no caso em que o ser a quem oramos acuda ao nosso apelo, quer no em que apenas lhe chegue o nosso pensamento. Para apreendermos o que ocorre em tal circunstância, precisamos conceber mergulhados no fluido universal, que ocupa o espaço, todos os seres, encarnados e desencarnados, tal qual nos achamos, neste mundo, dentro da atmosfera.
Esse fluido recebe da vontade uma impulsão; ele é o veículo do pensamento, como o ar o é do som, com a diferença de que as vibrações do ar são circunscritas, ao passo que as do fluido universal se estendem ao infinito. Dirigido, pois, o pensamento para um ser qualquer, na Terra ou no espaço, de encarnado para desencarnado, ou vice-versa, uma corrente fluídica se estabelece entre um e outro, transmitindo de um ao outro o pensamento, como o ar transmite o som.
A energia da corrente guarda proporção com a do pensamento e da vontade. É assim que os Espíritos ouvem a prece que lhes é dirigida, qualquer que seja o lugar onde se encontrem; é assim que os Espíritos se comunicam entre si, que nos transmitem suas inspirações, que relações se estabelecem a distância entre encarnados.

terça-feira, 29 de julho de 2014

SABER CRER



Crer não é apenas aceitar. É conhecer, é discernir o melhor. conquanto os sentimentos do amor também façam parte nas escolhas. O espirito é um mundo de anseios, e só gradativamente vamos conquistando as realidades compatíveis com a nossa própria estrutura espiritual.
A fé é um património sagrado que herdamos da vida. É uma lei universal configurada no livro de Deus, da verdade constituída, de onde promanam a esperança e a alegria. Se aceitamos a fé que pode encarar frente a frente a razão, não poderemos deixar de aceitar a fé que desconhece outros ângulos, pois toda fé é útil na escala a que pertence.
Se uma religião combate o tipo de fé de outra, é por não estar segura da sua. Se uma pessoa julga seu semelhante, por não comungar consigo nas mesmas lides espiritualistas, é por duvidar do caminho por onde transita. Todos os processos são bons, onde eles se afiguram.
Saber crer é a razão na sua mais alta classificação de valores.
Apesar disso, é necessário que haja maturidade na alma. Cada espírito encarnado ou desencarnado vive em uma faixa diferente, e o que pode ser bom para um pode não ser para o outro. Vejamos as diferenças de um chofer comum, de automóvel, na Terra, para um astronauta em uma cabine espacial. As exigências, de um diferem das necessidades do outro, por trabalharem em planos completamente diferentes.
Assim, onde quer que estejamos, a inteligência nos adverte que é mais proveitoso saber crer, para um rendimento maior. O esforço é de cada individualidade, no certame do aprimoramento. Quem labora para melhor está em oração, sem, em muitos casos, o perceber. No entanto, a ajuda de Deus não se faz esperar. Atinge o coração de boa vontade, por todos os meios disponíveis.
A persistência no bem é proporcionada pela fé. Se achais que não a possuís, procurai-a, que deve estar escondida nas veredas dos sentimentos, em forma de planta mirrada ou semente minúscula, e cuidai dela, com os cuidados com que cuidaríeis do mais precioso escrínio da vida, pois ela é vida, ela é filha do amor, ela é Deus palpitando em nós como Sol dos sóis.
A dúvida é a negação da fé. Cria no coração um vácuo turbulento de proporções indescritíveis, que nos atormenta até que a certeza dos nossos ideais nos proporcione o ambiente de paz imperturbável. Ninguém vive sem fé. Ela se divide até o infinito. Se quereis saber o valor da fé, aumentai a capacidade de confiança de que estais respirando um magnetismo puro, oriundo de fontes espirituais elevadas, e sentir-vos-eis imediatamente envolvidos por um bem-estar indizível. É a fé, que transportou todas as montanhas de divisões do amor com o ódio, abrindo canais para que os céus adentrem pela Terra, restabelecendo todas as coisas.
Se quereis saber o poder da fé, confiai no amor de Deus para com seus filhos, e pensai firmemente que estais servindo de instrumento, pelo qual as bênçãos do Senhor podem atingir o enfermo que desejais. E logo vereis a cura ou o alívio da pessoa que pretendeis auxiliar.

terça-feira, 12 de novembro de 2013

O CONSULENTE NA UMBANDA


A umbanda não exige de seus simpatizantes que eles mudem sua religião para serem aceitos ou atendidos, não cobra, não impõe e não agride consciências, mas sabemos que dentro de cada religião, principalmente da umbanda, existem os maus adeptos que distorcem e conspurcam os ensinamentos divinos, gerando confusão nas mentes ainda ignorantes.
Entendemos que ao longo de décadas os simpatizantes da umbanda foram mudando pouco a pouco o seu perfil, antes eram os mais pobrezinhos e com o tempo, pessoas de todos os níveis sociais foram se achegando, levando suas mazelas particulares para o pretinho (a) velho (a) amigo (a), ajudar a resolver, entoando a amorosa saudação:
ê, ê! Sarve nosso sinhô zezuis cristo, mizi fio!
 Acreditamos que por justamente a Umbanda não exigir de seus adeptos fidelidade (e estamos totalmente de acordo com isso) o que ao nosso ver é certo, as pessoas por anos a fio frequentaram os centros umbandistas sem ao menos se preocuparem em conhecer este universo, entrando e saindo por anos a fio, como meros visitantes, despreocupados com a necessidade íntima de reformarem-se moralmente, ou seja, muitos deixaram para os pretos velhos e para os caboclos, entre outros irmãos do Alto, a função de higienizadores morais, isto é, vão até os centros ou casas espiritualistas achando que a entidade espiritual virá com uma fórmula mágica para fazer desaparecer os nossos problemas, sem que precisemos espancar nossa índole má, para nos transformarmos em espíritos melhores!

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Quais são as vossas intenções ao acenderdes uma vela?




Pergunta - Se não acendermos uma vela, na hora de fazermos uma oferenda ou no altar – congá – na abertura de uma sessão de caridade – gira –, os trabalhos ficarão comprometidos? Corremos algum risco?

Deveis refletir que a luz cósmica, não focalizada – o “C” da conhecida fórmula de Einstein – é a base e, por assim dizer, a matéria-prima de todas as coisas do mundo material e astral. Os elementos da química, desde os mais simples até o mais complexo, são filhos da luz invisível, a qual, quando condensada em diversos graus, produz os elementos, e destes são feitos todas as coisas do mundo.


Quer dizer que, nos planos físico e rarefeitos, a luz é a causa e a origem de todas as matérias e forças do universo. Ora, o que a luz é no plano físico, isto é Deus na ordem metafísica ou espiritual do Cosmos. A luz física é o grande condensador desse foco irradiante metafísico. Álias, profundo conhecedor das verdades cósmicas, o divino Mestre afirma que ele é a Luz do mundo, e que também seus discípulos são esta luz. Assim como a essência do Pai está nele e em vós, assim a tarefa precípua do homem no sentido de sua espiritualização consiste em que ele faça a sua limitada existência humana tão luminosa como a sua infinita essência divina. Fazer a chama imanente de cada cidadão ser um foco de luz incandescente requer tirar a fuligem do candeeiro da alma, movendo a mente do egoísmo e das trevas inferiores e fixando a consciência nos valores clareadores do evangelho de Jesus.

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Ué... Cadê o fim do mundo? Não teve?






Fred, depois de ter gastado cerca de vinte e seis mil reais com a reforma de um porão que foi transformado em esconderijo subterrâneo, ao termina-lo, no mês de dezembro preparou-se para o dia 21/12/2012, mas ficou frustrado.
Em Janeiro de 2012, vendeu o carro com emplacamento do ano e a moto do filho mais velho. Pediu demissão do trabalho, pois precisava dedicar-se nos últimos meses exclusivamente aos preparativos para o fim do mundo.
Pintou o porão, equipou-o com televisão, computador, uma mini farmácia, estocou alimentos para três meses e comprou roupas especiais para o caso de frio intenso (nevasca)...
Estressou a mulher ao ponto dela entrar em depressão. Para falar a verdade ele “colocou pilha” mesmo, com força! A pobrezinha acabou concordando com as loucuras dele para não ficar mal com o marido... E os filhos? Três! Dois em fase adolescente e um já adulto, nossa! Que mico! A gurizada não tinha outra alternativa a não ser divertirem-se muito com tudo aquilo (com as trapalhadas do pai), mas as
escondidas, pois Fred ficava irritado com piadinhas.
No dia vinte de dezembro de 2012, às quatro da madrugada, o moço acordou e obrigou os familiares a descerem para o compartimento (ex- porão) para esperar o mundo acabar. Não deixou que nenhum deles reclamasse ou o desobedecesse, até o filho mais velho (maior de vinte e um anos) foi obrigado a descer, filho é filho!
Cabelos desarrumados, olhos esbugalhados, pijamas amarrotados, cobertores nos ombros, pés descalços e reclamações entre a família de Frederico, mas todos desceram.
Para piorar a situação do incauto, na cidade onde morava o tempo fechou, estava muito quente e no fim da tarde uma tempestade de verão tomou conta de tudo, de uma janela basculante que ficava no alto da parede, ele observava a tudo, de-ses-pe-ra-do! A coisa foi tão feia que até os familiares por um minutinho apenas, chegaram a cogitar a possibilidade de, naquele momento, o mundo estar se acabando (influenciados). Mas não disseram que se acabaria em fogo? Perguntava o filho do meio, do casal.
Raios e trovões faziam sua participação especial, assombrando mais ainda aquele homem. De repente, da janela basculante começou a escorrer filetes de água, para quê? Fred ficou alucinado, gritava para a esposa enquanto segurava a cabeça com as mãos: “é o fim de tudo mulher, salve-se quem puder!!! Meu Deus!!!