Existem pessoas que quando ouvem falar em preto
velho e caboclo torcem o nariz, ouvir falar de exu então…
A primeira vista o que percebemos é o preconceito
que em muitos casos é o que vigora forte nas mentes dos incautos, está
relacionado a falta de informação e ao pouco respeito que muitos têm pelos
negros, índios e mestiços. Como se só os espíritos que se apresentam em trajes
elegantes, com a cútis clara, os olhos azuis e os cabelos lisos, tivessem o
direito de falar aos encarnados. Mas não podemos generalizar, pois nós mesmos
um dia estivemos do lado dos que torciam o nariz para os irmãos do Alto e tudo
começou na nossa infância...
Fui criada dentro de uma família kardecista, eram
vegetarianos, daqueles que não comiam nem peixe, vivi este tempo com minha avó
paterna e depois fui morar em definitivo com minha mãe. Já afastada da família
paterna, passei a ter contato a partir da minha adolescência com pequenos
centros de “umbanda”, recebia as cachimbadas dos pais velhos e seus conselhos e
adorava tudo aquilo, mas quando fiquei mocinha passei a ver médiuns que
“incorporavam” “exus”, babavam, caiam pelo chão e xingavam a mãe de quase todo
mundo!
Infelizmente até então nunca havia adentrado num
local onde se praticasse a umbanda com a verdade, com respeito e com amor. Matavam
os animais, bebiam seu sangue… Ouvia falar coisas terríveis a respeito do
espiritismo e acreditava em tudo, pois não tinha ainda orientação adequada.
