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quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

CARGA ERÓTICA




Dois sistemas se defrontam: o dos ascetas, que tem por base o aniquilamento do corpo, e o dos materialistas, que se baseia no rebaixamento da alma. Duas violências quase tão insensatas uma quanto a outra. Ao lado desses dois grandes partidos, formiga a numerosa tribo dos indiferentes que, sem convicção e sem paixão, são mornos no amar e econômicos no gozar. Onde, então, a sabedoria? Onde, então, a ciência de viver?
Em parte alguma; e o grande problema ficaria sem solução, se o Espiritismo não viesse em auxílio dos pesquisadores, demonstrando-lhes as relações que existem entre o corpo e a alma e dizendo-lhes que, por serem necessários uma ao outro, importa cuidar de ambos. Amai, pois, a vossa alma, porém, cuidai igualmente do vosso corpo, instrumento daquela. Desatender às necessidades que a própria Natureza indica, é desatender a lei de Deus. Não castigueis o corpo pelas faltas que o vosso livre arbítrio o induziu a cometer e pelas quais é ele tão responsável quanto o cavalo, mal dirigido, pelos acidentes que causa.
Sereis, porventura, mais perfeitos se, martirizando o corpo, não vos tornardes menos egoístas, nem menos orgulhosos e mais caritativos para com o vosso próximo?
Não, a perfeição não está nisso, está toda nas formas por que fizerdes passar o vosso Espírito. Dobrai-o, submetei-o, humilhai-o, mortificai-o: esse o meio de o tornardes dócil à vontade de Deus e o único de alcançardes a perfeição.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

MAZELAS MORAIS





"Morremos e nascemos muitas vezes trazendo conosco a “marca digital” em nossa alma, que traça nossa personalidade por séculos. E o tempo, “medicamento” eficaz que cura as nossas mazelas morais, age como poderosa ferramenta em mão de Escultor hábil que vai retirando arestas e dando forma ao espírito, até que um dia, já exausto das trevas interiores, ele busca a luz do conhecimento e, pouco a pouco, livra-se das sombras que jazem petrificadas em sua alma."




Desde o início dos tempos a humanidade sempre foi prisioneira das próprias paixões provenientes dos vícios morais e dos desregramentos de toda ordem, que são inerentes ao ser humano.
Em todos os tempos houve guerra por algum ideal egoísta e desumano. Trucidamos, exterminamos, pilhamos e assassinamos nossos semelhantes, deixando marcas indeléveis e marcando nossos personagens pela história do planeta.
Morremos e nascemos muitas vezes trazendo conosco a “marca digital” em nossa alma, que traça nossa personalidade por séculos. E o tempo, “medicamento” eficaz que cura as nossas mazelas morais, age como poderosa ferramenta em mão de Escultor hábil que vai retirando arestas e dando forma ao espírito, até que um dia, já exausto das trevas interiores, ele busca a luz do conhecimento e, pouco a pouco, livra-se das sombras que jazem petrificadas em sua alma.
Hoje em dia o que vemos em todo o mundo, sem medo de pecar nessa afirmação, são pessoas descontroladas, irascíveis e indisciplinadíssimas.
Espalham o pânico e a indignação por onde passam, com suas atitudes antissociais, desumanas e egoístas.
Infiltram-se nas multidões, mascaram-se e destroem o que veem pela frente, numa atitude lastimável e incompreensível.