Fátima
era médium de uma casa umbandista, servia lá desde muito tempo. Era a menina
dos olhos dos irmãos medianeiros, a mais carismática e alegre, mas a verdade
era que naqueles tempos, a moça não estava se gostando muito, vivia calada e
entristecida.
No
lar enfrentava um turbilhão de problemas, era o filho adolescente que não
queria obedecer, o marido cheio de dificuldades no trabalho, a casa precisando de
uma reforma e para variar, ela havia ficado desempregada... Mas poderia ficar
pior! As suas vizinhas insinuavam-se para seu esposo... E ele gostava.
Namoro
ela nem mais sabia o que era, na verdade retraiu-se demais e negou a si e ao
próprio companheiro e o direito de curtirem-se como um casal, aí já viram né?
Quando
o moço demonstrava que estava carente de seus beijos, ela se esquivava dizendo
que estava cansada e para piorar ela não o deixava ver o seu corpo por causa da
vergonha que sentia e isto sempre era o motivo dos desentendimentos entre eles.
Ele foi aos poucos distanciando-se dela e quando Fátima reclamava ele a
culpava.
Nossa
irmã realmente tinha certa responsabilidade, os problemas do cotidiano deixaram
aquela doce mulher, desanimada. Acabou permitindo que a vida agitada e difícil
minasse suas vontades e aí, descuidou-se de si mesma em demasia.
