segunda-feira, 18 de maio de 2015

"Enfermidade cármica resultante de fluído mórbido, proveniente de atos negativos do espírito encarnado"





Quando esse fluido enfermiço, produto dos maus pensamentos, das más palavras e dos atos físicos de prejuízo ao próximo, desagrega-se do períspirito imortal, atraído pelo magnetismo do corpo físico, então afeta o campo celular do homem, reduz a taxa de prana, diminui a oxigenação e aumenta o carbono, lesando o núcleo das células. Tratando-se de um procedimento cármico contra o princípio positivo e criativo da própria vida, do qual resultam impactos de cargas fluídicas negativas, que diminuem a assimilação prânica, então, se produz a conhecida anomalia cancerígena, o temido câncer, que tanto mais se alastra quanto a humanidade se atira famélica à pilhagem, ao prejuízo e à maldosa competição humana.
No desespero de sobrevivência, as células do organismo humano entram num processo aflitivo de multiplicação desenfreada, a fim de aproveitar o oxigênio deficiente, uma vez que a redução de prana e a queda de voltagem etereofísica extinguelhes o "sopro da vida". Então, numa verdadeira atividade delirante em busca da vida, a finalidade de sua existência, elas se reproduzem, agrupam-se, desarmonicamente, e, depois, com a falta de nutrição adequada, extinguem-se exaustas na luta inglória pela sobrevivência.
Os médicos, no louvável esforço de debelar o câncer, após exaustivas pesquisas, têm aventado várias hipóteses e possíveis identificações da causa, atribuindo a responsabilidade mórbida a vírus, enzimas, alteração metabólica, corrosividade química, fumo e outras origens enfermiças. Mas essas causas, malgrado certos êxitos de laboratório, são desencadeantes ou derivadas do câncer, cuja origem real é o fluido enfermiço e negativo, que desce do perispírito para o corpo físico.
Daí o motivo por que a ciência terrena, todos os anos, presume descobrir vacinas, células vivas, minerais absorventes, seivas de vegetais, ácidos, disciplinas nutritivas, bloqueios cirúrgicos, aplicação de cobalto e outros recursos da física nuclear, que semeiam a esperança nos cancerosos, mas em breve tudo volta à estaca zero. Afora os casos em que a toxicose perispiritual já se encontra em vias de se esgotar, diminuindo a drenagem  enfermiça, e que ocorrem algumas curas cirúrgicas, terapêuticas e mesmo surpreendentes, em nada se alteram as estatísticas alarmantes. O câncer, de um modo geral, ainda continua enigmático. Aliás, assim como os micróbios só proliferam depois que surge o clima nutritivo propício à sua progênie, os diversos elementos químicos, orgânicos, enzimáticos ou viróticos encontrados como excrescências ou base das formações cancerígenas, são apenas efeitos secundários lesivos, e jamais a origem mórbida fundamental e autêntica do câncer.

quarta-feira, 13 de maio de 2015

ANJOS REBELDES - I





Uma doce claridade banhava a formosa e terna paisagem imersa numa cor de suave rosa-lilás mesclado de alguns revérberos argênteos. A clareira atapetada pela grama suave verde era cercada de pequenos bosques de arbustos anões, mas recamados de flores na forma de campainha, de um matiz azul turqueza e veludoso, decorado pelos estames de um branco lirial na corola, que exalavam o agradável perfume do jasmim terreno. Inúmeros bancos recortavam-se caprichosamente na própria vegetação de um verde-escuro, cujas folhas miúdas lembravam sensitivas esmaltadas de estrias esbranquiçadas. O conjunto formava delicado anfiteatro a convergir para um estrado de substância translúcida de cor topázio. Sobre o mesmo havia uma espécie de mesa, num belo matiz salmão, com um jarro de líquido esmeraldino e ladeado por uma poltrona.
Ao fundo desse panorama do astral superior, percebia-se a moldura cinza lilás das colinas sobressaindo-se à luz cambiante irradiada pelo Sol. A direita, pequenino lago de água prateada e marchetada pela irradiação das flôres, recortava-se na forma de delicado coração emoldurado pelo cinturão de papoulas vermelhas a cintilarem como fogaréu vivo. Algumas árvores de fôlhas sedosas e finas, num matiz verde palha lembrando aos chorões terrenos, pendiam a vasta cabeleira sobre o lago. A esquerda, o solo descia em brando declive, pejado de arbustos pequeninos e carregados de flores miúdas, cujo miolo encarnado brilhava à semelhança de rubis vivos entre as pétalas rosadas.
Cariciosa melodia, em doce cavatina, esvoaçava sare a paisagem sublime e agradável, provinda de violinos e violoncelos invisíveis tocados por mãos angélicas e sob o contra-canto de vozes infantis, que fortaleciam a venturosa paz dê espírito.
A doce harmonia ainda vibrava no ar, quando se ouviu vozes aproximando-se acompanhadas de alguns risos e exclamações. No cenário maravilhoso, junto ao lago e anfiteatro de bancos recortados na própria vegetação sedosa verdejante, surgiram doze espíritos nimbados de luzes coloridas. A seguir rodearam um velhinho de cabelos esbranquiçados, compridos e' cortados à nazarena, a barba curta e repartida ao meio. As feições rosadas davam-lhe o aspecto de uma figura de porcelana translúcida. Vestia uma túnica alva até os pés, cuja barra larga era bordada de relevos em azul índigo, lembrando as volutas e os rendilhados das roupas assírias. Ele calçava sandálias franciscanas, mas pretas e bordadas com fios dourados. Apesar da figura idosa era lépido e seguro nos movimentos. Os olhos eram vivos e claros, como duas esmeraldas líquidas à sombra dos supercílios nevados.
Ele se distinguia dos demais espíritos pela intensidade de luz e dos reflexos de cores semelhantes ao arco-íris a refulgir-lhe até a altura do peito, esbatendo-se, depois, num amarelo dourado em torno da cabeça venerável As próprias mãos despendiam eflúvios safirinos e lilases, colorindo um comprido rolo que ele segurava, muito semelhante aos papiros egípcios.
Quando todos os presentes se acomodaram nos bancos verdejantes, o venerável ancião iniciou a palestra: (1)
— Eis as recomendações que enderecei à Terra, ao grupo espírita mediúnico "Os Nazarenos", a fim de se esclarecer, em definitivo, a questão do espírito só "ganhar luz" à medida que evolui. A luz é inata a todo ser e não provém de qualquer condição graduativa posterior e conquista pessoal extemporânea.
--- Já era tempo! — redarguiu outro espírito, um belo jovem envergando rico peplo côr de âmbar, cujos cabelos negros, e sedosos eram atados por um laço a "la grega".
--h Não ignoramos que ainda são poucos os terrícolas realmente interessados no conhecimento sensato e lógico da imortalidade. Os estudiosos ligados às nossas colônias siderais, em serviço de esclarecimento na Crosta, queixam-se da hipnose dos próprios espíritas, bastante escravos das paixões transitórias do reino animal.

terça-feira, 5 de maio de 2015

LIBERTAÇÃO

A alforria da alma depende do próprio ser. do tempo, e de Deus. Compreendendo que estamos vinculados, desde o princípio por leis irremovíveis, quase nada poderemos fazer por nós próprios^ Porém, é de ordem comum que façamos os nossos deveres perante o tempo, a consciência e o Pai Celestial.
Parece, à primeira vista, de difícil compreensão, mas não o é desde que tenhamos alguns princípios dos conhecimentos reguladores da própria vida. A libertação se empenha na exuberância das qualidades evangélicas, para que se possa usar as multiplicidades dos seus dons. A liberdade é posição grandiosa na existência de cada um Destarte, a lei nos pede responsabilidade. Sem ela, a ordem torna-se utopia. Quanto mais nos envolvemos na ignorância, mais nos tornamos escravos das forças inferiores. Liberados, passamos a ser dirigidos pela luz do Bem, como servos do amor.
Nunca ficaremos livres da influência da causa primária de todas as coisas e isso é para o nosso próprio bem. Somos libertos pelas leis menores, que obedecem ás leis maiores, dirigidas e sustentadas pelo Grande Arquiteto do Universo. Somos vassalos de Deus Sua criação e filhos eternos, dentro da eternidade da vida. O melhor para nós outros é a perfeita obediência. Ser-nos-á dado muito com esse procedimento, quando não é acrescentado mais a favor das nossas necessidades.
A razão nos traz muitos problemas para que possamos despertar algumas qualidades em sono profundo na consciência ou super-consciência. O raciocínio levanta a fronte da alma, olha os céus e as estrelas e quer dominá-los, quer ser o senhor e avança em todas as direções do saber. Não obstante, esquece que está sendo dirigido também pela Inteligência Maior, nas sutilezas do silêncio. É por ordem do progresso que amamos a libertação. Não somente nós, mas a própria natureza em profusão, os peixes, os animais, as aves e mesmo o vegetal, visto que guardamos a semente no seio escuro da terra, prisioneira do solo, e ela quebra as grades das junções de argila e se liberta no panorama divino, vendo o sol e sentindo o ar puro. No entanto, por leis maiores, continua presa à terra para o seu próprio bem. Quando se desliga, morre.

EXUS - AGENTES DA JUSTIÇA DIVINA NA UMBANDA



sábado, 2 de maio de 2015

O Doutor “Cura tudo”!





Mais uma vez, desejamos informar sem a pretensão de julgar ou criticar nossos semelhantes, mesmo porque somos ainda tão imperfeitos, que devemos nos colocar em posição de quem quer aprender e se corrigir para evoluir!

O título do texto que segue, sugere reflexão e auto observação, principalmente quando estamos médiuns. 
A Apometria veio como valiosa ferramenta para transportar- nos para um novo ciclo, uma nova fase onde o estudo e o comprometimento responsável permite nos auxiliar mais e mais nossos irmãos. Infelizmente em alguns casos (grande maioria) encontramos os doutores que “curam tudo”... Quem seriam eles?
São antigos adeptos da magia negra (vidas passadas), mas que em tempos atuais, já em nova roupagem física, utilizam-se da apometria entre outros conhecimentos para exaltar ainda mais sua vaidade e pseudo sabedoria.
O doutor “cura tudo” é ao nosso ver o incauto disfarçado de sábio, que dispondo de pouca sabedoria, mas de muito conhecimento comete erros grosseiros e transgride a Leis de Deus, em nome de uma falsa caridade. Alegam “saber” o que fazem, tratando de encarnados e desencarnados sem prévia autorização. Recebem “autorização” dos parentes aflitos, que iludidos e à beira do desespero vão em busca do socorro seduzidos pela promessa de “cura”, para seus entes... Dão nomes, pedaços de cabelos, roupas, objetos de uso pessoal, entre outros (em segredo) para que estes irmãos curem o alcoolismo, a Aids, o Câncer, a alergia entre outras enfermidades. Frequentam  e/ou somente de longe têm informações imprecisas e na maioria das vezes, descabidas/ridículas, mas que aos olhos dos leigos são relevantes.
Muito cuidado com estes grupos ditos de Apômetras, que se fecham em apartamentos, infectos e empoeirados, em ambientes completamente aquém do que nos é orientado pela espiritualidade do Plano Superior! Em nome de uma falsa moral, distorcem os ensinamentos contidos nos bons livros espíritas, seguindo iludidos e seduzidos pelos espíritos inferiores. Creem que podem curar os enfermos de suas mazelas redentoras, dos males que lhes vêm para a limpeza psíquica necessária, etc.
Estes falsos médiuns já se esqueceram de se auto avaliar e da reforma íntima, pois muitos julgam-se superiores, afirmam sem modéstia alguma, serem missionários... Acreditam ser seres superiores, dotados de faculdades “especiais” e amparados pelos espíritos luminosos que compõe o exército de Jesus Cristo.
Com toda esta vaidade mergulham cegos no orgulho e permanecem assim por anos.
É bom que saibamos que, não existem milagres, e, que os males que nos batem à porta, são os verdadeiros tratamentos de desintoxicação para nossa alma.
Está claro que a enfermidade causa dor e medo. Obviamente ninguém gosta de sofrer e é positivo buscarmos pelo tratamento terreno e espiritual, conforme nosso merecimento. Mas é altamente relevante que busquemos por ambientes sérios, cujos médiuns são responsáveis e estudiosos. Nada de buscar auxílio com grupos que “trabalham,” em grupos fechados instalados em apartamentos ou escritórios comerciais, que durante a noite, viram verdadeiros consultórios espirituais! 
Meus irmãos, a boa observação é a luz que nos mantém na estrada... Nada de deixarmos que o desespero nos invada a alma e com isso nos cegue, busquemos com calma os meios de auxílio mais seguros e sérios, façamos uma pesquisa apurada dos ambientes e das casas espíritas sérias e comprometidas com a caridade com Jesus!

Mente Divina




A Terra é um comboio que viaja no cosmo sem interrupção física. A sua parada significa morte, pois a vida mecânica do Universo se baseia no cinetismo. No entanto, em se tratando das coisas espirituais, da filosofia espiritualista, dos avanços evolutivos da humanidade, ela, de vez em quando, chega às estações do larga-e-pega, deixando rebanhos. E rebanhos vão sendo sucedidos, em fases diferentes da vida. Já se aproxima uma época profética dessas. Começamos a entrar no grande pátio da parada, por lei, e as trocas já se iniciaram, até o fim deste século. Pelo começo do outro, todos os passageiros serão modificados ou substituídos. A mente humana está decrescendo e, a cada dia que passa, ela vai perdendo terreno, nas suas injunçôes inferiores, cedendo lugar â Mente Divina, pela qual, será instalado, na Terra, o Reino de Deus e, na consciéncia.o Céu.
Devemos muito ao grande operário do Senhor, o Cristo, que com os seus trabalhadores, iniciou a destruição das casas velhas edificadas na areia da
corrupção, traçou planos para novas construções, edifícios que se aprumam em direção ao céu, interligando este com a Terra, de modo que os que estão embaixo entendam quem está em cima.
A mente humana constitui uma área imensa, velha e desfigurada pelo abuso das forças empreendidas pela inteligência, sem a participação dos sentimentos, que agora começam a ceder lugar aos agentes da luz, adubando terrenos, fertilizando ambientes, irrigando alas disponíveis e tratáveis, para que o Grande Semeador não perca mais o seu tempo de semear. É chegou a época de as sementes frutificarem na medida que o Evangelho espera de nós - cem por cento.
Alinham-se esforços em todas as direções. E, para todos os acontecimentos do fim de uma era, a vontade do homem é impotente. Ela pode, bem educada, ajudar em determinados alívios, predispondo os corações preparados para a fé, para a confiança, para a altivez espiritual, em qualquer lugar em que estejais. Nunca mudemos as direções dos planos de Deus nas sequências evolutivas. É justo que compreendamos o nosso quinhão de valores e de deveres, sem que a vaidade nos induza a ultrapassar os limites das nossas obrigações. Se, porventura, tentarmos, causaremos reversões nas forças e elas se enfurecerão conosco, em detrimento da nossa paz.