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quarta-feira, 17 de março de 2021

AINDA HÁ EXILADOS DE OUTROS ORBES AQUI NA TERRA NA CONDIÇÃO DE REBELDES?



PERGUNTA: — Esse espírito de satanismo não se situa, principalmente, entre os habitantes do mundo invisível, em torno da Terra, motivo pelo qual o Além é que deve ser considerado o viveiro das almas diabólicas?
RAMATÍS: — Em parte, tendes razão. O globo terráqueo é um núcleo em cuja crosta se situa imensa colmeia espiritual, que ultrapassa a vinte bilhões de almas desencarnadas, distribuídas em colônias e agremiações que apresentam os mais exóticos matizes e onde são submetidas às mais variadas emoções de vida! Os agrupamentos melhores procuram influenciar os piores, que se situam em faixas vibratórias mais grosseiras, enquanto que nas zonas abismais o inferno de Dante é pálida versão da realidade! Atuando vigorosamente na vossa humanidade, os desencarnados de ânimo satânico, sonham o domínio absoluto das instituições humanas! A vida espiritual, junto à Terra, transcorre à semelhança dos padrões terrenos, embora com aspectos diversos e transitórios. No Além, os extremos se fazem sentir com mais veemência; se nas colônias mais elevadas o amor e a fraternidade são sentimentos que vibram com vigorosa intensidade nos agrupamentos desregrados, das baixas esferas, o ódio e a vingança têm o seu reinado absoluto. Torturam-se as almas em débito mútuo e se formam laços odiosos que requerem séculos de dores e de sofrimento para a divina conciliação.
O mitológico Satanás continua a reinar com vigor do lado de cá e, além disso, opera disciplinadamente sobre o vosso mundo, que lhe fornece alimento nutritivo, gerado no desregramento da vida física!

sexta-feira, 6 de junho de 2014

A transição dos espíritos ou o mistério da morte.



A transição dos espíritos ou o mistério da morte. Quando o homem adormece em seu último sono, cai primeiramente numa espécie de sonho, antes de acordar do outro lado da vida. Cada um vê então, numa bonita fantasia ou num terrível pesadelo, o paraíso ou o inferno nos quais acreditou durante sua existência mortal.
É por esse motivo que muitas vezes a alma atemorizada se lança violentamente na vida que ela acaba de deixar e que mortos, bem mortos quando os sepultamos, acordam vivos sob o túmulo. A alma então, não mais ousando morrer, consome-se em esforços inúteis para conservar a vida leguminosa, por assim dizer, de seu cadáver. Ela aspira durante seu sono o vigor fluídico dos vivos e o transmite ao corpo enterrado cujos cabelos crescem como uma erva daninha e cujo sangue vermelho colore os lábios. Esses mortos tornam-se vampiros; vivem conservados por uma doença póstuma que tem sua crise, como as outras, e que termina por convulsões horríveis durante as quais o vampiro, procurando destruir a si próprio, devora os braços e as mãos. As pessoas sujeitas a pesadelos podem fazer uma idéia do horror das visões infernais. Essas visões são o castigo de uma crença atroz e perseguem sobretudo as crenças supersticiosas e os ascetas fanáticos: a imaginação está povoada de atormentadores, e esses monstros, no delírio que se segue à morte, aparecem à alma com uma espantosa realidade, cercando-a, atacando-a e dilacerando-a procurando devorá-la. O sábio, ao contrário, é acolhido por visões felizes, acredita ver seus amigos de outrora virem a seu encontro e lhe sorrirem. Mas tudo isso, dissemos, é apenas um sonho, e a alma não tarda a acordar. Então ela mudou de meio, está acima da atmosfera que se solidificou sob os pés de seu envoltório, agora mais leve. Este envoltório é mais ou menos pesado; há os que não conseguem se erguer de seu novo solo; há outros que, ao contrário, sobem e pairam livremente no espaço, como águias. Mas os liames de simpatia os ligam sempre à terra na qual viveram e sobre a qual se sentem viver mais do que nunca, porque estando destruído o corpo que os separava, têm consciência da vida universal e participam das alegrias e dos sofrimentos de todos os homens. Eles vêem Deus como ele é, isto é, presente em toda parte na precisão infinita das leis da Natureza, na justiça que triunfa sempre através de tudo o que acontece, e na caridade infinita que é a comunhão dos eleitos. Eles sofrem, dissemos, mas têm esperança porque amam e estão felizes por sofrer. Eles saboreiam pacificamente a doce amargura do sacrifício e são os membros gloriosos, mas que sangram sempre, da grande vítima eterna. Os espíritos criados à imagem e semelhança de Deus são criaturas como ele, mas, como ele, só podem criar suas imagens. As vontades audaciosas e desregradas produzem larvas e fantasmas, a imaginação tem o poder de formar coagulações aéreas e eletromagnéticas que refletem num instante os pensamentos e sobretudo os erros do homem ou do círculo dos homens que os coloca no mundo.
Essas criações de abortos excêntricos esgotam a razão e a vida daqueles que os fazem nascer, e têm por característica geral a estupidez e o malefício, porque são os tristes frutos da vontade desregrada.

segunda-feira, 2 de junho de 2014

ROSTO, ESPELHO DA ALMA





Os traços da feição alheia denunciam o que vai pelo espírito, deixando, por vezes, marcas indeléveis no observador, de modo a aproveitar a serenidade do justo e tomar providências para não herdar os sofrimentos do mau. Eis uma prova da força do pensamento tendo supremacia em todo o corpo físico.

Quando uma pessoa se encontra aborrecida, alimentando problemas, envolvida em apreensões, nota-se rapidamente no seu semblante a realidade interna. A mente plasma os sentimentos com o magnetismo em reversão, e exterioriza-os por sentir-se mal com a sua própria criação, de modo a expelir, por todos os recursos encontrados, um fluido deletério; também os semelhantes, ao encontrarem o irmão em estado depressivo, chamam-lhe logo a atenção, por não suportarem igualmente as chamas negativas que os atingem frente a frente. Caso nos silenciemos, o mal se propaga, criando sérios embaraços por onde transita, e somos responsáveis por todos os estragos feitos em mentes invigilantes. É bom que tomemos todas as precauções, para não cairmos nessas tentações: nem influenciarmos pessoas com tristezas, nem sermos influenciados por companheiros tristes.
Semblante amargurado é alma triste. Compete ao homem de bem doar porque pode e tem para dar, em forma de ânimo, esperança, alegria e fé para os que sofrem dessa enfermidade psicológica.
O exercício da alegria constitui um dos esportes mais eficazes do espírito. Ele levanta as forças do coração, estende o raciocínio além do concebível, faz verdadeiros milagres, porque trabalha como remédio, sem ser classificado como tal, cura corpos danificados, levanta espíritos caídos e desaloja o medo, purificando a atmosfera para que possamos respirar com maior confiança.
Sejamos partícipes do movimento da alegria pura. É bom que sejamos dados à análise das pessoas, sem alardes, para melhor ajudá-las. A configuração delas nos fala alto do que se passa por dentro. E, se a psicologia for bem aplicada, notaremos que há aspectos que nos parecem pedir socorro, sem o poder do verbo. E o estudante da verdade, com a discrição sempre lembrada, as auxilia, sem que os sofredores notem de onde parte a ajuda.
Há muito trabalho no mundo a realizar nesse sentido. As escolas espiritualistas estão, cada vez mais, se dividindo na Terra. À primeira vista, parece enfraquecimento. No entanto, é atendimento a milhares de almas em posições
diversas na escala evolutiva, e como Deus é bom e ama a todos na mais alta expressão da justiça, abençoa todos os movimentos da educação, para que em futuro próximo se unifiquem, tendo um só pastor e um só rebanho.

domingo, 25 de maio de 2014

O homem evangelizado



O homem evangelizado, o herói sideral, ou autêntico vencedor da batalha da vida humana, sabe perfeitamente que os seus maiores inimigos são os vícios, as paixões degradantes e os prazeres extravagantes. São bens transitórios e não duradouros, como se afirmam as qualidades do espírito imortal. Embora considerado um tolo, ou pobre de espírito, porque se apaga na competição violenta do mundo carnal, o evangelizado é justamente a alma livre emancipada, que domestica essas forças animais alojadas em si mesmo e dominantes na face triste e ilusória do orbe físico.
Paradoxalmente, nessa eventual "fraqueza humana" é que reside exatamente o poder e a glória do espírito evangelizado, o qual se liberta definitivamente da coação das formas ilusórias da matéria. Sem dúvida, o homem que renuncia incondicionalmente à porfia humana, para ceder em favor do seu competidor e desafeto, proclama-se um ser excêntrico, que cultua no mundo físico uma lei estranha e inacessível às criaturas ainda afeitas à espoliação alheia. O evangelizado é um fraco perante' o mundo de César, aliás, presa fácil da rapina alheia, ou aparente fracassado em qualquer iniciativa utilitarista ou mercenária do mundo. No entanto, suposto mendigo entre os homens ambiciosos, é o gigante indestrutível e poderoso mobilizado de armas superiores para um reino onde a vida é autêntica, porque é definitiva.

Ramatís – “O Evangelho À Luz Do Cosmo”

terça-feira, 6 de maio de 2014

Não vim trazer a paz, mas a divisão.



9. Não penseis que eu tenha vindo trazer paz à Terra; não vim trazer a paz, mas a espada; – porquanto vim separar de seu pai o filho, de sua mãe a filha, de sua sogra a nora; – e o homem terá por inimigos os de sua própria casa. (S. MATEUS, 10:34 a 36.)
10. Vim para lançar fogo à Terra; e que é o que desejo senão que ele se acenda? – Tenho de ser batizado com um batismo e quanto me sinto desejoso de que ele se cumpra! Julgais que eu tenha vindo trazer paz à Terra? Não, eu vos afirmo; ao contrário, vim trazer a divisão; – pois, doravante, se se acharem numa casa cinco pessoas, estarão elas divididas umas contra as outras: três contra duas e duas contra três. – O pai estará em divisão com o filho e o filho com o pai, a mãe com a filha e a filha com a mãe, a sogra com a nora e a nora com a sogra. (S. LUCAS, 12:49 a 53.)

11. Será mesmo possível que Jesus, a personificação da doçura e da bondade, Jesus, que não cessou de pregar o amor do próximo, haja dito: “Não vim trazer a paz, mas a espada; vim separar do pai o filho, do esposo a esposa; vim lançar fogo à Terra e tenho pressa de que ele se acenda”?

Não estarão essas palavras em contradição flagrante com os seus ensinos? Não haverá blasfêmia em lhe atribuírem a linguagem de um conquistador sangüinário e devastador? Não, não há blasfêmia, nem contradição nessas palavras, pois foi mesmo ele quem as pronunciou, e elas dão testemunho da sua alta sabedoria. Apenas, um pouco equívoca, a forma não lhe exprime com exatidão o pensamento, o que deu lugar a que se enganassem relativamente ao verdadeiro sentido delas. Tomadas à letra, tenderiam a transformar a sua missão, toda de paz, noutra de perturbação e discórdia, consequência absurda, que o bom-senso repele, porquanto Jesus não podia desmentir-se. (Cap. XIV, nº 6.)

12. Toda idéia nova forçosamente encontra oposição e nenhuma há que se implante sem lutas. Ora, nesses casos, a resistência é sempre proporcional à importância dos resultados previstos, porque, quanto maior ela é, tanto mais numerosos são os interesses que fere. Se for notoriamente falsa, se a julgam isenta de conseqüências, ninguém se alarma; deixam-na todos passar, certos de que lhe falta vitalidade. Se, porém, é verdadeira, se assenta em sólida base, se lhe preveem futuro, um secreto pressentimento adverte os seus antagonistas de que constitui um perigo para eles e para a ordem de coisas em cuja manutenção se empenham.

Atiram-se, então, contra ela e contra os seus adeptos. Assim, pois, a medida da importância e dos resultados de uma idéia nova se encontra na emoção que o seu aparecimento causa, na violência da oposição que provoca, bem como no grau e na persistência da ira de seus adversários.

13. Jesus vinha proclamar uma doutrina que solaparia pelos sacerdotes do seu tempo. Imolaram-no, portanto, certos de que, matando o homem, matariam a idéia. Esta, porém, sobreviveu, porque era verdadeira; engrandeceu-se, porque correspondia aos desígnios de Deus e, nascida num pequeno e obscuro burgo da Judéia, foi plantar o seu estandarte na capital mesma do mundo pagão, à face dos seus mais encarniçados inimigos, daqueles que mais porfiavam em combatê-la, porque subvertia crenças seculares a que eles se apegavam muito mais por interesse do que por convicção.

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

O médium enfermo "deve" ou pode transmitir passes?

Não recomendamos a ninguém que receba passes mediúnicos ou magnéticos de criaturas com moléstias contagiosas, de moral duvidosa ou de costumes viciosos e censuráveis. É tão absurdo alguém pretender dar aquilo que ainda não possui em si mesmo, qual seja a saúde física ou espiritual, quanto ensinar aquilo que desconhece.
            E isso ainda se torna mais grave no caso do passe mediúnico ou magnético, pois desde que o médium se encontra enfermo, a sua tarefa mediúnica se torna contraproducente, uma vez que ele projetará algo de suas próprias condições enfermiças sobre os pacientes que se sintonizarem passivamente à sua faixa vibratória "psicofísica". Nos contágios acidentais entre pessoas sadias e enfermas, que ocorrem na vida cotidiana, aquelas que são assaltadas pelos germens, às vezes, ainda conseguem mobilizar à última hora as suas energias defensivas e então reagir em tempo, eliminando o potencial virulento alheio.