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terça-feira, 14 de abril de 2015

Minutos de Sabedoria

Seja atencioso e compreensivo.
Quantas vezes a pessoa que vem falar com você traz problemas recônditos, escondidos no âmago da alma!
Mantenha-se sereno, você que já vislumbrou a Luz do Entendimento fraterno.
Conserve seu equilíbrio, quando alguém se apresenta perturbado.
Seja atencioso e compreensivo: o mundo está repleto de enfermos, e você tem saúde moral.

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Não procure evidência pessoal.
Reflita que, quanto mais exposto à visão alheia, mais se tornará alvo de ciúme e inveja.
As vibrações negativas, mesmo que não lhe façam mal, positivamente, poderão cansá-lo, no trabalho de defender-se.
Procure agir discretamente, embora com firmeza, deixando que os vaidosos e vazios se exponham numa evidência de que você, certamente, não necessita para brilhar.
O vidro comum brilha muito ao sol, mas o brilho do ouro está escondido no cofre: nem por isso valerá menos que o vidro...

Carlos Torres Pastorino
Compilação: Ivo André Maioli/Cínthia Madureira

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Valor da Alegria

A alegria sustenta o bem-estar físico e propõe um entusiasmo na mesma dinâmica. Não obstante, carece de ser purificada dia a dia, para não nos trazer aborrecimentos. Ela converge de pontos sensíveis, de alta sintonia com coisas e fatos que apreciamos. A temática da nossa conversa será júbilo cristão, se nos esforçarmos para que ele floresça com toda a sua gama de bem-estar no coração dos homens. A satisfação natural e pura nasce na alma, sob as mesmas leis da lavoura no mundo.
A semente tem de ser entregue à terra fértil e tratada nos momentos adequados. A irrigação requer cuidados permanentes da vigilância, companheira inseparável. Assim, os bons pensamentos somente despontam nos horizontes da mente, no regime de grandes esforços e ingentes sacrifícios, porém, compensam o trabalho de saneamento, pois luta nenhuma, principalmente no bem, ficará em vão. A natureza nos responderá com as qualidades de frutas inerentes às sementes que plantamos, obedecendo à lei da justiça.
O amor é como um presente de Deus às criaturas, é uma luz inextinguível que interliga todos os espíritos, senão mundos e fluidos em um cântico de alegria. A mente é a matriz que dá forma aos sentimentos em um plano mais rarefeito. Depois, a razão aprovará ou não as ideias que deverão ser executadas, materializadas no mundo das formas concretas. As que não são aprovadas pelo senso são jogadas em canais excretores, ou marginalizadas em alguma área mental desprevenida. esperando oportunidades de ressurgir. Foi nesses termos que Jesus aconselhou seus discípulos a orar. mas que também não se esquecessem de vigiar.
O homem inteligente, na expressão reta da palavra, mesmo que cometa alguns enganos, ou que seja influenciado por sugestões inferiores, incompatíveis com o ambiente evangélico, nunca deixa de se esforçar para sair dessas amarras da ignorância, pois é nesses impulsos santos que lhe vem a ajuda dos benfeitores maiores. A mente é uma caneta divina, com substâncias superiores em um automatismo sem precedentes, regida pela alma, que escreve, sem cessar, no livro da consciência. Se escrevemos coisas fora da lei, somente a borracha, talvez de milénios, tem o poder mágico de limpar.

O aprazimento puro do espírito depende da sua conexão com as normas do Criador, pois não existe alegria verdadeira sem paz na consciência. Não podemos enflorar ninguém com os dignos ideais, se não harmonizarmos, primeiramente, nossos sentimentos e obras. A educação da mente é a nota chave que devemos tirar na harpa do instrumento sagrado. Ainda poderemos comparar nossos sentimentos a potros bravios que devem ser adestrados, e o trabalho é nosso.

terça-feira, 24 de junho de 2014

A Saúde e a Enfermidade




PERGUNTA:  Antes que nos transmitísseis as vossas considerações sobre a eficácia do tratamento homeopático, prometidas para daqui a pouco, gostaríamos que nos explícásseis como é que as moléstias se originam particularmente no mundo oculto das forças que alimentam o pensamento e o sentimento.

RAMATIS:  A saúde e a enfermidade são o produto da harmonização ou desarmonização do indivíduo para com as leis espirituais que do mundo oculto atuam sobre o plano físico; as moléstias, portanto, em sua manifestação orgânica, identificam que no mundo psíquico e invisível aos sentidos da carne, a alma está enferma!
O volume de cólera, inveja, luxúria, cobiça, ciúme, ódio ou hipocrisia que porventura o espírito tenha imprudentemente acumulado no presente ou nas existências físicas anteriores forma um patrimônio “morbo-psíquico”, uma carga insidiosa e tóxica que, em obediência à  lei da Harmonia Espiritual, deve ser expurgada da delicada intimidade  do perispírito. O mecanismo ajustador da vida atua drasticamente sobre o espírito faltoso, ao mesmo tempo que o fardo dos seus fluidos nocivos e doentios vai-se difundindo depois pelo seu corpo físico.
Durante o período gestativo da nova encarnação, esses resíduos psíquicos venenosos, provenientes de energias gastas morbidamente, vão -se condensando gradativamente no corpo físico à medida que este cresce e, por fim, lesam as regiões orgânicas que por hereditariedade sejam mais vulneráveis. Esse processo de o espírito drenar o seu psiquismo doentio através da carne humana, a Medicina estuda e classifica sob grave terminologia técnica, preocupando-se mais com as “doenças”, em lugar de se preocupar mais com os “doentes”. Embora a ciência médica classifique essa drenação, em sua nomenclatura, sob a designação de lepra, pênfigo, sífilis, tuberculose, nefrite, cirrose ou câncer, trata-se sempre de um espírito doentio a despejar na carne a sua carga residual psíquica e deletéria, que acumulou no passado, assim como pode tê-la acumulado no presente. A causa da moléstia, na realidade, além de dinâmica, é oculta aos olhos, ou aos sentidos físicos; o enfermo sente o estado mórbido em si, mas o médico não o vê nem pode apalpá-lo, como se fora uma coisa objetiva.

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Refletindo sobre a Presunção


Meus queridos irmãos, convido-lhes a refletir comigo sobre as armadilhas do espiritismo, isto é, sobre as armadilhas que pegam os médiuns presunçosos e orgulhosos, aqueles que se acham importantes demais para a humanidade, cujo serviço redentor da caridade ficaria mais pobre sem seus préstimos! São os que acreditam ser imprescindíveis para a espiritualidade, que estão acima e em melhores condições de “servir” do que os milhares de médiuns existentes no planeta.
Infelizmente esses irmãos já estão a serviço dos espíritos inferiores, estão obsidiados e iludidos, afundados em sua vaidade.
Longe de fazer desse texto um amontoado de críticas antifraternas aos irmãos citados acima, o que desejamos é mostrar os perigos a que todos estamos sujeitos, quando não nos investigamos diariamente e quando não buscamos uma filosofia de vida mais saudável, simples e desprovida dos falsos brilhos do orgulho e da vaidade.
Fiz parte de um grupo de “apômetras” há anos e foi a pior experiência da minha vida. Quando entrei para esse grupo, confesso que não sabia nada sobre apometria, estudava com afinco, mas estava longe de compreender a seriedade e o conhecimento, o autocontrole que esta ciência exige.
Graças a Deus há anos não faço mais parte desse grupo, só sobraram lembranças desagradáveis. O certo é que quando não nos sentimos bem nos grupos religiosos que escolhemos fazer parte devemos buscar por  outros caminhos, saindo da melhor forma possível.
De lá levei comigo uma pasta (que me foi dada), espécie de formulário contendo “fórmulas matemáticas” com indicações de cores, entre outros para o “tratamento” dos corpos sutis durante o atendimento “apométrico”. Me disseram na época que essas fórmulas foram dadas pelos espíritos de “Escol” que cuidavam da segurança daquelas pessoas que intitulavam-se apômetras.  E tem mais, esses mesmos espíritos “protetores” disseram a esses irmãos que entre eles estavam os que vieram de um “orbe evoluído” para missionar aqui na Terra...
Meus irmãos, muito cuidado com os excessos, com a vaidade e com os orgulhos camuflados pelo ego. Cuidado com as certezas absolutas, pois elas são o oposto da prudência. Mais atenção ainda com a ideia de que as pessoas (consulentes) não precisam saber que estão sendo tratadas espiritualmente, o respeito ao livre arbítrio é um dos requisitos para que os verdadeiros espíritos benevolentes possam dar cobertura aos médiuns trabalhadores.

domingo, 4 de maio de 2014

No divã da Umbanda




Já estava querendo escrever algo sobre a impaciência dos consulentes nas casas de umbanda e até mesmo nos centros espíritas, até ser totalmente encorajada pelos últimos posts que li em blogs religiosos, os quais eu sigo e estudo. A inspiração para escrever algo, vem daí!  Mas como analisar os “divãs” umbandistas espalhados pelo Brasil, cujos consulentes estão à beira dum ataque de nervos? Hoje podemos dizer que as casas religiosas são a extensão dos hospitais tradicionais, pois os consulentes que aí chegam o fazem pelas enormes enfermidades físicas e psíquicas que o sistema de saúde brasileiro não consegue atender a contento.
Então, muitos irmãos ou pelo menos os mais afoitos podem pensar que o templo religioso umbandista ou de qualquer outra filosofia religiosa, trata-se do “segmento” do Sistema único de saúde (SUS), será?
Entram pela porta da frente, são bem recebidos e orientados, assentam-se nos bancos de madeira ou plástico, ouvem músicas agradáveis que acalmam, escutam as palestras elucidativas enquanto esperam à consulta, são nesse mesmo tempo tratados pelos espíritos guias que atuam na casa em nome da caridade com Jesus... Claro que a procura tem sido enorme pelas boas casas de umbanda e kardecistas, já que os hospitais convencionais e os médicos da Terra não querem ou não podem prestar bem o devido socorro aos seus pacientes, então, essas abençoadas casas religiosas ficam abarrotadas de gente.
As cadeiras são poucas para tanta gente sentar, os corredores ficam cheios e muitos ficam de pé mesmo aguardando sua vez de serem atendidos. Os ventiladores já não são mais suficientes, a espera passa a ser longa e aí, os consulentes irritam-se!

OGrupo de Umbanda Triângulo da Fraternidade, que tem sua sede em Porto Alegre – RS, postou um texto interessante sobre a impaciência de alguns irmãos de caminhada (consulentes), que infelizmente não aproveitam bem a estada na casa.
Minha gente, esta também tem sido a realidade de milhares de templos há anos! Tem um que já frequentei e que sempre ficou lotado de gente, todas as quartas e sextas-feiras, muita gente fica de pé no longo corredor, esperando o momento de entrar no salão principal para assentar-se nos bancos de madeira com encosto para receber o tratamento espiritual.
Cada casa tem uma política de atendimento, umas precisam de senha, outras recebem seus consulentes pela ordem de chegada ou preenchimento de ficha no atendimento fraterno que vai para o guia, que definirá quem precisa ser atendido primeiro, etc.
Estas casas abençoadas que estão espalhadas pelo Brasil têm recebido irmãos enceguecidos pelo sofrimento, pelas desilusões amorosas, pelas paixões e enfermidades de todo tipo, portadores de mágoas antigas, ódios, antipatias, preconceitos entre outros, orgulhos entre outros. Os tempos estão mudados, pois antigamente, na minha infância, as mesmas casas umbandistas ou kardecistas, recebiam um contingente “x” de consulentes e a época em si era outra. Os problemas e as exigências eram bem diferentes das de hoje. No tempo atual, com tanta tecnologia e competição em todos os setores da vida, o mercado de trabalho está mais exigente, as pessoas mais consumistas, a juventude está  mais atrevida, os crimes aumentaram, o sexo é mais discutido... a Aids mata milhares por ano, etc. Temos aí as reclamações e as doenças, os problemas psiquiátricos e os traumas, a depressão e o suicídio entre tantos outros problemas, são os temas mais comuns e costumeiros nos templos religiosos, onde os trabalhadores das casas hoje em dia, precisam estudar psicologia (na informalidade) para conseguir auxiliar mais e melhor os consulentes.
Alguns milhares de irmãos de caminhada (que nestes ambientes tornam-se consulentes) diferentemente dos de antigamente (de uns quarentas anos atrás), vão à estes locais em busca não do êxito espiritual, da reforma íntima pelo conhecimento, humildade, caridade, doação e mediunidade, mas sim da ajuda que os tratamentos espirituais podem surtir em seus corpos físicos e em sua psique, através do amparo dos bons espíritos e de seus médiuns.
Os hospitais tradicionais como alhures dissemos, não tratam mais seus doentes, não lhes solucionam os mistérios das dores físicas e psíquicas com a alopatia exata e os exames nas máquinas de última geração, não lhes socorrem a contento, não disponibilizam como é necessário profissionais sérios, competentes e dispostos sinceramente em contribuir com o melhoramento da saúde pública ou pelo menos em suavizar a dor de seus enfermos, oferecendo-lhes o direito a um tratamento digno e que caiba nos bolsos, por isso e só por isso, nossos companheiros de caminhada vão em busca dos “milagres”,  das beberagens e da cura para seus males. Mas tem que ser para ontem!!!