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domingo, 2 de fevereiro de 2014

A UMBANDA E OS RESÍDUOS DO RITO DE YEMANJÁ




O momento é de mudanças, transformações e reforma intima! Mudanças estas que devem começar nas mentes das pessoa "ditas" umbandista, considerando que muitas pessoas se utilizam erroneamente do nome da Umbanda, pois, "ser" umbandista significa estudar seus fundamentos, conhecer seus princípios, seguí-los e, sobretudo, amar esta linda religião!
Como vocês bem sabem, eu nasci na Umbanda e reverencío suas leis desde então.
Por isso, chegada à época dos Festejos da Sagrada Mãe da Umbanda, Yemanjá, em especial, quando ao término, sinto verdadeira vergonha destes tais "umbandistas" que transformam a praia em um verdadeiro lixão com suas infindáveis oferendas poluentes, maculando a imagem de nossa religião, que a todos, incluída a natureza, visa proteger.
Meu pai já dizia: "como explicar que focinho de porco não é tomada?".
Já tantas vezes tive que explicar "que aquela imensa sujeira em frente a praça onde as crianças brincam", que "aqueles dejetos em putrefação na esquina de uma amiga", que "aquele imenso lixão do dia seguinte dos ritos de Yemanjá", dentre outros tantos, não são coisas da Umbanda; não da verdadeira Umbanda.
Vivemos uma inversão de valores e sentidos religiosos. O verdadeiro umbandista ama a morada de seus pais, protege e luta pela sua preservação. Como nos dias de hoje é possível aceitar tanto descuido e desrespeito a 
o que nos é tão sagrado? Como mostrar às pessoas que cultuamos a Natureza, onde o que mais encontramos é o descaso? Sujar o mar é como sujar a porta de entrada da morada de nossos ancestrais, dá pra imaginar isso?

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

“OFERENDA” PARA YEMANJÁ?






A censura neste texto não tem vez, as críticas tão pouco. Mas a reflexão tem aqui lugar especial, pois convida-nos a auto análise e a auto educação, vejamos:


Tem gente que pensa que os orixás só têm serventia quando chega o fim do ano. É! Porque o “filho de fé” na noite do dia trinta e um de dezembro, pouco antes da meia noite vai lá na beira do mar ou nos rios com suas oferendas para Yemanjá, oxum... e as despejam nas águas salgadas do mar e nos  rios do nosso Brasil, com a mente carregada de pensamentos equivocados.
Vestindo o branco e trazendo nos braços ramalhetes de flores das mais variadas espécies, alvas como as nuvens do céu, carregam o psiquismo de emoções desconcertantes e pedem, imploram, negociam... e de paga (escambo) se preferirem, deixam suas oferendas.
Sujam as praias que ficam lotadas de detritos  que impossibilitam o livre trânsito das pessoas que muitas vezes são turistas. Sem contar que os visitantes mal podem andar por elas que ficam intransitáveis!
O “filhos de fé” deixam com sua atitude egoísta, impensada e pouco respeitosa ao nosso ver, o fundo do mar cheio de latas e garrafas de cerveja entre outros, de tampinhas de garrafa, enfim, de objetos que só poluem e degradam o que deveria ser em respeito a Yemanjá um santuário, mesmo porque Yemanjá é a grande mãe!