PERGUNTA:
Gostaríamos que nos désseis melhores elementos para comprovarmos
logicamente que se trata do instinto desregrado. Podeis fazê-lo?
RAMATÍS:
É um tanto estranhável a
vossa pergunta, de vez que os vossos espíritos já se condicionaram de tal modo
ao vocábulo "besta", como identificador do instinto animal, que
considerais as mais baixas paixões e taras hereditárias como sendo consequentes
da bestialidade humana. A "besta humana" tem sido o qualificativo
máximo que aplicais aos autores de crimes monstruosos ou aos que demonstram
perversidade sem propósitos justificáveis! Assim que o homem sentiu os
primeiros bruxuleios da angelitude, que demarcou as fronteiras entre o animal e
o espírito, escolheu a palavra "besta" para sinónimo de brutalidade.
O profeta utilizasse ainda de outros vocábulos na sua revelação, empregando os
de "dragão" ou de "serpente" como representativos das ações
bestiais que se praticam no vosso mundo. A serpente — alusão ao espírito
satanizado — quando no alegórico paraíso seduz Eva e a faz pecar, é o símbolo
da sensualidade e dos indomáveis desejos do instinto inferior. Um dos
importantes quadros alegóricos no hagiológio católico é o de São Jorge vencendo
o dragão, ou seja a alma destemida e inspirada pelas energias superiores, a
enfrentar o dragão do instinto inferior, que lhe vomita o fogo do desejo, e a
lava da luxúria.






