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quinta-feira, 20 de julho de 2017

ELOS DE AMOR E ÓDIO




Era mês de julho e chovia fino naquela noite. O frio chegava a “enrijecer” a alma, mas  Epifânio, corajoso e necessitado, estava nas primeiras fileiras esperando ser atendido.
A casa, apesar do rigor do inverno, estava cheia. Alguns lugares vagos, isso lá era verdade, mas muitas pessoas agasalhadas à procura de respostas e tratamento para seus males espirituais e físicos.
Um suave perfume de incenso pairava no ar. Ao fundo uma música era tocada para acalmar os consulentes e convidá-los ao silêncio, reflexão e prece. As entidades espirituais caridosas ali estavam atendendo muito antes dos trabalhos daquela casa de umbanda começarem. Aos poucos mais pessoas iam chegando, umas mais animadas, outras de ar introspecto.

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Guerra entre familiares, como combatê-la?


“aquele que conhece o inimigo e a si mesmo, lutará cem batalhas sem perigo de derrota;  para aquele que não conhece o inimigo, mas conhece a si mesmo, as chances para a vitória ou para a derrota serão iguais;  aquele que não conhece nem o inimigo e nem a si próprio, será derrotado em todas as batalhas.” 
(Do livro: Sun Tzu – A Arte da Guerra.)

Nos templos religiosos é comum as pessoas relatarem problemas de desentendimento entre os parentes  dentro de seus lares. São os antagonismos e a intolerância que levam esses mesmos familiares aos desentendimentos mais estressantes.
Os consulentes chegam as casas de umbanda, por exemplo, exauridos e enfraquecidos psiquicamente, reclamando absolutamente de tudo culpando e responsabilizando a todos! Mas o que podemos fazer para amenizar essa situação?
Quando os membros de uma mesma família se hostilizam, não se respeitam e não cultivam os bons modos dentro do lar, está claro que existem inúmeros problemas. Uns culpam os outros por seus fracassos, por suas frustrações, pelas derrotas pessoais, etc. Outros transformam-se em eternas vítimas, escondendo-se por trás das desculpas esfarrapadas de cada dia , das hierarquias (conveniência) e do orgulho.  
Milhares de consulentes chegam as boas casas umbandistas, deprimidos e irritadiços, cansados e endurecidos, porque acreditam que o outro lhes provocou e lhes feriu primeiro... será mesmo? E se for verdade como fazer para evitar esses atritos desnecessários? 
O problema está dentro de você! 
Por exemplo: 
Maria é irmã de João e os dois vivem às turras. João hoje falou desaforos para Maria, que por sua vez retrucou. Nesse combate ele levou a “melhor” e ela ficou furiosa por todo o dia, completamente azeda e irritada. Todas essas reações lhe acarretaram tremedeira pelo corpo e uma dor de cabeça daquelas. 
Convenhamos meus amigos, Maria, a nossa personagem fictícia, escolheu perder o controle, não foi o que o seu irmão lhe disse ou como ele lhe disse que a tirou do sério, mas sim a forma como ela assimilou os xingamentos. O problema está com Maria, que deixou-se conduzir pelos caminhos da raiva, ela mesma deu entrada às provocações do irmão e ainda permitiu que sua mente reproduzisse a cada minuto as imagens desagradáveis do desentendimento anterior e os xingamentos recíprocos.
Quanto mais pensava, mais se enraivecia e mais envenenava-se. O resultado disso como já sabemos foi uma terrível dor de cabeça.
Façamos agora o contrário para mostrar que o controle emocional pode ser nosso maior aliado.
Por exemplo: 
Maria e seu irmão João não combinam e hoje ele lhe falou desaforos. Ela por sua vez não se incomodou. Ele insistiu nos xingamentos, mas ela não aceitou suas provocações e por isso levou a melhor. João sentiu-se mais irritado e frustrado porque ficou falando sozinho.

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Ódio, aversão e raiva entre familiares.


No seio de uma família podemos encontrar parentes que sentem ódio, antipatia, raiva e rejeição uns pelos outros, passam a sentir um pelo outro com a convivência tumultuada, repulsa, nojo e pode acontecer entre irmãos, pais e filhos, avós e netos, tios e sobrinhos, etc.
Os sentimentos ruins que muitas vezes nutrimos pelos entes consanguíneos pode ter relação com vidas passadas, algo que “não se pode explicar” no presente, que ocorre muitas vezes sem motivo aparente, fazendo com que as antipatias aflorem através das brigas e dos desentendimentos entre os familiares.
Os sentimentos de animosidade que irmãos sentem uns pelos outros, muitas vezes não se explicam nem na infância nem na fase adulta, mas acontecem. O asco, o rancor, a violência, são sinais claros de que esses espíritos são na verdade, antigos “combatentes” ou inimigos
O que muitas vezes ouvimos falar é que num mesmo lar duas ou mais pessoas podem nutrir umas pelas outras o mesmo sentimento de rancor, raiva, mas como explicar isso? Já em outros casos apenas um membro da família pode nutrir sentimentos inferiores perante o outro, não havendo recíproca. Já ouvimos relatos de pessoas que sentem-se culpadas e até entram em depressão, por acreditarem-se anormais. Muitas creem que estão em pecado por odiar mães, pais, avôs, tios, avós, primos, irmãos, etc. Existe um sentimento de culpa que é atribuído pelos parentes que sentem repulsa pelos pais, por exemplo, estas pessoas muitas vezes sentem-se muito diferentes das demais e por isso isolam-se.
A aversão  inicia-se na infância sendo reforçada com brigas, castigos, violências, humilhações e maus tratos, e, se caso não são resolvidas seguem com aqueles que sentem-se “vítimas” ao longo da vida.
Os conflitos diários entre mães e filhos, por exemplo, podem em certos casos, gerar cólera, raiva, mágoas e até ódio, e , muitas vezes o fator está no passado, isto é, numa outra existência terrena, onde mãe e filha, por exemplo, foram inimigas ferrenhas, que vêm reincidindo no erro ao longo de várias encarnações. A questão é que os técnicos espirituais responsáveis pelas reencarnações, executam a Lei de Deus, de acordo com a necessidade de ajustamento de cada ser, respeitando-se sempre as Leis Divinas. Fazem com que inimigos de longas épocas nasçam unidos pelos laços de sangue, como mãe e filha, pai e filho, irmãos, para que se perdoem e evoluam.