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quinta-feira, 9 de abril de 2015

PENSAR É VIVER




O pensamento é uma manifestação de vida inteligente na criatura, visto que, na sua trajetória, apresenta a mais elevada posição no que concerne â existência, na Terra e fora dela. Pensar realmente é viver. As transmissões das ideias, de pessoas a nós e de nós a elas, sáo atos divinos, estruturados pela natureza há milénios. 
O corpo constitui uma harpa de luz que o espírito afina tocando a mais bela canção, marcando notas que, por vezes, extasiam até os santos e, acompanhando a música, segue-se a mensagem de que a alma é portadora para a outra. A velocidade do pensamento é relativa ao grau espiritual do emissor. Se a luz nos assusta com trezentos mil quilómetros por segundo, o pensamento poderá atingir bilhões de quilómetros em fração de segundos, dependendo da mente que o emitiu e ainda faz uma transmissão de mensagem perfeita como se estivesse a um metro de distância.
Quanto mais a alma evolui, melhor encontrará recursos favoráveis para sua conversa à distância. Eis por que o espírito superior esta sempre presente, onde quer que seja. Já dizia o Mestre aos seus discípulos: "Onde se reunirem duas ou mais pessoas em meu nome, aí estarei entre elas". Pois, quando nos reunimos em nome de determinada pessoa, lembramo-nos dessa criatura e, ao nos lembrarmos, emitimos ondas em direçâó a ela. O Cristo, com a Sua estrutura espiritual, haverá de perceber essas ondas, que serão transmitidas com todo fervor, com toda a fé e, de onde estiver, responderá com a Sua potente vontade, carregada de magnetismo celestial, e quem estiver reunido em nome d'Ele sentirá a Sua magnânima presença. 
No entanto, para se reunir em nome de Jesus, faz-se necessário sentir o que Ele ensinou, viver um pouco do Evangelho, estruturar os pensamentos nos moldes dos conceitos cristãos, porque, de outra forma, não entraremos em sintonia com amente do Divino Amigo.
Os nossos pensamentos consorciam-se com pensamentos idênticos, fazendo um todo que invade o nosso ser e estimula mais força em nós, do mesmo quilate. 
Pensar, realmente, é viver, e pensar, com dignidade cristã, é viver feliz.
A força mental que nós desprendemos em todas as direções são páginas escritas com letras sagradas, que nos custaram muito trabalho e sacrifício. Não é justo que desperdicemos essa oportunidade de pensar, por tanto tempo. É hora de darmos as mãos, encarnados e desencarnados, convictos de que, no aprimoramento das nossas ideias, seremos muito, mas muito mais felizes. Não mais se ajusta em nossos pratos mentais a discórdia, pois ela entrava a amizade, retardando o crescimento da fraternidade, árvore de luz que se apoia no coração. Não mais se ajusta em nossa conduta a vingança, pois ela é um corrosivo que deixa o espírito estropiado às margens do caminho, assistindo os de boa vontade passarem no carro luzente do progresso. É conveniente assegurarmo-nos do perdão, associado ao amor, de forma a embelezar a própria vida.

sábado, 13 de setembro de 2014

MULHER, COMO VOCÊ É VISTA EM SEU LAR?





De forma despretensiosa quero falar para as mulheres que são mães e esposas e que têm um lar para cuidar.
Mulher, como você é vista no seu lar?
Façamos uma análise sobre a postura que adotamos em nossos lares e em nossa vida.
Percebo que ainda há um descontentamento geral por parte das mulheres com relação à opinião alheia e com relação ao tratamento preconceituoso que recebem de seus familiares.
Sentem-se desvalorizadas, reclamam que mal são reconhecidas como mães zelosas e esposas exemplares. Muitas deprimem-se e acabam por chantagear emocionalmente os cônjuges, culpando-os por terem perdido a juventude e a beleza em nome de um “amor solitário”.
Todos sabem que amulher tem um papel de fundamental importância na sociedade, tanto quanto o homem. São papéis distintos e que se completam.
O que pensar das que cobram, monopolizam, abusam do poder de serem mulher, mães e esposas e que em muitos casos, fazem chantagem sexual com os maridos para controla-los e mantê-los sob seu domínio?
Como entender as mulheres que colocam suas vidas em mãos alheias, renunciando a si mesmas, a sua vaidade, a sua juventude em nome de um relacionamento conflituoso, que se desgasta pelos ciúmes e cobranças exagerados?
Como exigir que nos vejam também como pessoas inteligentes, especiais, criativas, gostosas, atraentes, competentes e divertidas, se não nos colocamos dessa forma para nós mesmas? É preciso que a mulher se valorize, se goste e que não herde a dona de casa subserviente, malcuidade, mal humorada e estressada, que não se sente compreendida.
Temos voz, temos força mental e fazemos a diferença, portanto é preciso que tomar uma atitude positiva e assumir uma postura adequada ao que queremos para nós, para que todos em nosso lar passem a nos ver por outros prismas.

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Estrutura do Caráter e Tarefa de Vida




Cada estrutura de caráter é um modelo de sistema de transformação desarrumado. Primeiro obstruímos a energia, que atravanca nossos sistemas e se desacelera. Fazemo-lo quando vivemos de acordo com nossas crenças negativas. Ficamos, de fato, fora da realidade grande parte do tempo porque vivemos e reagimos ao universo tal como supomos que ele é e não como ele realmente é. Mas isso não prevalece por muito tempo pois, ao fazê-lo, criamos dor em nossa vida e, mais cedo ou mais tarde, ouvimos a mensagem de que estamos fazendo algo errado. Alteramo-nos a nós mesmos e aos nossos sistemas de energia para aliviar a dor. Desatravancamos os sistemas e transformamos a energia. Assim, não somente ajudamos a dissipar nossas crenças negativas pessoais, mas também exercemos uma influência positiva sobre os que se encontram à nossa volta. Desse modo transformamos energia.
Quando principiamos a liberar nossos bloqueios, executamos nossa tarefa pessoal. Isso nos libera a energia de modo que podemos fazer o que sempre desejamos: o anseio profundo que alimentamos desde a infância, aquele sonho secreto, eis ai a tarefa da nossa vida. Foi para realizá-la que viemos aqui. Afastando suas obstruções pessoais, você pavimenta o caminho para levar a cabo o seu anseio mais profundo. Deixe que o anseio o conduza. Siga-o. Ele lhe trará felicidade.
Você desenhou o seu corpo e o seu sistema de energia como um instrumento para executar sua tarefa de vida, feita de uma combinação de consciência e energia que melhor se ajusta ao que você se encarnou para fazer.

quinta-feira, 24 de abril de 2014

OS OUTROS




Já pensaste que existe muita gente além de ti, vivendo no mesmo mundo em que habitas? São bilhões, com as mesmas necessidades e os mesmos direitos, filhos do mesmo Deus de bondade e de amor. E ainda outros bilhões desencarnados buscam os mesmos interesses de vida que buscas. Quem te fez não Se esqueceu de colocar as mesmas qualidades na consciência dos teus irmãos de caminho.
Se tu, para viver, precisas dos outros, tanto quanto os outros de ti, é de justiça, e a razão nos esclarece, a grande necessidade de vivermos bem com os nossos semelhantes, de fazer para com eles o que estiver ao nosso alcance. O Suprimento Divino não Se esquece de ninguém, no que tange às nossas necessidades. O que achamos que falta na economia da natureza é consumido no desperdício dos que abusaram daquilo que foi colocado em suas mãos, registrando na escrita superior, a ignorância que, por vezes atende ao carma dos sofredores.
Não existe falha da natureza. O que achamos injustiça é puramente aparência.
Cada um recebe justamente o que merece no avanço da própria vida. Se te interessa receber coisas boas, não deves duvidar da lei que nos fala que é dando que recebemos. Os outros são continuação de nós mesmos, nos termos filosóficos, que a escrita alcança para mostrar as belezas do oculto.
Se queremos afastar o inconveniente de nós, não aprendamos as lições da inconveniência. Deus não deserda ninguém, nem aniquila espírito algum, porque não Lhe obedece. Ele criou leis e elas nos disciplinam quando erramos o caminho que deve ser percorrido.
Se alguém te perseguir, não faças o mesmo. Se o revide for a tua arma, essa defesa estraga a tua própria oportunidade de compreender aquele que te não compreende. Procura sempre a Justiça sem o exagero e ama sempre a Verdade, sem que a ofensa apareça. Os outros têm o mesmo direito que temos como ocupantes de lugares na grande extensão infinita.

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

ASSIM ESTAVA ESCRITO – 1ª Parte




Eram duas horas da madrugada. A noite estava quente e abafadiça. As mariposas e os besouros dançavam alvoroçados ao redor das lâmpadas elétricas da praça. Os bancos estavam vazios e ouvia-se os grunhidos de algum bêbedo tentando encontrar o rumo de casa. Às vezes, o silêncio da noite era quebrado repentinamente pelo barulho dos carros de padeiros fazendo bulha nas pedras da rua, ou pelo latido de algum cão notívago. Ali, junto ao meio fio, estacionavam dois automóveis de aluguel. Os choferes dormiam, esparramados sobre os assentos e gozando de rápido sono, enquanto não lhes apareciam fregueses.
Das sombras saiu um vulto de mulher pequena que, em movimentos rápidos, esgueirou-se por trás de um renque de cedros e pequenos arbustos da praça; atenta à qualquer movimento exterior, ela evitava mostrar-se à luz das lâmpadas. Movia-se aos pulinhos, como os pássaros; surgia, de relance, recortando o seu vulto na claridade difusa e depois era sumida pelas sebes e pelos arbustos compactos. Súbito, parou, indecisa. Orientou-se no meio da escuridão, aproximou-se .com passos cuidadosos, perto dos automóveis estacionados. Cautelosamente ela se certificou de que os choferes dormiam. Em seguida, tomou de um embrulho, e, num gesto furtivo e rápido, que mal lhe desenhou a silhueta sob a réstia de luz, largou-o sobre o coletor de lixo, junto ao banco de cimento e sumiu-se definitivamente tragada pela escuridão. Tudo continuou quieto como se nada tivesse acontecido; mas a quietude logo foi quebrada por uma voz masculina e vigorosa:
— Olá, Waldemar! Acorda, homem! — O passageiro bateu fortemente no vidro da porta do automóvel. O chofer' acordou-se, sonolento, esticou os braços num movimento de aliviar a tensão do corpo e deu conta do que acontecia. Abriu, rápido, a porta do veículo para o freguês notívago. Neste instante, ambos ouviram, ali perto, um choro abafado, que os fez mover a cabeça, num gesto unânime de surpresa em direção ao coletor de lixo.
— Ué! — interveio o passageiro, desistindo de entrar no automóvel. — Ali há coisa!
O chofer saiu do carro, rodeou-o, curvando-se sobre o embrulho deixado pela mulher misteriosa no coletor de lixo. Livre dos panos que o oprimiam, o recém nascido entrou num choro convulso e interminável.
— Ora; mais essa? — exclamou o chofer, perplexo, erguendo o boné e coçando o cimo da cabeça. Caminhou para o outro veículo e bateu forte na porta, arrancando o colega do sono gostoso:
— Armando! ... Armando! Acorda, homem! Temos coisa por aqui!
— E quando o companheiro achegou-se, ainda esfregando os olhos e mal acordado, mostrou-lhe o bebê a berrar sobre o banco de cimento, e mofou, num tom chocarreiro:
— Olha aí teu filho, homem! Eu bem que desconfiava!
— O que?! — exclamou o outro, atarantado, enquanto o passageiro ria alto e considerava depois:
— É um ser humano, não é? Acho que devemos levá-lo à Polícia, para ela dar um jeito! — E num gesto familiar. —A não ser que um de vocês queira adotá-lo!
— Eu?! — fez o segundo chofer. — Mal dou conta das minhas cinco bocas em casa!
— Quanta a mim sou solteiro. Não tenho jeito para ama-seca! — desculpou-se o primeiro.
Na "Delegacia de Ordem Social", o suplente da noite tirou uma baforada de fumo do cigarro, e sem qualquer emotividade, considerou:
— Naturalmente isso é de alguma vagabunda. Elas enchem a barriga e chutam o filho para os outros criarem! Isso é muito comum. Essa teve algum remorso ou escrúpulo, pois se renegou o filho não o matou. E depois de uma pausa, coçando a cabeça, aventou uma solução:
— Não podemos obrigar uma sem-vergonha a criar os filhos. Quanto a isso nada posso fazer, nem abrir um inquérito ou qualquer punição. Talvez esse diabo aí esteja com fome. Não para de berrar. Olhe, vou dar a vocês uma recomendação para gente minha conhecida, e que já tem me "quebrado uns galhos" como este! — E apontando o enjeitado, indagou. —É menino ou menina?
— Menina! — redarguiu o chofer.
O suplente sentou-se, puxou da caneta e redigiu um rápido bilhete, entregando aos choferes:
— Levem isso à "Casa Madalena", dos espíritas, e digam à dona Lavínia para recolher essa enjeitada até amanhã. Mais tarde, eu passo por lá e darei uma solução definitiva. Contem como a acharam numa lata de lixo!

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

AUTOCONHECIMENTO




O Espírito tem recursos admiráveis na conjuntura da própria vida e esses valores são portas para que entre para o reino da felicidade, dependendo do modo pelo qual será usado o acervo de tesouros que Deus depositou em seu coração. Recebemos constantemente, de fora, lições imortais que servem para nos alertar e, por vezes, para nos ajudar a compreender o que temos por dentro. No entanto, somente a autoeducação nos dá consciência do que deve ser feito para a nossa paz interior, saúde e mesmo compreensão.
O raciocínio é um instrumento valioso na seleção das qualidades que devem ser postas em prática, desde que ele seja disciplinado pelos sentimentos do Amor. Autoconhecimento é conhecer a si mesmo. Cada criatura é um mundo diferente na pauta das coisas que devem ser entendidas e guardadas por nós nos celeiros da consciência profunda, e o maior trabalhador nessa aquisição é a própria pessoa. O mundo exterior não deixa de cooperar na nossa educação espiritual; contudo, ele representa a teoria que nos alerta. A maior parte está com nós mesmos, na experimentação individual da vivência de cada dia.
Quando ouvimos lições imortais, sulcadas nas leis que garantem e sustentam a criação divina, o primeiro impulso que parte de nós é a recusa e nem sempre prestamos a atenção que corresponda às nossas necessidades. Somente quando essa atenção nasce dentro de nós, pelas vias das reações naturais, e passamos a sofrer os dramas causados pela ignorância, é que abrimos os sentimentos à educação verdadeira, àquela em que o mestre interno começa a nos instruir, usando os processos mais grosseiros da escola: os infortúnios morais e as dores físicas.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Em torno do sexo




Pergunta - O Espírito que animou o corpo de um homem pode animar o de uma mulher, numa nova existência, e vice-versa?

Resposta - Sim, pois são os mesmos os Espíritos que animam os homens e as mulheres. Item nº 201 de "O livro dos espíritos". Ante os problemas do sexo, é forçoso lembrar que toda criatura traz os seus temas particulares, com referência ao assunto.
Atendendo à soma das qualidades adquiridas, na fieira das próprias reencarnações, o Espírito se revela, no Plano Físico, pelas tendências que registra nos recessos do ser, tipificando-se na condição de homem ou de mulher, conforme as tarefas que lhe cabe realizar. Além disso a individualidade, muitas vezes, independentemente dos sinais morfológicos, encerra em si extensa problemática, em se tratando de vinculações e inclinações de caráter múltiplo. Cada pessoa se distingue por determinadas peculiaridades no mundo emotivo. O sexo se define, desse modo, por atributo não apenas respeitável mas profundamente santo da Natureza, exigindo educação e controle.