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quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

"A UMBANDA É MAIS ANTIGA QUE TODAS AS RELIGIÕES DOS HOMENS E SERÁ UMA DAS EXPRESSÕES DE UNIFICAÇÃO AMOROSA NA TERRA"


PERGUNTA: - Notamos um processo de "orientalização do Ocidente", sendo crescente o interesse por temas místicos, esotéricos, de vidas passadas, carma, reencarnação, fitoterapia, Nova Era, enfim, de espiritualismo em geral. Como se coloca a Umbanda nesse cenário?

VOVÓ MARIA CONGA: - Umbanda é luz, sabedoria milenar e pura harmonia. Conduz as consciências ao entendimento da verdadeira vida, que é a do espírito imortal. É unidade no Cosmo, um todo de que fazemos parte. É universalismo na sua essência, que está registrado em todos nós por nossa ancestralidade espiritual.
A Umbanda, regida pelo Cristo Cósmico, tendo em Jesus a sua manifestação máxima na Terra, é mais antiga que todas as religiões dos homens, e terá enorme importância por sua procedência sagrada nesta Era de Aquário. Aceita todas as outras religiões, e, por ser anterior as mesmas, em todas teve grandes influências, principalmente nas oriundas do Oriente...

terça-feira, 23 de julho de 2019

UMBANDA - COMO OS PRETOS VELHOS SE UTILIZAM DAS RESSONÂNCIAS DE VIDAS PASSADAS DOS CONSULENTES?



PERGUNTA: - Como os pretos velhos se utilizam positivamente das ressonâncias de vidas passadas para causar alento e bem-estar nos consulentes?
VOVÓ MARIA CONGA: - Nem todas as ressonâncias de vidas passadas são negativas. Se um filho se encontra em pânico ante um elevador ou locais altos, sem explicação racional que tenha gerado tal pavor na vida atual,. é um sinal claro de interferência de situação traumatizante de outra vida. "Desligamos" as polaridades estimulantes dessas ressonâncias, que não tem nada a ver com apagar a memória, que continua lá, intocável, na galeria do espírito imortal, de cenas e quadros vividos pelos filhos em vidas passadas e que um dia serão expostas na "festa" permanente dos libertos do ciclo da carne e que retomam as suas condições de memória integral.

quinta-feira, 13 de setembro de 2018

A SIMPLICIDADE E A SABEDORIA DOS PRETOS VELHOS


Quem nunca se encantou com a simplicidade de um Preto velho ou Preta velha?
Muitas pessoas pensam que essas RESPEITÁVEIS entidades de luz, são espíritos que só viveram no tempo da escravidão e que até hoje apresentam-se nessa "forma" e com as características da fala, gestual e “vestimentas” características, porque estão presas a um tempo que já se foi ou que ainda não evoluíram o bastante. De fato isso realmente aconteceu, pois muitos espíritos que hoje servem com Jesus, já foram na carne escravos negros em encarnações pretéritas, vivendo em senzalas, sofrendo com o açoite e com os maus tratos e humilhações de seus senhores brancos.
Gostaríamos de esclarecer que em sua maioria as entidades que tomam a forma dos pretos velhos na vertente umbandista e através de seus médiuns, são espíritos da mais alta hierarquia espiritual...

sábado, 29 de julho de 2017

É TEMPO DE APRENDER


Era sexta-feira, dia de receber as bênçãos no templo umbandista. Carla já estava na porta adentrando o recinto. Olhar firme, passos rápidos, expressão facial de quem não sorria há muito, mas ela caminhava firme em direção de um dos trabalhadores daquela casa, falavam-se cordialmente e minutos após a jovem senhora assentava-se. Em pouco tempo os trabalhos caritativos tinham seu início e os visitantes lotavam o salão principal, desejosos de respostas para suas dúvidas e de medicamentos “milagrosos” para seus males. Uma palestrante muito competente e disciplinada dava início aos estudos daquela noite, e todos aos poucos, iam sendo encaminhados aos tratamentos mediúnicos conforme suas necessidades.

domingo, 7 de junho de 2015

Amor próprio, ter ou não ter? Eis a questão.





Era inverno, as temperaturas despencavam e  aquele templo de umbanda recebia naquela noite poucas pessoas.
Marcelina estava na primeira fileira no salão principal, preparando-se para a reunião daquela sexta-feira. Poucas pessoas faziam parte do grupo de consulentes, muitos haviam ficado em seus lares devido ao frio intenso. Os médiuns também estavam em um grupo pequeno, a maioria faltou...
Após as preces de abertura dos trabalhos daquela noite e o início da palestra, os consulentes foram chamados para receber o passe magnético. Marcelina foi uma das primeiras e durante o passe despertou no médium maior atenção sobre ela. Como se tratava de um trabalhador experiente, sensível e atencioso, ao fim do tratamento a convidou para se aconselhar com preto velho e, Marcelina ansiosa e agradecida, aceitou.
Já diante do médium que já estava sob a vibração da entidade amorosa, respeitosamente ela o saudou: _ Boa noite, paisinho... salve!
Durante dois minutos fez-se um silêncio absurdo entre eles, a entidade auscultava a encarnada, enquanto baforava a fumaça do cachimbo enquanto nossa personagem aguardava o momento para DESPEJAR todo seu arsenal de perguntas descabidas em cima do médium incorporado! 
Preto velho: _Salve Zin fia! Ê, ê! Nego veio vê que a fia tá muito carregada, uma tristeza sem fim, uma energia pesada e de coloração escura e densa... por que, zin fia? 
Marcelina: _ Paisinho... estou muito só, carente que dói... sinto falta de um alguém na minha vida. Preciso de alguém para me amar! Como vou me sentir valorizada e realizada se não tenho meu coração aquecido pelo amor? Se o moço certo aparecesse em minha vida para me amar e me fazer feliz, eu seria a mulher mais feliz do mundo!
A entidade ouvia com paciência cada lamúria. O médium que servia de ponte para a entidade espiritual, aproveitava para aprender mais sobre a problemática do “amor”. Instruído pelo guia a conhecer mais sobre a alma humana, sem julgamentos, sentia a energia da consulente, sua irmã de caminhada e auxiliava no que podia.
A moça “falava” como uma matraca sem se ouvir, esperava  da entidade espiritual um estalar de dedos e “tudo resolvido”! Mas não foi bem assim que aconteceu. 
Marcelina: _O senhor poderia me dar uma ajudinha para eu arrumar o meu príncipe encantado, preciso me sentir amada! 
Preto velho: _A filha chegou no ponto que nego veio queria... sabe moça, eu fico aqui pensando o seguinte... por suposição se seu te abrir os caminhos para que encontres o tão desejado “príncipe encantado”, um moço que te dê amor e que “te aqueça o coração”, que realize teus desejos mais íntimos... e se um dia ele falhar, o que fará? Se ele em algum momento deixar de te desejar, como reagirá? Suponhamos que este homem seja como a grande maioria dos que já estão por aí, tão egoístas e também à procura de quem realize seus desejos mais íntimos, que se encantam e se desencantam por uma mulher, com a velocidade do pensamento? Fia, se esse tal príncipe te decepcionar um dia e se ele for uma idealização sua, como fará?
A moça assustou-se com as perguntas da entidade, seus pensamentos se atropelavam e ela não conseguia raciocinar de forma organizada.  Aquela entidade espiritual havia lhe tocado na ferida mais dolorida sem ao menos lhe dar aviso prévio! Marcelina ficou atônita, caiu em si despertando para uma realidade cruel. O que pensar diante de tais questionamentos? O que dizer? O que a entidade queria? Porque fazia aquilo, desafiando-a a pensar? Por que ao invés de resolver seus problemas e de lhe dar respostas prontas, estava a lhe “complicar” mais ainda a vida? Por que?

Um suor frio lhe molhou a face e ela respirou fundo tentando juntar saliva para aplacar a secura da boca. Apertou as delicadas mãos, frias e molhadas, iniciando novo diálogo com fortes sinais de desapontamento.  A voz em tom grave e mais baixo do que o normal pronunciou frases desconexas e trêmulas... enfim, ela despertou e compreendeu o erro (envergonhada),  mas disfarçou.  
Marcelina: _Não compreendi, o senhor poderia me explicar melhor? 
Aquele preto velho amoroso, psicólogo de almas, lançou um olhar cheio de amor e bondade àquela mulher sofrida. Procurou a melhor forma de lhe ajudar a compreender sua real situação.

segunda-feira, 25 de maio de 2015

O receituário mediúnico dos "pretos-velhos", índios e caboclos




PERGUNTA: Que dizeis sobre as receitas mediúnicas formuladas pelos espíritos de índios, caboclos ou "pretos-velhos", os quais, embora sejam leigos em medicina, prescrevem ervas, remédios caseiros ou homeopatia, que às vezes produzem curas extraordinárias?



RAMATÍS: São espíritos que estiveram reencarnados nesses ambientes de costumes um tanto primitivos; portanto, é natural que ainda se mantenham seus hábitos e convicções anteriores. Então, receitam infusões de ervas curativas, xaropes, fortificantes, homeopatia ou demais tipos de remédios para debelar os males do corpo físico. Aliás, esses espíritos mais caritativos e serviçais, depois de desencarnados, mobilizam no Além todos os seus recursos, no sentido de aliviar o sofrimento dos terrícolas, praticando um curandeirismo tão pitoresco quanto o a que já se haviam habituado na Terra. Muitos desses espíritos bondosos, mas ainda incapacitados para atenderem aos empreendimentos espirituais superiores, sublimam sua ansiedade caritativa na realização de tarefas a favor dos "vivos". Então, os guias espirituais aproveitam sua boa intenção e índole fraterna, embora ainda se trate de almas inexperientes e de graduação primária. Merecem-lhes todo o carinho e tolerância, uma vez que se devotam aos enfermos do corpo e espírito, quer ministrando-lhes o bom conselho, o medicamento e até protegendo-os contra o assédio das falanges trevosas.

Nas residências mais afastadas dos centros populosos, a homeopatia ainda é o socorro de urgência substituindo o médico ausente e atendendo desde o netinho endefluxado e o vovô reumático, até a titia vítima de pertinaz enxaqueca.

Embora reconheçamos sinceramente os benefícios salutares prestados pela medicina alopática, a verdade é que as crianças tratadas exclusivamente pela homeopatia livram-se das injeções dolorosas e das reações alérgicas e dos efeitos tóxicos causados pelos medicamentos corrosivos. A farmacologia alopática, malgrado o seu êxito, também, em certos casos, produz conseqüências agressivas e indesejáveis nos organismos mais sensíveis. Às vezes intoxica o fígado e provoca a inapetência, ou "falta de apetite"; doutra feita, congestiona os rins, normaliza o estômago, afeta o intestino, contrai o duodeno, mancha a pele, produz urticárias ou cefaléias características das opressões sanguíneas. Assim, a pobreza do vosso país prefere essa medicina pitoresca exerci da pelos espíritos de índios, caboclos ou "pretos-velhos", que ministram ervas, remédios caseiros ou homeopatia, no desejo louvável e cristão de servir o próximo sem interesse ou vaidade pessoal. Ansiosos em proporcionar o maior bem possível, eles servem-se tanto dos médiuns de "mesa" como de terreiro, pois só lhes importa exercer um serviço benéfico. Embora a medicina acadêmica censure esses espíritos, que realmente ignoram os recursos avançados da terapêutica moderna, o certo é que eles seguem humildemente o Mestre Jesus, quando recomendava: "Ama o próximo como a ti mesmo" e "faze aos outros o que queres que te façam".



PERGUNTA:  Por que, embora se trate de espíritos bondosos e caritativos, nem sempre os "pretos-velhos" ou caboclos conseguem o êxito desejado nas suas prescrições medicamentosas? Porventura não gozam da faculdade de premonição durante a sua assistência espiritual junto aos enfermos da Terra?



RAMATÍS:  São almas que servem o próximo de modo incondicional, deixando a Deus o cuidado de promover o merecimento de cada criatura, pois o seu princípio fraterno é sempre o de "ajude e passe". 1 Aliás, sabeis que os próprios espíritos angélicos não podem sustar as provas cármicas dos encarnados, quando o sofrimento humano tem por fundamento principal a redenção espiritual do enfermo.

terça-feira, 27 de maio de 2014

De "adonde que véve os mortos" ...


- Dr. Inácio, alguns amigos dizem que se o senhor não fosse tão crítico em seus livros, eles poderiam vender bem mais do que vendem...

- Talvez, sim, pudessem vender mais do que vendem, mas, então, eu estaria vendendo com eles a minha própria consciência.

- Se, porventura, algo pudesse retificar em algum dos livros que, até o presente, o senhor escreveu e publicou, retificaria?...

- Nada, nem uma vírgula! A minha convicção em tudo o que escrevi é sempre, a cada dia, maior.

- Sequer abrandaria o seu estilo?...

- Mais ainda?! Caso viesse a fazê-lo, viraria “maria-mole”... Aliás, como doce, é muito gostoso, mas como estilo literário...

- A campanha contra os seus livros tem sido acirrada...

- A verdade sempre incomoda os... acomodados! Lamento o incomodo! Desculpem o mau jeito... na coluna dorsal de seu personalismo!...

- O senhor é proibido em muitas livrarias...

- Se algo eles tivessem escrito, teriam feito o mesmo com Sócrates e Jesus Cristo – portanto, estou em muito boa companhia, você não acha?! A um deram uma taça de cicuta, e ao Outro deram uma cruz... A mim, por enquanto, apenas censura – não mereci mais do que isto!...

- Dizem que o senhor é um espírito baixo...

- De fato, mas como é que um espírito tão baixo quanto sou pode perturbar a quem se coloca em patamar tão elevado?! Desconfio, portanto, que essa turma está no mesmo nível em que me encontro, ou seja: ao rés do chão, e... comendo pó!...

- O senhor sempre foi assim? Quer dizer: quando encarnado, o senhor era exatamente assim?...

- Eu vou pedir a Dorival Caymmi alguns de seus versos emprestados: “Eu nasci assim/ Eu cresci assim/ Eu sou mesmo assim/ Vou ser sempre assim...”

- Dizem que, quando encarnado, o seu estilo literário era outro...

- De fato. Acho que estou melhorando... Segundo o meu amigo revisor, Prof. Fausto De Vito, apenas continuo cometendo os mesmos erros de Português! Realmente, estou precisando estudar...

domingo, 4 de maio de 2014

No divã da Umbanda




Já estava querendo escrever algo sobre a impaciência dos consulentes nas casas de umbanda e até mesmo nos centros espíritas, até ser totalmente encorajada pelos últimos posts que li em blogs religiosos, os quais eu sigo e estudo. A inspiração para escrever algo, vem daí!  Mas como analisar os “divãs” umbandistas espalhados pelo Brasil, cujos consulentes estão à beira dum ataque de nervos? Hoje podemos dizer que as casas religiosas são a extensão dos hospitais tradicionais, pois os consulentes que aí chegam o fazem pelas enormes enfermidades físicas e psíquicas que o sistema de saúde brasileiro não consegue atender a contento.
Então, muitos irmãos ou pelo menos os mais afoitos podem pensar que o templo religioso umbandista ou de qualquer outra filosofia religiosa, trata-se do “segmento” do Sistema único de saúde (SUS), será?
Entram pela porta da frente, são bem recebidos e orientados, assentam-se nos bancos de madeira ou plástico, ouvem músicas agradáveis que acalmam, escutam as palestras elucidativas enquanto esperam à consulta, são nesse mesmo tempo tratados pelos espíritos guias que atuam na casa em nome da caridade com Jesus... Claro que a procura tem sido enorme pelas boas casas de umbanda e kardecistas, já que os hospitais convencionais e os médicos da Terra não querem ou não podem prestar bem o devido socorro aos seus pacientes, então, essas abençoadas casas religiosas ficam abarrotadas de gente.
As cadeiras são poucas para tanta gente sentar, os corredores ficam cheios e muitos ficam de pé mesmo aguardando sua vez de serem atendidos. Os ventiladores já não são mais suficientes, a espera passa a ser longa e aí, os consulentes irritam-se!

OGrupo de Umbanda Triângulo da Fraternidade, que tem sua sede em Porto Alegre – RS, postou um texto interessante sobre a impaciência de alguns irmãos de caminhada (consulentes), que infelizmente não aproveitam bem a estada na casa.
Minha gente, esta também tem sido a realidade de milhares de templos há anos! Tem um que já frequentei e que sempre ficou lotado de gente, todas as quartas e sextas-feiras, muita gente fica de pé no longo corredor, esperando o momento de entrar no salão principal para assentar-se nos bancos de madeira com encosto para receber o tratamento espiritual.
Cada casa tem uma política de atendimento, umas precisam de senha, outras recebem seus consulentes pela ordem de chegada ou preenchimento de ficha no atendimento fraterno que vai para o guia, que definirá quem precisa ser atendido primeiro, etc.
Estas casas abençoadas que estão espalhadas pelo Brasil têm recebido irmãos enceguecidos pelo sofrimento, pelas desilusões amorosas, pelas paixões e enfermidades de todo tipo, portadores de mágoas antigas, ódios, antipatias, preconceitos entre outros, orgulhos entre outros. Os tempos estão mudados, pois antigamente, na minha infância, as mesmas casas umbandistas ou kardecistas, recebiam um contingente “x” de consulentes e a época em si era outra. Os problemas e as exigências eram bem diferentes das de hoje. No tempo atual, com tanta tecnologia e competição em todos os setores da vida, o mercado de trabalho está mais exigente, as pessoas mais consumistas, a juventude está  mais atrevida, os crimes aumentaram, o sexo é mais discutido... a Aids mata milhares por ano, etc. Temos aí as reclamações e as doenças, os problemas psiquiátricos e os traumas, a depressão e o suicídio entre tantos outros problemas, são os temas mais comuns e costumeiros nos templos religiosos, onde os trabalhadores das casas hoje em dia, precisam estudar psicologia (na informalidade) para conseguir auxiliar mais e melhor os consulentes.
Alguns milhares de irmãos de caminhada (que nestes ambientes tornam-se consulentes) diferentemente dos de antigamente (de uns quarentas anos atrás), vão à estes locais em busca não do êxito espiritual, da reforma íntima pelo conhecimento, humildade, caridade, doação e mediunidade, mas sim da ajuda que os tratamentos espirituais podem surtir em seus corpos físicos e em sua psique, através do amparo dos bons espíritos e de seus médiuns.
Os hospitais tradicionais como alhures dissemos, não tratam mais seus doentes, não lhes solucionam os mistérios das dores físicas e psíquicas com a alopatia exata e os exames nas máquinas de última geração, não lhes socorrem a contento, não disponibilizam como é necessário profissionais sérios, competentes e dispostos sinceramente em contribuir com o melhoramento da saúde pública ou pelo menos em suavizar a dor de seus enfermos, oferecendo-lhes o direito a um tratamento digno e que caiba nos bolsos, por isso e só por isso, nossos companheiros de caminhada vão em busca dos “milagres”,  das beberagens e da cura para seus males. Mas tem que ser para ontem!!!

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Causos de umbanda – Um pedido muito especial




Margarida toda sexta-feira vai para a casa de umbanda receber o axé das entidades espirituais. É frequentadora há dez anos e ultimamente, por causa dos problemas familiares tem ido com assiduidade.
É mãe do Pedro, um rapagão saudável que segundo ela, não quer nada com a vida. É esposa do Jorge que vê no próprio filho seu fracasso como pai.
Margarida esperava sua vez de ser atendida. Aquela era a sessão dos pretos velhos e ela estava ansiosa como de costume, para receber as orientações.
Diante do médium que recebia vibrações do guia espiritual, Margarida falava entre aflita e nervosa sobre o problema que lhe apoquentava. Reclamava do filho e do marido, da vida, dos vizinhos, porém o que mais lhe doía era a situação de seu filho único, pois os desentendimentos familiares sempre se davam por causa dele.
O marido sempre entrava em atrito com o próprio filho por causa de sua rebeldia e do seu modo “tanquilo” de ser. As brigas eram diárias e essa situação causava em todos um mal estar daqueles!  
Preto velho: _Deus te abençoe, minha filha! Que mal te acomete? 
Margarida: _É que o Pedrinho, meu filho passou dos limites! Não quer ter responsabilidades, já está com vinte e quatro anos de idade e não para em emprego algum. Fuma demais, dorme até tarde, fica no boteco jogando até tarde da noite e já é até pai solteiro! Ah! Lá em casa tem briga todo dia, pai velho! O meu Jorge não aceita mais os abusos do nosso filho, fica nervoso e por isso o maltrata e o meu filho, infelizmente não o respeita mais. 
A entidade e seu médium ouviam com atenção as lamentações da consulente que não parou por aí... 
Margarida: _Eu hoje vim decidida a pedir pelos dois... na verdade por todos nós lá de casa, sabe? Mas hoje eu quero lhe pedir, pai velho, uma ajudinha muito especial para meu filho Pedro... será que não tem um “jeito” do senhor fazer ele mudar? Digo assim... será que o senhor poderia fazer “algo” para ele se arrumar na vida? Um sacudimento ou trabalho forte... sei lá! Algo que o faça ficar responsável... na verdade não sei bem o que o senhor pode fazer, o que quero é que ele tome jeito de homem, pois já passou da hora! – Dizia ela mais agitada ainda.  -  Então, pai velho, o que o senhor me diz?

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

A UMBANDA RESOLVE?!




Era sexta-feira, a noite estava quente, as temperaturas estavam altas em todo país. Todos os ventiladores ligados e por incrível que pareça todos os lugares na assistência estavam ocupados.
Naquela casa umbandista que recebia seus irmãos de braços abertos, estava aberta a sessão de caridade e os pretos velhos amorosamente recebiam as reclamações dos consulentes desiludidos, devolvendo-as em forma de aconselhamento fraterno.
Aylton, nosso personagem principal, foi conduzido até uma cabine de atendimento, era mais um visitante novo na casa. Durante o atendimento fraterno lhe foram propostos alguns tratamentos espirituais (passes magnéticos, água fluída, assistir palestras).
Buscava a todo custo disciplinar os pensamentos conduzindo-os para melhores caminhos, pois vinham-lhe a todo instante pensamentos de fracasso, medo e insegurança, que o direcionavam para a fuga e desistência, oriundas do pessimismo.
A entidade espiritual através do seu médium lhe saudou amorosamente, auscultando lhe discretamente o coração e os pensamentos em desalinho...
Pai velho: _Boa noite, filho, que a paz de Jesus esteja entre nós! O que te sucede?
Aylton: _Estou com 27 anos de idade e passando por um tratamento médico para impotência sexual! Me sinto jovem e forte, pai velho, mas a minha potência acabou. Estou desesperado porque já não sei mais o que fazer, pois há seis meses estou assim... os médicos da Terra não conseguem resolver o meu “probleminha”, aí um amigo me falou para vir aqui que a umbanda resolveria o meu caso!
O médium, coitado, diante daquela declaração “a umbanda resolve o meu caso”, enrubesceu! Mas o amoroso guia espiritual, profundo conhecedor da alma humana ouviu com paciência e amor o que Aylton falava, esperava o momento certo para tocar-lhe fundo o coração sem envergonhá-lo mais.
O rapaz por sua vez, falava como um papagaio... chorava, suas pernas tremiam, ele esfregava as mãos uma na outra nervosamente e as enxugava no pano da calça de minuto a minuto. Por fim, calou-se esgotado lançando um olhar desesperado para o médium incorporado.
Pai velho: Filho, nós estamos aqui para lhe ajudar a se ajudar, não existe milagre sem esforço próprio, entende? Para lhe ser mais claro, não existem milagres! Para todo efeito houve uma causa e vice versa. Os problemas aparecem para despertar os filhos de fé para algo que eles não querem ver, servem para fazer a humanidade evoluir e crescer espiritualmente.
Suncê filho, abusou da energia sexual se é que deseja realmente compreender o que te ocorre agora. Pense um pouco e busque no passado que logo virão as lembranças dos excessos de toda ordem.
Os excessos são prejudiciais e sexo meu filho é bênção, é caminho para a evolução das almas e não o atalho! É meio de crescimento do espírito através da reencarnaçãos e não o da queda! Sexo é bom, mas não é tudo.

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Causos da Vó Chica.




 Os números mágicos...



Robisklei entrou no terreiro de umbanda, se benzeu, ajoelhou em frente ao Gongá, depois “reverenciou” as curimbas colocando parte da cabeça sobre uma delas e pediu para falar com Vovó Maria Preta. (ele imitava tudo o que via as outras pessoas fazendo). Trinta minutos depois foi levado pelo cambono até a médium que estava sob a vibração da entidade.

Havia ouvido falar daquela preta velha, as pessoas de sua família diziam que ela era uma entidade mui caridosa e que ajudava os filhos de fé a encontrar o seu caminho...

Tomara banho, colocara a melhor roupa, penteara o cabelo para trás com muito gel, que era para parecer um “moço sério”... bem apresentado... Quem sabe a entidade o vendo assim, se compadecia da sua angústia, né? Pensava ele.

Vó Chica: _Louvado seja nosso sinhô Zezuis Cristo,  fio! Ê, ê!

Robisklei: _Louvado seja!

Vó Chica: _Fala pra essa preta o que te traz aqui?

Robisklei: _Me falaram bem da senhora... eu gostaria de pedir uma ajuda para mim... se não for pedir muito. Gostaria de saber os números premiados para eu jogar, ganhar e poder fazer a “caridade” para meus familiares... assim como eu eles sofrem muito! Claro que eu depois vou pedir a mão da Diana em casamento e comprar uma casa, a senhora sabe...