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segunda-feira, 24 de agosto de 2015

A RESPONSABILIDADE E OS RISCOS DA MEDIUNIDADE.




1 - Allan Kardec já tratou o assunto deste capítulo com bastante clareza e sensatez no capítulo XVIII, denominado "Inconvenientes e Perigos da Mediunidade", 
do "Livro dos Médiuns", assim como Ramatís também ventilou rápidos apontamentos na sua obra "Mediunismo". No entanto, desejando maiores esclarecimentos desse assunto, efetuamos a Ramatís mais estas perguntas, seguindo o mesmo roteiro adotado por Allan Kardec.

PERGUNTA: O médium pode ser considerado uma criatura anormal?
RAMATÍS: - Anormal não é propriamente o termo, mas trata-se de um indivíduo incomum. É criatura inquieta, receptiva e algo aflita, que vive, por antecipação, certos acontecimentos. Sua hipersensibilidade perispiritual atua com veemência na fisiologia do sistema nervoso e endocrínico. Alguns são pacatos e sem qualquer característica excepcional, mas isso resulta de que a sua mediunidade é menos sensível no campo psíquico. Estão neste caso os médiuns sonâmbulos ou de efeitos físicos, cuja mediunidade é de caráter fenomênico, só identificada durante o transe.

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Espíritos que se podem evocar.


274. Todos os Espíritos, qualquer que seja o grau em que se encontrem na escala espiritual, podem ser evocados: assim os bons, como os maus, tanto os que deixaram a vida de pouco, como os que viveram nas épocas mais remotas, os que foram homens ilustres, como os mais obscuros, os nossos parentes e amigos, como os que nos são indiferentes. Isto, porém, não quer dizer que eles sempre queiram ou possam responder ao nosso chamado. Independente da própria vontade, ou da permissão, que lhes pode ser recusada por uma potência superior, é possível se achem impedidos de o fazer, por motivos que nem sempre nos é dado conhecer. Queremos dizer que não há impedimento absoluto que se oponha às comunicações, salvo o que dentro em pouco diremos. Os obstáculos capazes de impedir que um Espírito se manifeste são quase sempre individuais e derivam das circunstâncias.

275. Entre as causas que podem impedir a manifestação de um Espírito, umas lhe são pessoais e outras, estranhas. Entre as primeiras, devem colocar-se as ocupações ou as missões que esteja desempenhando e das quais não pode afastar-se, para ceder aos nossos desejos. Neste caso, sua visita apenas fica adiada.

Há também a sua própria situação. Se bem que o estado de encarnação não constitua obstáculo absoluto, pode representar um impedimento, em certas ocasiões, sobretudo quando aquela se dá nos mundos inferiores e quando o próprio Espírito está pouco desmaterializado. Nos mundos superiores, naqueles em que os laços entre o Espírito e a matéria são muito fracos, a manifestação é quase tão fácil quanto no estado errante, mais fácil, em todo caso, do que nos mundos onde a matéria corpórea é mais compacta.

As causas estranhas residem principalmente na natureza do médium, na da pessoa que evoca, no meio em que se faz a evocação, enfim, no objetivo que se tem em vista. Alguns médiuns recebem mais particularmente comunicações de seus Espíritos familiares, que podem ser mais ou menos elevados; outros se mostram aptos a servir de intermediários a todos os Espíritos, dependendo isto da simpatia ou da antipatia, da atração ou da repulsão que o Espírito pessoal do médium exerce sobre o Espírito chamado, o qual pode tomá-lo por intérprete, com prazer, ou com repugnância.

sábado, 13 de setembro de 2014

Sua vida perdeu o sentido? Há algo errado com você.



É bom e positivo quando servimos alguém com amor e dedicação. É até recomendável que façamos isso deixando o egoísmo de lado, é bom olhar para os lados, preocupar-se com o próximo, etc. Com isso crescemos espiritualmente e aprendemos, evoluímos e fazemos novos amigos.
A nossa vida deve sempre ser movida por um objetivo maior, devemos dar sentido a ela todos os dias, cumprindo com os nossos deveres, nos aprimorando, aprendendo coisas novas e por aí vai. O que não devemos jamais fazer é fixar no outro a ideia de que ele é o nosso objetivo maior.
Não é saudável vivermos a mercê da aprovação alheia, subservientes como os antigos escravos e dependentes dessas mesmas pessoas.
Observo as famílias e percebo que em muitas delas existe uma relação doentia, onde uns se submetem aos outros entregando suas próprias vidas em mãos alheias (ninguém cuidará melhor de nós do que nós mesmos).
Há mulheres que ainda cumprem o papel da “serviçal do lar”, aquela que não tem tempo para cuidar de si, mas que tem todo o tempo do mundo para ocupar-se com os seus. Acaba sendo uma relação onde não existe troca, elas creem que fizeram muito em renunciar a própria vida para dedicar-se integralmente aos filhos e ao esposo, ansiando a próxima tarefa doméstica e assim por diante.
Descuidam-se de si próprias, deixam sempre para o “amanhã” os cuidados com a aparência, exaurem-se e no fim não têm mais energia nem bom humor de sobra.
Os filhos crescem e querem liberdade, para alguns pais isso é sinal de “traição”, cria-se uma dependência mórbida e as chantagens emocionais dão o ritmo cruel à vida. Em outros casos esses mesmos pais ficam depressivos, pois a vida perdeu todo o seu sentido!
O marido fica grato a esposa extremosa e caprichosa, que não deixa nada a desejar nos serviços domésticos. Desdobra-se para chegar a frente do companheiro, não permitindo-lhe ao menos auxilia-la no lar vez ou outra. Um dia ele vai embora de casa alegando estar envolvido com outra mulher, a esposa entra em conflito, quase enlouquece e passa a se autodestruir alega que sua vida perdeu todo o sentido, pois vivia para o marido!
Pessoas carentes que vêm de lares desestruturados, têm tendência a buscar nos outros tudo o que lhes falta. Pode ser o afeto perdido na infância, o carinho paternal ou maternal, etc. O erro muitas vezes está em criar uma dependência doentia, desgastante, mas que escapa à percepção da pessoa doente. Esta sempre irá entrar numa relação desejando intimamente que o outro lhe preencha o vazio d’alma.
Essas relações afetivas tendem a durar pouco, pois se um dos dois sofre, por exemplo, de baixa autoestima e sentimento de inferioridade, é certo que o outro ficará com o tempo sufocado, sem espaço para si! O outro, aquele que está doente, sem perceber vai minando o relacionamento com os ciúmes doentios, com a insegurança, as cobranças e os medos. Depois diz que não entendeu o porquê da pessoa amada ter deixado de amá-lo e que doou-se por inteiro e fez os maiores sacrifícios para no fim não ser reconhecido e nem amado!
Meus queridos irmãos, aprendi que quando concluímos que fizemos grandes SACRIFÍCIOS por quem quer que seja e não fomos RECONHECIDOS, no fim das contas significa que estávamos no caminho oposto (errado). Qualquer relação não pode e não deve jamais exigir sacrifícios além da conta de nenhuma das partes, um dos envolvidos está equivocado, pois tudo deve ser consentido, permitido e vivido plenamente pelos dois ou três ou mais de três! Nos grupos familiares, entre os casais, com os amigos de fé, enfim qualquer que seja a situação, antes de amar o outro é necessário amarmos a nós mesmos.
Doar-se é preciso e é saudável, tudo com boas pitadas de equilíbrio, sobriedade e autoanálise. A cada dia devemos mergulhar para dentro de nós e renovar as esperanças, os sentimentos positivos e repetir com verdade para nós mesmos, o quanto nos amamos e somos especiais.

domingo, 20 de outubro de 2013

LENDAS “ESPÍRITAS”? – QUEM DESENCARNA COM CÂNCER “NÃO REENCARNA MAIS”. SERÁ?




“Qualquer doença por si não purifica uma alma, o que melhora o espírito é a mudança de caráter.”

  

Há alguns adeptos do espiritismo que creem que quem sofre com o câncer e desencarna em virtude dele, liberta-se do ciclo das encarnações.
Não acreditamos nisso de forma alguma, pois esta grave moléstia é apenas o expurgo a que estamos sujeitos devido nossas faltas passadas e desregramentos.
Alguns afirmam que o sofrimento imposto através desta doença é tão grande que o espírito fica “liberado” de novas experiências no campo da matéria, porque purificou-se. Entretanto, sabemos que depois das graves enfermidades que enfrentamos em nossa jornada evolutiva, enfermidades estas, que nos impedem momentaneamente, de seguirmos usando o nosso livre-arbítrio, pois se de acordo com as mais graves (câncer em estágio avançado) ficamos na maioria das vezes em cima de uma cama definhando ou mui debilitados nos tratando. Ou seja, poderemos continuar nossa jornada evolutiva com novas reencarnações e isto só se dá, até onde sabemos, com a permissão de nossos tutores espirituais, pois para quem não sabe existe organização Superior do “lado de lá”.
O certo é que não podemos afirmar categoricamente a veracidade destas afirmações feitas por alguns irmãos espíritas e por que não? Porque cada vivência nossa é uma experiência ímpar. Será então possível afirmar, por exemplo, que hoje, em pleno século XXI, nós que somos espíritos já com “alguns” milênios de idade, nunca tenhamos desenvolvido câncer em nossas existências anteriores como seres encarnados! Será que não? Será possível isso? Então, suponhamos que seja verdade, por exemplo, se hoje desenvolvemos câncer, significa que como espíritos milenares que somos (e põe milenar nisso!) é a primeira vez que adoecemos desta forma? Deste mal? Desculpem-nos os mais crédulos, mas isto em nossa humilde opinião não pode ser possível.

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Em teu nome, Senhor!...




Mestre!

Estudando a mensagem libertadora de Allan Kardec, em O Evangelho segundo o Espiritismo,1 nos, os companheiros desencarnados de quantos se encontram ainda em rudes lições na escola física, escrevemos este livro,2 em teu nome.
Nele se refletem os pensamentos daqueles servos menores de teus Servos Maiores, aos quais confiaste, em círculos mais estreitos de ação, a sublime tarefa de reviver o espírito da verdade, nos tempos calamitosos de transição que o Planeta atravessa.

Oferecemo-lo a todos os irmãos, cujos ombros jazem vergados ao peso de rijas obrigações, nesta hora em que a família humana desfalece a mingua de amor; aos que, por náufragos da existência, viram quebradas, ante os furacões do materialismo destruidor, as embarcações religiosas em que se lhes erguia a fé; aos que levantam a voz para redizer-te a palavra de esperança e de luz, deslocando, a custa de sacrifício, os empeços das trevas; aos que, sobrecarregados de graves deveres, procuram preencher os lugares dos que desertaram do serviço, tentando debalde esquecer os fins da vida; e, acima de tudo, aos que, por agora, não encontram para si mesmos senão a herança das lágrimas em que se lhes dissolve o coração.