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domingo, 21 de junho de 2020

AS PINTURAS MEDIÚNICAS




PERGUNTA: Por que motivo entre os vários retratos que foram pintados mediunicamente sobre a vossa figura perispiritual, nenhum deles se parece estritamente convosco? O vosso sensitivo explica-nos que sois amorenado, olhos oblíquos e que não tendes o aspecto adolescente de um jovem de quinze anos, como vos pintaram. Também apresentais uma fisionomia expressivamente ocidentalizada, quando, na realidade, sois um tipo oriental descendente de hindu e chinesa. Diz o médium que a maior semelhança entre vós e os retratos mediúnicos pintados reside somente no tipo das vestes, do turbante e das cores de vossa aura. Que dizeis?

RAMATÍS: As diferenças comumente existentes entre a verdadeira configuração perispiritual dos desencarnados e as pinturas mediúnicas resultam mais propriamente dos efeitos imprecisos e muito comuns dos fenômenos de ideoplastia.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

CEGOS GUIANDO CEGOS




Todos nós em algum momento iremos fechar nossos olhos para a realidade que nos cerca, seja por medo, por orgulho, por ignorância ou por revolta. Isso é sui generis! É da nossa característica humana, enquanto espíritos infantis que caminham para Deus.

Na medida que o esclarecimento nos bater à porta, deixamos pouco a pouco a ignorância para trás e vamos transformando o torto em reto, o mau em bom, as deficiências em pequeninas perfeições, e assim vamos crescendo espiritualmente.

sábado, 29 de julho de 2017

É TEMPO DE APRENDER


Era sexta-feira, dia de receber as bênçãos no templo umbandista. Carla já estava na porta adentrando o recinto. Olhar firme, passos rápidos, expressão facial de quem não sorria há muito, mas ela caminhava firme em direção de um dos trabalhadores daquela casa, falavam-se cordialmente e minutos após a jovem senhora assentava-se. Em pouco tempo os trabalhos caritativos tinham seu início e os visitantes lotavam o salão principal, desejosos de respostas para suas dúvidas e de medicamentos “milagrosos” para seus males. Uma palestrante muito competente e disciplinada dava início aos estudos daquela noite, e todos aos poucos, iam sendo encaminhados aos tratamentos mediúnicos conforme suas necessidades.

domingo, 2 de outubro de 2016

AS VISÕES DE MARIA




PERGUNTA:  Reza a tradição bíblica que um anjo visitou Maria e anunciou-lhe que ela casaria com um homem da linhagem de Davi; e conceberia um filho varão destinado a salvar o mundo. Que dizeis sobre essa tradição religiosa?
RAMATíS:  Maria contava 15 anos de idade quando seus pais, Joaquim e Ana, faleceram, com alguns meses de diferença entre os óbitos. Foi então acolhida por Sünão e Eleazar, parentes de seu pai, que a encaminharam para o grupo das Virgens de Sião, no templo de Jerusalém. Ali permaneceu cerca de dois anos, onde se dedicava a trabalhos tais como a confecção de túnicas de seda para as moças, mantos para os sacerdotes, ornamentos, enxovais e pequenos tapetes de veludo e de lã para as cerimônias religiosas. Além disso, tocava citara e cantava os salmos de Davi, em coro com as demais jovens.

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Natureza da Mediunidade





Chama-se mediunidade, o conjunto de faculdades que permitem ao ser humano comunicar-se com o Mundo Invisível.
O médium desfruta, por antecipação, dos meios de percepção e de sensação que pertencem mais a vida do espirito que a do homem, por isso tem o privilegio de servir de traço de união entre eles.
Temos que ver nesse estado o resultado da lei de evolução e não um efeito regressivo, uma tara, como creem certos fisiologistas, que comparam os médiuns a histéricos e enfermos. Esse equivoco provem do fato de a grande sensibilidade e a impressionabilidade de certos médiuns provocar em seu organismo físico perturbações sensoriais e nervosas; mas esses casos são exceções, que seria errado generalizar, porque a maioria dos médiuns possui boa saúde e um perfeito equilíbrio mental.
Toda extensão das percepções da alma e uma preparação para uma vida mais ampla e mais elevada, uma saída aberta a um horizonte mais vasto. Sob este ponto de vista, as mediunidades, em conjunto, representam uma fase transitória entre a vida terrestre e a vida livre do espaço.
O primeiro fenômeno desse gênero, que chamou a atenção dos homens, foi o da visão. Por ela se revelaram, desde a origem dos tempos, a existência do mundo do Além e a intervenção, entre nos, das almas dos mortos. Estas manifestações, ao se repetirem, deram nascimento ao culto dos espíritos, ponto de partida e base de todas as religiões. Depois, as relações entre os habitantes da Terra e do Espaço se estabeleceram das mais diversas e variadas formas, que se foram desenvolvendo através dos tempos, sob diferentes nomes, mas todas partem de um único principio.
Por meio da mediunidade sempre existiu um laco entre ambos os mundos, uma via traçada pela qual a alma humana recebia revelações, gradualmente mais elevadas, acerca do bem e do dever, luzes cada vez mais vivas sobre seus destinos imortais.
Os grandes espíritos, por motivo de sua evolução, adquirem conhecimentos progressivamente mais amplos e se convertem em instrutores, em guias dos humanos cativos na matéria. A autoridade e o prestigio de seus ensinamentos ficam realçados ainda mais pelas profecias, pelas previsões que os precedem ou os acompanham.
Em outra parte estudamos, detalhadamente, os diferentes gêneros de mediunidade e os fenômenos que produzem.5
Então pode-se ver como se estabeleceu a comunicação dos vivos e dos mortos; como se constitui essa fronteira ideal onde as duas humanidades, uma visível e a outra invisível, entram em contato; como, graças a essa penetração, se estende e se esclarece nosso conhecimento da vida futura, a noção que possuímos das leis morais que a regem, com todas as suas consequências e suas sanções.
Por todos os procedimentos medi anímicos, os espíritos superiores se esforçam em trazer a alma humana das profundidades da matéria para as altas e sublimes verdades que regem o Universo, para que se revistam dos altos fins da vida e encarem a morte sem terror, para que aprendam a desprender-se dos bens passageiros da Terra e prefiram os bens imperecíveis do espírito.

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

A RESPONSABILIDADE E OS RISCOS DA MEDIUNIDADE.




1 - Allan Kardec já tratou o assunto deste capítulo com bastante clareza e sensatez no capítulo XVIII, denominado "Inconvenientes e Perigos da Mediunidade", 
do "Livro dos Médiuns", assim como Ramatís também ventilou rápidos apontamentos na sua obra "Mediunismo". No entanto, desejando maiores esclarecimentos desse assunto, efetuamos a Ramatís mais estas perguntas, seguindo o mesmo roteiro adotado por Allan Kardec.

PERGUNTA: O médium pode ser considerado uma criatura anormal?
RAMATÍS: - Anormal não é propriamente o termo, mas trata-se de um indivíduo incomum. É criatura inquieta, receptiva e algo aflita, que vive, por antecipação, certos acontecimentos. Sua hipersensibilidade perispiritual atua com veemência na fisiologia do sistema nervoso e endocrínico. Alguns são pacatos e sem qualquer característica excepcional, mas isso resulta de que a sua mediunidade é menos sensível no campo psíquico. Estão neste caso os médiuns sonâmbulos ou de efeitos físicos, cuja mediunidade é de caráter fenomênico, só identificada durante o transe.

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Médium e mediunidade

Os sensitivos não deveriam ser chamados de médiuns. O vocábulo sensitivo apresenta-se como um sinônimo de médium, mas não se refere propriamente a um intercâmbio entre os dois mundos, representando apenas uma faculdade em andamento para a verdadeira comunicação com os Espíritos. Mediunidade é um estado natural da criatura, um dom, um fruto maduro. 
O sensitivo é um fruto verde a caminho da maturidade. Este é encontrado com mais facilidade, por não precisar de certas disciplinas e não aceitar as renúncias indispensáveis à glória da faculdade mediúnica, com Jesus. O sensitivo recebe as sensações através do corpo etérico, que se manifesta em todo o sistema nervoso.

Isto faz com que os sentidos humanos sejam ampliados, de maneira a permitira percepção de certas coisas, chegando a sentir que existem Espíritos aqui ou acolá. Essa certeza se origina da alta sensibilidade de que é dotado pela energia cósmica. Muitos e muitos dos chamados médiuns estão nesse estágio, que não deixa de ser um caminho para o empenho grandioso da mediunidade evangélica. É fácil reconhecê-los pelas fracas interpretações das leis naturais e o pouco interesse pelo bem coletivo. Notam-se, nas comunicações, através dos sensitivos, inclinações para a leviandade, respondendo a perguntas que não levam ao interesse elevado da vida, incentivando vícios e compactuando com difíceis processos primitivos, que visam a assegurar o bem-estar material das criaturas. Esquecem-se completamente do Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, colocando a caridade sob uma visão muito pessoal.

Essa é a razão por que muitos estudiosos do espiritualismo combatem a mediunidade, generalizando os fenômenos, sem estudarem com profundidade o despertar da alma, no intercâmbio com os Espíritos desencarnados. Mediunidade é um estado natural do ser humano, é maturidade, e junto a ela há sempre um compromisso firmado no mundo espiritual com os luminares da eternidade e com a própria consciência. O Espírito reencarna já preparado para esse ministério, conhecendo os caminhos pelos quais deverá transitar e os processos que o levarão ao dever bem cumprido. Existem animais sensitivos, mas nunca animais médiuns. Através desta analogia, podereis melhor compreender nossas afirmativas. Todo o combate à mediunidade real se faz por faltarem recursos de análise e compreensão do fato mediúnico. Estudar um sensitivo é uma coisa, e estudar um médium é outra, diferente. Quanto ao primeiro, é fácil detectar a fonte que o inspira, por estar próxima das coisas humanas. O segundo, porém, recebe influências que escapam aos sentidos físicos, por alcançarem outra dimensão de maiores valores espirituais. Quase que somente o médium é quem conhece o que é mediunidade e, mesmo com todo o recurso da palavra que ele possa dominar, ainda assim não expressa a realidade dessa faculdade transcendental. Sensitivos, pelo que entendemos na acepção da palavra, há milhões deles, por toda a parte, anunciando, pelo que fazem, mesmo de maneira primitiva, que existe a comunicação com os Espíritos e que a vida eterna é, pois, a alegria de todos nós. No assunto que ora abordamos, vemos que todo médium é sensitivo, mas nem sempre os sensitivos são médiuns. Temos exemplos de decadência de muitos medianeiros, que começaram bem e terminaram a existência no fracasso, com sua mediunidade. Não é fácil, como alguns pensam, manter essa faculdade espiritual no nível que é assumida, quando se desce a tomar um corpo físico. A mediunidade que tem compromissos com o Cristo na Terra, não pode se esquecer de subir o calvário, com a cruz nos ombros, representando sacrifícios de várias espécies: a renúncia é a característica de seus passos; o perdão, uma norma diária em sua vida; o trabalho, uma obrigação sem queixa; a oração, um dever silencioso; a alegria, uma manifestação de gratidão por tudo o que vê e recebe da vida; a língua deixa de ferir e a cabeça passa a ser um ninho de pensamentos nobres. Tudo o que faz, ela o faz por amor.

quinta-feira, 24 de abril de 2014

PRÁTICA DA MEDIUNIDADE - II




Para que seja eficaz e produza todo o efeito desejado, a oração      deve ser um chamamento ardente, espontâneo e, por conseguinte, de breve duração: pelo contrario, as orações vulgares, recitadas da boca para fora, sem calor comunicativo, não produzem senão irradiações débeis insuficientes.
Fácil, portanto, será compreender a necessidade de que haja, nas sessões, união de pensamentos e vontades. Deve-se ter presente, sobretudo, a importância que exercem nas emissões fluídicas os sentimentos de fé, de confiança, de desinteresse, em uma palavra: todas as qualidades morais, as facilidades que elas dão aos bons espíritos, de par com os obstáculos que opõem a ação dos espíritos mal-intencionados.
E, tudo isso, sem excluir o livre exame e as condições de controle que nenhum observador deve abandonar jamais. Tão pouco há que se surpreender se os resultados obtidos são relativamente trabalhosos e pobres em ambientes em que reina uma atmosfera de ceticismo, onde se pretende dar ordens aos fenômenos e aos espíritos, e nos que, sem saber, criam travas as manifestações de ordem elevada.
Ademais, o presidente de cada grupo deve esforçar-se em obter silencio e recolhimento durante as sessões, e evitar as perguntas inoportunas e demasiado pessoais, que pretendam dirigir aos espíritos, para manter, dentro do possível, a união dos pensamentos e das vontades, dirigindo-os para uma finalidade comum. Os pensamentos divergentes e as preocupações materiais formam correntes desencontradas, uma espécie de caos fluídico, que dificulta a intervenção dos guias, enquanto que a concordância de intenções e de sentimentos estabelece a fusão harmônica dos fluidos e cria um ambiente propicio a sua ação. A sessão deve terminar com algumas palavras de agradecimento aos espíritos protetores e convidando os participantes a aproveitar os ensinamentos recebidos, praticando a moral que deles se deriva.
Com suas criticas, nossos contraditores inexperientes demonstram, com frequência, sua escassa competência nestes assuntos. Mas, por outro lado, todos os magnetizadores conhecem a propriedade que tem os fluidos de refletir exatamente nosso estado de animo e sabem imprimir-lhes, às vezes, qualidades benéficas e curativas.
Também e possível demonstrar, experimentalmente, a existência e a variedade infinita desses fluidos que diferem em cada personalidade. Pode-se facilmente tirar placas fotográficas com as irradiações que se desprendem de nossos cérebros, e registrar os fluidos que variam segundo as disposições pessoais.
O exercício da mediunidade encontra dois obstáculos temíveis: o espírito de lucro e o orgulho. (Quantos médiuns começaram animados de um sincero desejo de servir a nossa causa e terminaram, por causa do orgulho, por cair no ridículo, convertendo-se em motivo de zombaria para todos!) A satisfação de si mesmo e perfeitamente legitima, quando e o resultado de qualidades ou de meritos adquiridos por meio de trabalho ou estudos prolongados. Como sentir orgulho por uma faculdade que veio do Alto e que não precisou de gastos nem esforços?
O orgulho e o que inspira essas rivalidades, essa inveja mesquinha entre médiuns, causa frequente de desunião em alguns grupos. E preciso que cada um se contente com o que recebe.

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Médiuns mistificadores


"A impaciência, a indis­ciplina e a desforra terminam por desencorajar os próprios guias do médium, que não podem consumir o seu precioso tempo junto de quem só se preocupa com o seu prestígio pessoal em detrimento do serviço benfeitor ao próximo."





PERGUNTA:  Porventura o guia deixa de intervir a favor do seu médium, no caso da mistificação?

RAMATÍS: O principal objetivo da pedagogia espiri­tual é conduzir o homem ao seu aperfeiçoamento angélico, pois em sua intimidade permanece indestrutível a centelha espiritual, que é emanação do próprio Criador. A função do mundo físico, astral e mental, é proporcionar às almas a oportunidade de se tomarem conscientes de si mesmas, pois, embora elas existam aparentemente separadas, todas são oriundas da mesma fonte criadora. 
Os caprichos, as teimosias, a preguiça, a negligência e os descasos espirituais, que significam os pecados dos seres, Deus os tolera porque representam as fases do processo evo­lutivo, em, cuja luta heróica eles vão tomando conhecimento de si mesmos e desfazendo-se dos prejuízos e equívocos que retardam a ascese angélica. O homem deve decidir conscien­temente sobre aquilo que já o satura na vida transitória material, pois a sua libertação das ilusões da carne deve ser efetuada sem violências ou imposições draconianas, que somente o empurram para a frente, mas não o esclarecem.
Os pecados, que são combatidos e esconjurados por todos os instrutores religiosos, são apenas os equívocos da alma titubeando na sua marcha pelas estradas planetárias. Assim como o jovem estudante reconhece mais tarde e lamenta os erros cometidos nas provas do seu exame cole­gial, apontados pelo professor, o espírito do homem lastima depois o tempo perdido nos seus equívocos espirituais, tudo fazendo para recuperar-se dos deslizes condenáveis.